06/09/2026
Pastoral - Boletim de 06 de setembro de 2026.
DEUS SOBERANO SOBRE OS GOVERNOS
“segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão”
(Daniel 4:35)
Vivemos dias de intensa polarização política, discursos inflamados e muitas incertezas. Em tempos assim, é fácil permitir que a política ocupe um espaço indevido em nosso coração: alguns depositam esperança excessiva em candidatos, partidos e projetos humanos; outros, decepcionados, abandonam sua responsabilidade como cidadãos. Daniel 4 nos conduz por um caminho diferente: nossa esperança não está nos governos da terra, mas no Deus que reina soberanamente sobre eles.
Nabucodonosor contemplou a grandeza de Babilônia e atribuiu tudo à sua própria força e majestade. Porém, Deus lhe mostrou que nenhum poder humano é absoluto. O Altíssimo “tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer” (Dn. 4:32). Reis governam, governos mudam, impérios surgem e desaparecem, mas o trono de Deus permanece eternamente.
O episódio também revela que Deus humilha o orgulho daqueles que se levantam contra Ele. Nabucodonosor precisou aprender que sua autoridade era limitada e que toda verdadeira glória pertence ao Senhor. Ao levantar os olhos para o céu, recuperou o entendimento e reconheceu: “o seu reino é de geração em geração” (Dn. 4:34).
Como cristãos, portanto, devemos participar da vida pública com responsabilidade, discernimento e serenidade. Não devemos transformar a política em ídolo, nem abandonar nossa responsabilidade cidadã. Devemos orar pelas autoridades, avaliar propostas e condutas à luz das Escrituras, buscar justiça e preservar a unidade da Igreja.
Uma eleição pode mudar os ocupantes dos palácios, mas jamais mudará o Rei dos céus. Se o candidato que apoiamos vencer, não triunfaremos como se o Reino de Deus tivesse chegado pelas urnas; se perder, não desesperemos como se Deus tivesse perdido o controle.
“Reina o SENHOR. Regozije-se a terra” (Sl 97:1). Nossa cidadania terrena é importante, mas nossa esperança definitiva está em Cristo, cujo Reino não terá fim.
Soli Deo Gloria!
Rev. Amós Batista de Souza