Judaísmo Messiânico no Face

Judaísmo Messiânico no Face Site para troca de informações sobre Judaísmo e suas vertentes.

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AS PRIMEIRAS DESCOBERTAS EM KUNRAMJarros de barro selada descobertos em uma caverna perto de Qumran, que continha pergam...
22/05/2026

AS PRIMEIRAS DESCOBERTAS EM KUNRAM

Jarros de barro selada descobertos em uma caverna perto de Qumran, que continha pergaminhos. A forma de os frascos e as tampas são exclusivas para a região de Qumran.

Descoberta
Os sete primeiros Pergaminhos do Mar Morto foram descobertos por acaso em 1947 por beduínos da tribo Ta'amra, numa caverna (que mais tarde recebeu o nome de "Caverna 1"), perto de Khirbet Qumran, na costa noroeste do Mar Morto. Três dos pergaminhos foram imediatamente comprados pelo arqueólogo Eliezer Lipa Sukenik em nome da Universidade Hebraica, os outros foram comprados pelo Igreja Metropolita da Ortodoxia Síria, em Jerusalém, a Mar Athanasius Samuel. Em 1948 Samuel vendeu os quatro pergaminhos em sua posse para os Estados Unidos, foi apenas em 1954 que o filho Sukenik , também arqueólogo e Yigael Yadin puderam desenvolver trabalhos em Israel, e eles acabaram por lhes ver confiada a fundação do Santuário do Livro. Eles iniciaram exposições no Santuário do Livro ou Museu de Israel, Jerusalém, desde 1965.

Arqueólogo, Eliezer Lipa Sukenik
 Desde 1949 até 1956, fragmentos adicionais cerca de 950 pergaminhos diferentes foram descobertos em dez cavernas próximas umas das outras, tanto pelos beduínos e também por expedições arqueológica conjunta da École Biblique e Arqueológica Francesa e do Museu Rockefeller, sob a direção de Professor Padre Roland de Vaux. O mais rico de rendimento, da Caverna 4, em frente ao local de Qumran, consistiu em cerca de 15.000 fragmentos. A última caverna, Cave 11, foi descoberto em 1956, e os pergaminhos encontrados não estavam em estado razoável de conservação. Desde então, apenas alguns restos de pergaminho foram encontrados no Deserto da Judéia (embora não nas imediações de Qumran).

Parte do rolo de Ação de Graças
 Além dos primeiros sete rolos de papel, que estão confiadas ao Museu de Israel, a maioria dos fragmentos encontrados por arqueólogos e beduínos são propriedade da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA). Outros estão em posse de instituições fora de Israel, como o Museu Arqueológico da Jordânia em Amã e da Bibliothèque Nationale de France, em Paris, ou em mãos privadas (Coleção Schoyen, Noruega).
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O Judaísmo é a Verdade?Por Aron MossArte de Sefira Lightstone Pergunta:Como rabino, presumo que você acredita que o Juda...
22/05/2026

O Judaísmo é a Verdade?
Por Aron Moss
Arte de Sefira Lightstone

Pergunta:
Como rabino, presumo que você acredita que o Judaísmo é A verdade. Se sim, como explica o fato de existirem tantas outras religiões e de apenas uma pequena minoria da população mundial acreditar como você?

Jim (um missionário cristão)

Resposta:
Jim, você tem irmãos e irmãs? Se você responder afirmativamente, então tenho certeza de que concordará que cada um de vocês é diferente. Um de vocês pode ser musical, outro fanático por esportes e ainda outro com inclinações acadêmicas. Cada um de vocês é um indivíduo com seus talentos, e isso deve ser incentivado. Seria errado os pais tratarem todos os filhos da mesma forma. Se eles tivessem forçado todos vocês a tocar violino, ou jogar futebol, ou a ler Shakespeare, teria sido contraproducente. Bons pais sabem que cada criança deve se desenvolver de uma maneira única.

As nações do mundo são todas filhas de D'us . Ele não os trata todos iguais porque não são todos iguais. Ele quer que cada nação se desenvolva à sua maneira. Assim, cada nação tem um caminho diferente para atingir o seu pleno potencial.

