De acordo com os relatos do Senhor José Parada, Presidente de Honra da casa, a primeira Casa Espírita da Região, foi idealizada após a realização de um pic-nic, realizado pelo Senhor Gelindo Basseto, que a época residia na cidade de São Paulo, com seus familiares e amigos funcionários da fabrica de linhas Linharte, em um sítio nos arredores de Franco da Rocha. Durante o descanso deste encontro,
todos os presentes perceberam que estavam participando de uma belíssima pregação evangélica, proferida pelo senhor Galindo. Quando o nosso saudoso Luiz Simionato, grande admirador da Doutrina Espírita, teve conhecimento do fato, não teve dúvidas e foi procurar o Sr. Galindo com o propósito de fundar em Franco da Rocha um Centro Espírita. Diversos amigos admiradores da Doutrina foram convidados a participarem de uma reunião na residencia de Dona Josefina Leme, onde tratariam da fundação da casa. Em Agosto de 1942, decidiram alugar uma sala, para que este sonho pudesse se realizar. E assim fizeram, alugaram uma sala na Rua Cel. Domingos Ortiz, n° 19. Ali realizaram a primeira reunião, onde, depois de muita discussão, elegeram a primeira Diretoria da casa, que era composta da seguinte forma: Presidente: Nório Basseto; Vice-Presidente: Gelindo Basseto; Tesoureiro: Luiz Simionato; Procurador: José Donola; Secretário: Gonçalo Rocha; Vice-Secretário: Pedro Missom e Conselheiro: Rafael Gimenez. Receberam como primeira incumbência criarem o estatuto da nova Entidade que recebeu o nome de "Centro Espírita Luz e Caridade". O Estatuto foi publicado em 22 de setembro de 1942, na página 23, do Diário Oficial do Estado de São Paulo, nos termos dos artigos 128 e 129 do Decreto Federal n° 4.857/39. No Cartório Aalberto Neto, teve seu registro de Pessoa Jurídica sob o n° 488. Para a regularização da documentação, na época, foi gasta a quantia de duzentos e cincoenta mil réis. A euforia tomou conta de todos, e cada um fez questão de doar algo para a casa, uma vez que se tratava de uma casa simples e sem dinheiro em caixa. O senhor Donola doou duas toalhas e uma mesa para os trabalhos. Dona Nádia Correa Dias bordou, com muito capricho, uma linda toalha branca para a entidade. Dona Izabel Galatti deu duas cortinas brancas. A senhorita Joana Padilha Bindi fez a doação de um lindo quadro pintado a lápis, quadro este que se encontra até hoje nas paredes da casa. No dia 18 de outubro de 1942, foi solenemente inaugurado o Centro Espírita Luz e Caridade. O evento deu-se na sede social do Clube Cinco de Maio, situado a rua Dr. Franco da Rocha (antiga Prefeitura). A diretoria do clube cedeu gratuitamente suas instalações para a realização do evento. Para dirigir os trabalhos inaugurais, foi convidado o Sr. Eduardo Aidar, presidente de um Centro Espírita da capital. Uma belíssima oração foi proferida pelo Sr. Domingos Tedesco. Evérton Fraga, vindo de Jundiaí, foi um dos oradores oficiais da noite. Representando a Federação espírita de São Paulo, falou o Sr. Olívio Novaes. Na ocasião, o Sr. Eduardo Aidar, leu os dados biograficos de Umberto Brússulo, guia espiritual do Centro, cuja fotografia foi doada gentilmente pelas filhas do Sr. Basseto. A palavra final esteve a cargo do Dr. Júlio de Abreu, homem culto e profundo conhecedor da Doutrina Espírita. Encerrou a reunião inaugural o Sr. Sérgio Leite, marcando na história do Espiritismo em São Paulo o nome do Centro Espírita Luz e Caridade. A primeira sede, provisória como já relatamos, funcionou na Rua Cel. Domingos Ortiz, n° 19; daí passou a funcionar no n° 171 da mesma rua, onde ficou por muito tempo. Em fevereiro de 1962, por ocasião da entrega do prédio ao seu proprietário, o Centro funcionou provisoriamente na Avenida Sete de Setembro, n° 343 e em setembro de 1962, passou a funcionar em sua sede própria, localizada a Rua Cel. Domingos Ortiz, n° 385. Para a construção de sua sede própria devemos mencionar a colaboração de: José Maria de Vasconcelos (nosso querido Vasco), sua esposa Balbina Leme, Enéias Rodrigues Moreira, Everton Ferreira Libório, Porfírio Passos, Meconi Gelfo, Alzira Camargo, Maria Luiza oliveira, João Luiz Almeida, Jorgina de Almeida, Luiz Stakfleti, Lázaro Pereira dos santos, Belmiro Roque Chagas, Carlos Fernandes dos Santos, Josefina Leme, Leonor Pinheiro Machado, Batista Misson, entre muitos outros colaborares. Com a cooperação e generosidade do povo franco-rochense, a casa continua suas atividades, tentando amenizar o sofrimento dos mais necessitados e divulgando a Doutrina Espírita. No dizer de Joana de Angelis, "a caridade para ser legítima não dispensa a fé que lhe oferece vitalidade, e esta para ser nobre deve firma-se no discernimento da razão como normativa salutar".