06/03/2020
Vamos pensar o 8 de março sob a ótica da Doutrina Espírita?
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Plenitude, segundo o dicionário, significa condição daquilo que está completo. Vivemos em um mundo que não é pleno, nem justo para seus habitantes. Pobreza, doença, caos ambiental e humanitário, a mais pura expressão exterior das dores que nossas almas em processo expiatório se encontram.
Santo Agostinho, ao descrever as características dos mundos regenerados, no Evangelho Segundo o Espiritismo, afirma que “a palavra amor está escrita em todas as frontes; uma perfeita equidade regula as relações sociais; todos manifestam a Deus e procuram elevar-se a Ele, seguindo as suas leis”. Ao constatarmos o quanto de amor ainda falta no planeta, percebemos nosso distanciamento da regeneração. Mas, isso não significa que não estejamos caminhando.
Hoje são inúmeros os movimentos sociais que buscam a igualdade de direitos, incorporação da diversidade e justiça social, dentre eles, as lutas feministas. O Dia Internacional da Mulher foi criado para celebrar o empenho das mulheres por não só igualdade de direitos entre homens e mulheres, mas equanimidade para usufruir deles. Ou seja, a adaptação dos direitos conquistados, das regras para deixá-las mais justas, como é o caso, por exemplo, da garantia de emprego em caso de licença-maternidade.
Cada vez mais livres para ter acesso à educação, direitos políticos, econômicos e sociais, as mulheres combatem a violência contra a criança e a mulher, provocam reflexões que impactam positivamente na forma como homens vivenciam a masculinidade, a paternidade e o reencontro com os próprios sentimentos blindados pelo machismo ao longo dos séculos.
Kardec, em 1866, em um texto da Revista Espírita intitulado “As mulheres têm alma?” assevera “Com a Doutrina Espírita, a igualdade da mulher não é mais uma simples teoria especulativa; não é mais uma concessão da força à fraqueza, mas é um direito alicerçado nas próprias leis da Natureza. Dando a conhecer estas leis, o Espiritismo abre a era da emancipação legal da mulher, assim como abre a da igualdade e fraternidade”.
A plenitude do mundo perpassa pela da mulher. Com ela, novos tempos de igualdade, fraternidade e amor nos esperam. Que possamos fazer como Maria de Nazaré, e escolher a melhor parte, a da vivência do evangelho de Jesus no lar e na sociedade, pois a boa nova é a implantação da era de amor para toda humanidade. Feliz 8 de março, mulher!
Texto de Francielle Felipe