Para a nação judaica D’us deu a Torá como forma de expressar nossas almas. Mas o Judaísmo não é para todos. Não acreditamos que um não-judeu precise se tornar judeu para encontrar D’us. Assim como uma criança com talento musical não deveria ser forçada a jogar futebol. Qualquer pessoa pode se converter, se assim realmente desejar, mas isso depende somente de cada uma.

D'us criou nações diferentes porque cada uma tem uma contribuição única para oferecer ao mundo. Talvez a sua missão devesse ser garantir que a sua nação cumpra esse propósito.

Por Aron Moss
Rabino Aron Moss ensina Cabalá, Talmud e Judaísmo prático em Sydney, Austrália, e contribui frequentemente com Chabad.org.
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Bênção Binian Ierushaláyim (da Reconstrução de Jerusalém) Velirushaláyim irchá berachamim tashuv, vetishcon betocha caas...
22/05/2026

Bênção Binian Ierushaláyim (da Reconstrução de Jerusalém)
Velirushaláyim irchá berachamim tashuv, vetishcon betocha caasher dibarta, uvene ota becarov beiamênu binian olam, vechissê David avdechá mehera letocha tachin. Baruch ata adonai, boné Ierushaláyim.

E a Jerusalém, Tua cidade, retorna com misericórdia, e pousa nela a Tua glória, como disseste. Reconstrói-a, prontamente em nossos dias, em construção eterna, e o trono de David, Teu servo, restabelece depressa nela. Bendito sejas Tu, Adonai, que reconstróis Jerusalém.

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A HISTÓRIA E ARQUEOLOGIA DA TORRE DE BABELUm artigo publicado pela dupla de pesquisadores Roy Liran e Ran Barkai, da Uni...
15/05/2026

A HISTÓRIA E ARQUEOLOGIA DA TORRE DE BABEL

Um artigo publicado pela dupla de pesquisadores Roy Liran e Ran Barkai, da Universidade de Tel Aviv, no mês passado, abre a discussão sobre a veracidade da passagem bíblica de Génesis 11 que fala sobre a Torre de Babel. Ela teria existido ou não?
A descoberta em 1952, em Jericó, na Palestina, de uma torre de 8,5 metros seria a prova de que de facto a passagem bíblica é certa, esse edifício seria um dos primeiros arranha-céus da história da humanidade e poderia ter sido construído para servir o povo da proteção contra invasões ou como espaço para observação de astros e estrelas.
A recente pesquisa aponta para a possibilidade de que a edificação teria sido utilizada para prever catástrofes naturais – inundações, no caso – e abrigar os sacerdotes e os reis contra qualquer cataclismo natural.

Vere Gordon Childe, filólogo australiano especializado em arqueologia e autor da teoria da revolução
neolítica (a Idade da Pedra também é conhecida como Período Neolítico) afirma que a mudança da população saiu da Mesopotâmia, hoje Iraque, (onde a civilização teve inicio e também onde foi inventada a roda, a escrita e a agricultura) para Jericó devido as mudanças climáticas. Ali, fundaram um dos assentamentos urbanos mais antigos da Terra. Elas teriam chegado lá trazendo na memória um trauma dos seus ascendentes, a catástrofe diluviana.

Atualmente, já foram encontradas 31 ruínas de torres na Mesopotâmia. A de Jericó é a única naquela cidade. E o muro em torno dela está estruturado como uma espécie de dique.
O livro de Génesis relata que um grupo de pessoas vindo do Oriente habitou um vale em Sinar, hoje Iraque, e ergueu uma torre. Para punir a ousadia desses humanos que queriam tocar os céus, Deus fez com que eles falassem idiomas diferentes, tornando impossível a comunicação entre eles e os obrigando a migrar para outros lugares da Terra. Babel, em hebraico, significa confundir.
Um tablete de argila com escrita cuneiforme – um dos primeiros textos da humanidade, datado de 2500 a. C., encontrado no Iraque e traduzido em 1872 – traz um relato controvertido que parece ser um paralelo à história bíblica da Torre de Babel: “…seu coração se tornou mal… Babilônia submeteu os pequenos e os grandes. Ele (uma divindade) confundiu seus idiomas… o seu lugar forte, que por muitos dias eles edificaram, numa só noite ele trouxe abaixo.”

