03/08/2026
Hoje, enquanto passava o pano no tatame, fui tomado por uma grande saudade.
Vieram à minha memória os muitos dojôs que fizeram parte da minha caminhada. Comecei no fundo da casa do sensei, Lhofei Shiozawa. Depois vieram o Jockey Clube de Goiás, a Academia Tiuji Yamaguti, a academia Hugo Nakamura, do sensei Cid Yoshida, a Brava, a Haraigoshi, a academia do sensei Manuel Bezerra, alguns SESIs de Goiânia e tantos outros lugares, inclusive em São Paulo.
A maioria desses dojôs já não existe mais. Muitos dos senseis que marcaram essa trajetória também já partiram.
Isso me fez refletir sobre algo muito importante: *precisamos valorizar o hoje.*
Hoje nós temos o *DojôMIBE.* Ele não pertence ao Sensei Giuliano. Ele pertence a cada judoca que entra por essa porta, veste o judogi e ajuda a construir este ambiente. Eu sou apenas um sensei. Um samurai, no verdadeiro sentido da palavra: *aquele que serve.* Estou aqui para servir, ensinar, cuidar e ajudar pessoas a se tornarem melhores por meio do judô.
Por isso, *valorizem este lugar* enquanto estamos juntos. Cuidem do nosso dojô, porque ele é uma extensão da casa de cada um de nós. Quando você entra aqui, você não é apenas um aluno. Você é o dojô. E essa consciência traz também uma responsabilidade: *preservar, fortalecer e perpetuar esse legado.*
O legado do Sensei Lhofei Shiozawa, continuará vivo enquanto eu tiver forças para ensiná-lo. E, quando chegar a minha hora de passar o bastão, espero que Deus levante pessoas que deem continuidade a essa missão.
*Mas hoje… o hoje é nosso.*
Vamos viver, cuidar e valorizar o *DojôMIBE.* Porque é aqui que treinamos técnicas, mas, acima de tudo, formamos caráter, cultivamos amizades e nos tornamos pessoas melhores, *juntos.*
O dojô não é um prédio. O dojô são as pessoas que escolhem, todos os dias, manter vivo o espírito do judô.
Com carinho, respeito e admiração…
Sensei Giuliano Santana.
ジウリアノ先生