30/10/2022
O bem comum é a graça. E nossa única esperança é Jesus, jamais o resultado de uma eleição. Das urnas nunca saíram ou sairão soluções, apenas oportunidades, sobretudo porque como eleitores temos uma experiência péssima e uma profunda quebra de expectativas e decepções em relação a nossa classe política. Mal sabemos o que cobrar e de quem, por exemplo, votamos no executivo para discutir, alterar ou manter leis enquanto essa atribuição é do legislativo, condescendemos com o legislativo executando e direcionando orçamento, sem planejamento estratégico nenhum, nosso escrutínio em relação aos parlamentares é ridícula, sua atuação real é substituída pela análise rasa de discursos vazios sem ação ou prática, parlamentares que se notabilizam sem produzir. Nas eleição e a única conquista que conseguirmos manter é a liberdade e o sigilo do voto. Estamos entupidos de notícias falsas que geram temores sem relação com a realidade, diatópicos, lunáticos e que tem objetivos de criar cortinas de fumaça para esconder os problemas reais de uma república que deveriam se resolver com planejamento e execução de políticas públicas. Nem sequer cobramos o básico e trocamos o pragmatismo inerente a cidadania ativa, por aparências, incompetência ocultada por factoides e desculpas adâmicas ao invés de cobrarmos representantes responsáveis. Como disse Jesus: "Ninguém é bom", como Paulo estabeleceu, entre nós devemos achar o exemplo dos fiéis e como disse Jesus "e sereis reconhecidos quando amarem uns aos outros", "a vontade do pai é que ninguém se perca", "e que a verdadeira religião é cuidar das viúvas, dos órfãos e dos estrangeiros". O Evangelho responde a questões de propósitos e valores, e é isso que falta a cada um dos seguidores de Jesus, sermos fiéis à vida que Ele nos concedeu de graça e amor e como cidadãos no máximo buscamos o bem comum.