Outro texto cuneiforme, produzido em cerca de 2200 a. C. e publicado em 1968, faz menção de uma época em que havia “harmonia de idiomas em toda Suméria” e os cidadãos “adoravam ao deus Enlil numa só língua… o deus Enki, senhor da abundância… e o líder dos deuses… mudou a linguagem na sua boca e trouxe confusão a eles. Até então, a linguagem dos homens era apenas uma.”
A “Bíblia”, portanto, seria um elo entre a história da Torre de Jericó e as construções anteriores na Mesopotâmia. “Há elementos históricos para supor que algum tipo de dilúvio de proporções catastróficas ocorreu de fato, assim como uma Torre Babel”, diz o arqueólogo Rodrigo Pereira da Silva, que leciona no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). “A história da “Bíblia” tem plausividade arqueológica e histórica.”

Professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), André Chevitarese argumenta que a veracidade bíblica não se sustenta pela ciência, mas pela fé. Para ele, um especialista em história das religiões, o autor de Génesis, diante da multiplicidade de línguas e com os olhos repletos de religiosidade, lançou mão de uma narrativa que passa pela realidade para entender o mundo que o cercava. “Não estou invalidando o discurso bíblico, mas prefiro seguir a linha de pensamento dos teólogos alemães da primeira metade do século XIX. Influenciados pelo racionalismo, eles acreditam que o dilúvio, a Torre de Babel, Caim e Abel, Adão e Eva são formas de exprimir um Deus que age do ponto de vista literário.” O novo propósito atribuído à construção da Torre de Jericó pela dupla Liran e Barkai, da Universidade de Tel-Aviv, publicado na conceituada revista inglesa de arqueologia “Antiquity”, aproxima o contexto cultural com a Torre de Babel bíblica e abre espaço, se não para a certeza, para a possibilidade histórica de uma passagem das Sagradas Escrituras.
Iraque: O passado destruído

As muralhas da Babilónia recentemente construídas com a técnica e o mesmo material utilizado na antiguidade.
Maquete do centro da antiga Babilónia
Sem entrar no mérito da guerra EUA x Iraque, as terras que Bush mandou bombardear são, na quase totalidade, parte da Mesopotâmia, o berço da nossa civilização. Situada entre os rios Tigre e Eufrates, seu nome, em grego, significa região entre rios. A história do Iraque antigo é a história da Mesopotâmia. Aí se localizou a Caldéia, o Império Medo-Persa e a base do Império Assírio. Esta região, no Oriente Médio, é um imenso e importante sítio arqueológico e guarda relíquias e tesouros antigos, um imenso patrimônio histórico-cultural da humanidade.

Aspecto do Palácio de Verão do Rei Nabucodonosor II, construído recentemente na Babilónia. Tudo, inclusive o leão, é atual O berço da civilização da Mesopotâmia foi a planície de Sumer, na zona meridional do Sinear. Desde o IV milénio a região estava habitada por povos de origem asiana, chamados sumérios ou sumerianos. Foram eles que inventaram a escrita cuneiforme, que iria ser assimilada por todos os povos da Ásia Ocidental. Organizaram-se em cidades-Estados, dirigidas por reis, e disputaram a hegemonia da região em sucessivas guerras. A próspera e opulenta civilização sumeriana atraiu a ambição das tribos semitas do Deserto da Síria e da Arábia. A principal delas foi a dos acádios, que dominaram a região. Aí aconteceu uma coisa interessante: mesmo derrotados, os sumerianos impuseram sua cultura à do conquistador.

