23/10/2021
Boa tarde🙏🏻
Muitos acham que Ọ̀ṣún era a dona da beleza e do amor docinho. Engana-se quem acredita que Ọ̀ṣún é uma divindade serena, calma, superficial e vaidosa.
Ọ̀ṣún é sim, a mulher mais adornada de enfeites que poderia ser! Era uma sociedade com o governo de reis, rainhas e súditos.
Ọ̀ṣún por sí só, era mulher de mercado. Isso mesmo: Ọ̀sún era uma senhora de mercado.
Comprava e vendia mercadorias diversas, se tornando assim, uma estrategista exímia para
tudo o que desejava ter.
O que quisesse, Ọ̀ṣún tinha. Não existe um itan que comente sobre Ọ̀ṣún ser enganada por alguém. Já o contrário existe...- E enquanto aos espelhos?
TUDO EM Ọ̀ṢÚN BASEADO EM REFLEXO.
Ọ̀ṣún é controladora de ajé (feitiço), então para ela, quando a inveja se enxerga, ela por si só é destruída .
Quando o ajé vem para nós e nós o refletimos, ele se dissolve, se extermina! Então, Ọ̀ṣún se coloca bem adornada, bem enfeitada e vistosa.
Quando os olhos ruins pairam sobre ela, eles se miram no espelho e à si mesmos se destroem .
Ọ̀ṣún se põe em brilhos dourados para que a vejamos, mas principalmente, para que nossos desejos ruins não a toquem...
É por isso que seus idés (pulseiras e braceletes) precisam estar sempre muito bem polidos: é com o brilho dos idés nos braços, que ela se defende do olhar mal encarado dos pobres de espírito.
Oore yèyé ooo
Mãe Tainá D Oyá
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