03/10/2021
KARDEC, OBRIGADO
Em 3 de outubro de 1804, Lyon – Paris, nascia de uma antiga família lionesa Hippolyte Léon Denizard Rivail, um influente educador, autor, tradutor francês e posterior codif**ador da Doutrina Espírita
Kardec, enquanto recebes as homenagens do mundo, pedimos vênia para associar nosso preito singelo de amor aos cânticos de reconhecimento que te exalçam a obra gigantesca nos domínios da libertação espiritual.
Não nos referimos aqui ao professor emérito que foste, mas ao discípulo de Jesus que possibilitou o levantamento das bases do Espiritismo Cristão, cuja estrutura desafia a passagem do tempo.
Falem outros dos títulos de cultura que te exortavam a personalidade, do prestigio que desfrutavas na esfera da inteligência, do brilho de tua presença nos fatos sociais, da glória que te ilustrava o nome, de vez que todas as referências à tua dignidade pessoal nunca dirão integralmente o exato valor de teus créditos humanos.
Reportar-nos-emos ao amigo fiel do Cristo e da Humanidade, com agradecimento pela coragem e abnegação com que te esquecestes para entregar ao mundo a mensagem da Espiritualidade Superior.
E, rememorando o clima de inquietações e dificuldades em que, a fim de reacender a luz do Evangelho, superaste injúria e sarcasmo, perseguição e calúnia, desejamos expressar-te o carinho e a gratidão de quanto edif**aste para a fé na imortalidade e na sabedoria da vida.
O Senhor te engrandeça por todos aqueles que emancipaste das trevas e te faça bendito pelos que se renovaram perante o destino à força de teu verbo e de teu exemplo!...
Diante de ti, enfileiram-se, agradecidos e reverentes, os que arrebataste à loucura e ao suicídio com o facho de esperança;
os que arrancaste ao labirinto da obsessão com o esclarecimento salvador;
os pais desditosos que se viram atormentados por filhos insensíveis e delinquentes, e os filhos agoniados que se encontraram na vala da frustração e do abandono pela irresponsabilidade dos pais em desequilíbrio e que foram reajustados por teus ensinamentos, em torno da reencarnação;
os que renasceram em dolorosos conflitos da alma e se reconheceram, por isso, esmagados de angustia nas brechas da provação, e os quais livraste da demência, apontando-lhes as vidas sucessivas;
os que se achavam arrasados de pranto, tateando a lousa na procura dos entes queridos que a morte lhes furtou dos braços ansiosos, e aos quais abriste os horizontes da sobrevivência, insuflando-lhes renovação e paz, na contemplação do futuro;
os que soergueste do chão pantanoso do tédio e do desalento, conferindo-lhes de novo, o anseio de trabalhar e a alegria de viver;
os que aprenderam contido o perdão das ofensas e abençoaram, em prece, aqueles mesmos companheiros de Humanidade que lhes apunhalaram o espírito, a golpes de insulto e de ingratidão;
os que te ouviram a palavra fraterna e aceitaram com humildade a injuria e a dor por instrumento de redenção;
e os que desencarnaram incompreendidos ou acusados sem crime, abraçando-te as páginas consoladoras que molharam com as próprias lágrimas.
Todos nós, os que levantaste do pó da inutilidade ou do fel do desencanto para as bênçãos da vida, estamos também diante de ti!...E, identif**ando-nos na condição de teus mais apagados admiradores e como os últimos dos teus mais pobres amigos, comovidamente, em tua festa, nós te rogamos permissão para dizer:
Kardec, obrigado!...Muito obrigado!...
Mensagem do Espírito de Humberto de Campos, psicografada por Francisco Cândido Xavier.
Extraído do livro “Chico de Francisco” de Adelino da Silveira