Babilónia
Versão de Bruegel, o velho, da Torre de Babel, o zigurate babilônico de Nabucodonosor. Do monumento original, restou apenas os alicerces Na Mesopotâmia floresceu a cidade da Babilónia, talvez a mais famosa da história e da lenda. Seus também famosos Jardins Suspensos era uma das sete maravilhas do mundo antigo. Segundo a Bíblia, foi onde construíram a Torre de Babel, que até hoje provoca nos homens uma estranha fascinação. As ruínas da Babilónia estão a 160 km a sudoeste de Bagdá, a cidade das "Mil e Uma Noites", cidade que conheceu a sua maior prosperidade como capital dos abássidas (séc. VIII-XIII ).
Babilónia (Bab-Ilu) significa "Porta de Deus", estando situada no estreito entre os bíblicos rios Tigre e Eufrates. Sua fundação deve ser atribuída aos acádios (2350-2150 a.C.) A 1ª dinastia amorreana estabeleceu-se aí em cerca de 1850-1530 a.C. Após muita luta com várias cidades, o Rei Hamurabi, sexto dessa dinastia, fez dela a sua capital, transformando-a no centro mais importante da Ásia Ocidental. Foi Hamurabi que nos legou o primeiro código da história conhecida.* Durante seu governo a fortificada capital do Reino da Babilónia, que tinha 3 milhões de habitantes, possuía inúmeros templos, palácios, era uma próspera, rica, colorida e agitada metrópole. Infelizmente as ruínas da Babilônia de Hamurabi não podem ser escavadas: encontram-se abaixo do nível das águas subterrâneas.

Durante o 2º milénio a.C., a Babilônia foi destruída pelos hititas (1531 a.C.) e submetida depois aos cassitas. A cidade tornou-se assíria (séc. VIII-VII a.C.) e foi reconstruída. No século VII a.C. Babilônia caiu nas mãos dos elamitas de Susa (hoje no Irã). O rei assírio Senaquerib reconquistou-a em 698 a.C. e promoveu a sua completa destruição. "Todos os habitantes foram passados pelas armas, todos os edifícios foram nivelados, o zigurute (espécie de torre sagrada) demolido, os canais aterrados com seus tijolos. A própria terra da Babilônia foi ritualmente transportada e jogada a todos os ventos. O Eufrates foi desviado do seu leito e conduzido sobre o campo de ruínas, inundando-o. E Senaquerib passou a reinar sem concorrente em Ninive, sua capital no Tigre".
Senaquerib seria assassinado em 681 a.C. e o novo rei, Asarhaddon começou a reconstrução de Babilônia. Mas, seu sucessor, Assurbanipal, destruiu-a de novo. Após o desaparecimento de Assurbanipal, uma dinastia independente chamada "Neobabilônia" estabeleceu-se na região. Seu fundador, o general caldeu Nabopolassar uniu-se aos medas, conquistou e destruiu Ninive para sempre. Enquanto governava como rei (626-605 a.C.), reconstruiu Babilônia pela 4ª vez. Foi o seu filho, Nabucodonosor (605-562), que transformou a cidade na capital mais luxuosa do mundo. Datam do seu reinado os principais monumentos da Babilónia.

A Harpa Real de Ur, toda em ouro, com 5 mil anos e Hércules, cobre do séc. II a.C., peças roubadas

Nabucodonosor conquistou Jerusalém em 597 a.C. e dez anos depois a destruiu completamente, levando os judeus ao Exílio Babilônico. Esse fato causou a ira dos Profetas do Velho Testamento, que escreveram aquilo que de fato viria a acontecer tempos depois, quase uma profecia: "Babilônia, a jóia dos reinos, glória e orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou. Nunca mais será habitada..." (Isaías, 13,19-22). "Mas a cidade não será mais destruída. Sofrerá a morte lenta pelo abandono dos séculos".
Babilónia foi tomada por Ciro, o Grande, Senhor da Pérsia (530 a.C.), assim narrando Nabonido: "Ciro entrou na Babilónia. O estado de paz foi imposto na capital inteira... Todos os habitantes inclinaram-se para ele e beijaram seus pés, jubilosos porque ele tinha atingido a realeza... e adoraram seu nome". Nos 200 anos que se seguiram, a cidade ficou em paz, mas entrou em decadência. Alexandre Magno entrou na cidade como herdeiro dos persas, escolheu-a como capital da Ásia e aí morreu em 323 a.C. A fundação de Selêuquia, depois, sugeriu uma sobrevida para a Babilônia, mas ela acabou de vez quando os selêucidas a abandonaram. Quando o imperador romano Sétimo Severo chegou à cidade, em 199 d.C., encontrou-a totalmente deserta.

A cidade
Heródoto, que lá esteve por volta de 420 a.C., assim a descreveu: "Babilônia está situada numa vasta planície, uma cidade imensa em forma de quadrado cujos lados medem 22 quilômetros, com uma circunferência de uns 73 quilômetros. O Eufrates corre pelo meio da cidade, dividindo-a em duas partes. O muro chega à água em ambos os lados, há outra muralha em cada margem. Há muitas casas de três ou quatro andares. As avenidas e ruas são retas, e para cada uma das ruas havia um portão de bronze pelo qual podia-se chegar ao rio". (Heródoto, Histórias, I ). À noite as ruas eram iluminadas por querosene, conforto que as cidades ocidentais só teriam no século XIX. A cidade tinha em volta cinco sistemas de muralhas consecutivas, com fossos e portões de cedro revestidos de cobre. A muralha do retângulo interior possuía uma espessura de 27 metros. O muro exterior protegia um areal que tinha uma superfície de 485 Km2.

O palácio do rei ficava no centro, uma fortaleza decorada com relevos coloridos de azulejos e, segundo Apocalipse, 18,16 - com "linho finíssimo, de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas". Era neste palácio que ficava os Jardins Suspensos, os jardins de Semíramis, uma série de terraços subindo em degraus. A cidade sempre teve seu zigurate, via mística de comunicação dos homens com os deuses. O de Hamurabi devia ter a forma de uma pirâmide em degraus. Mas o maior de todos, conhecido como a verdadeira Torre de Babel, foi mandado construir por Nabucodonosor. Heródoto o descreveu. Sua base, a única coisa que restou, é um quadrado de 90 metros de lado. O primeiro degrau tinha 33 metros de altura; o segundo, 18 metros e os restantes seis metros cada um. No topo foi construído um templo para o Deus Marduk, revestido de azulejos azuis e com telhado de ouro. A torre tinha a altura de 90 metros.
Registros indicam que a cidade possuía 531 templos dedicados aos deuses, 180 santuários para Ishtar e 55 para Marduk, 600 santuários para as divindades dos céus, 300 para as da terra e 180 para os deuses considerados dos infernos. O maior templo, dizem, era o de Esangila, que media 500 metros de largura, com uma estátua de Marduk sentado num trono, tudo de ouro. Conta Heródoto que a quantidade de ouro empregado no templo chegava a 23 toneladas. Outro templo importante era o grande Templo de Ishtar, a deusa das manhãs e das noites, que também personificava o Planeta Vênus, sendo também a deusa do amor, de cujo culto fazia parte a "prostituição sagrada" . A Vênus era representada sob a forma de uma mulher em pé sobre dois leões: "a força submetida à beleza" . Para a deusa foi construída a Av. de Procissões, que tinha uma largura de 23 metros, fechada lateralmente com muros de 7 metros de altura revestidos de azulejos azuis com relevos de leões coloridos. A avenida levava ao Portão de Ishtar, com uma torre de ameias de azul brilhante com relevos coloridos de 500 touros e dragões.

Além dos sacerdotes e outras figuras, os astrólogos também estavam associados aos templos. Existia, segundo Franz Cumont, uma espécie de astrolatria que se baseava na predição dos movimentos dos astros, pois eles acreditavam que, se os astros regiam a vida, também poderiam prever o destino das pessoas. Foi na Babilónia que surgiu a astrologia.

Reconstrução
Em 1899 Robert Koldewey começou as escavações na Babilônia e encontrou a
grande muralha e o Portão de Ishtar, com seus azulejos coloridos. As peças mais importantes foram para vários museus, inclusive para o de Bagdá (agora saqueado) e especialmente para o de Berlim, onde o portão foi refeito. Na época não se cogitou reconstruir nada no sítio.
O sanguinário ditador Saddam Hussein, que alguma coisa de bom teria que fazer neste mundo, destinou cerca de 90 milhões de dólares, no final do século passado, para reconstruir e restaurar a antiga Babilónia, em nome da "reabilitação da monarquia e de valores antigos". Os princípios de construção e os materiais da época, seriam respeitados. Os Jardins Suspensos, a Torre de Babel, a Av. das Procissões e o Portão de Ishtar (os dois últimos já reconstruídos) estão renascendo para que a Babilônia tenha de volta todo o clima e o brilho do passado.

Desastre cultural
Depois da ocupação do Iraque pelas tropas americanas, aconteceu um dos maiores desastres culturais da história recente do Oriente Médio. O Museu de Bagdá foi saqueado, mais de 170 mil peças sendo roubadas ou destruídas, antiguidades de milhares de anos, uma perda irreparável para a humanidade. Não bastasse isso, as forças de ocupação permitiram também a depredação do sítio arqueológico da antiga Babilônia e o saque ao Museu de Hamurabi, naquela cidade. Entre as peças roubadas em Bagdá, estavam raridades como a harpa real de UR (toda em ouro) de 5 mil anos, estatueta de rei em ouro de 2 mil anos, um Hércules do século II a.C., a Deusa de Inana, de 5 mil anos, o rei sumério Entemena, de 4.600 anos, jóias e esculturas de ouro, além de tabletes de terracota com inscrições com os primeiros textos da humanidade. No Museu de Hamurabi, além da destruição ou furto das estátuas do rei, a imagem é de desolação, tudo quebrado.
A América, que há menos de 500 anos atrás era uma mistura de selvas e desertos ocupados por índios selvagens, mesmo com seu atual poderio bélico e econômico, é muito pequena diante de 7 mil anos de civilização. Talvez por isso os americanos deixaram saquear o Museu de Bagdá e a cidade da Babilônia. O que todos desejam é que, diante do repúdio mundial, os americanos e ingleses, com toda a ajuda que puderem obter, consigam recuperar alguma coisa. E também que, na reconstrução do Iraque prometida por George Bush, ele dê continuidade ao projeto de restauração da Babilônia, a única coisa realmente boa feita por Saddam que temos notícia.
* O código, a mais antiga coleção de leis conhecida, está gravado numa estela cilíndrica de diorito, descoberta em Susa (1901) e está no Museu do Louvre.
Segundo o Antigo Testamento (Génesis 11,1-9), torre construída na Babilónia pelos descendentes de Noé, com a intenção de eternizar seus nomes. A decisão era fazê-la tão alta que alcançasse o céu. Esta soberba provocou a ira de Deus que, para castigá-los, confundiu-lhes as línguas e os espalhou por toda a Terra.

Este mito é, provavelmente, inspirado na torre do templo de Marduk, nome cuja forma em hebraico é Babel ou Bavel e significa "porta de Deus". Hoje, entende-se esta história como uma tentativa dos povos antigos de explicarem a diversidade de idiomas. No entanto, ainda restam no sul da antiga Mesopotâmia, ruínas de torres que se ajustam perfeitamente à torre de Babel descrita pela Bíblia.

Não foi exatamente nas planícies áridas da Mesopotâmia que Pieter Brueghel, o Velho, localizou sua pintura a óleo Torre de Babel (1563), mas nas terras baixas e férteis de Flandres. Sem dúvida, os estudos que muitos artistas realizaram sobre o Coliseu de Roma proporcionaram o modelo para este edifício de arcos superpostos. Muitos arqueólogos relacionam o relato bíblico da Torre de Babel com a queda do famoso templo-torre de Etemenanki, na Babilónia, depois reconstruído pelo rei Nabopolasar e o seu filho Nabucodonosor II. Dizem também que a torre foi um zigurate, uma construção piramidal escalonada.
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Orgulho Judaico no Campus: Resposta ao Ódio e ao Antissemitismo'Tefilin Together”, uma iniciativa que une estudantes jud...
15/05/2026

Orgulho Judaico no Campus: Resposta ao Ódio e ao Antissemitismo
'Tefilin Together”, uma iniciativa que une estudantes judeus em toda a América do Norte
Por Ellen Braunstein

Estudantes da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara reuniram-se no centro do seu campus para colocar tefilin como parte do desafio “Tefilin Together” que une estudantes judeus em toda a América do Norte.
Face à hostilidade antissemita nos Campus universitários, estudantes judeus em toda a América do Norte estão se unindo para colocarem tefilin.

O desafio “Tefilin Together”, iniciado por 15 estudantes da Universidade Estadual do Arizona (ASU), já se espalhou por mais de 30 Campus, à medida que os participantes nomeiam estudantes em novas instituições acadêmicas para cumprir a próxima mitsvá.

Mensagens, fotos e vídeos que documentam os encontros estão ganhando destaque no Instagram e em outros sites de mídia social. Um vídeo atraiu mais de 40.000 visualizações.

Alexander Milman, da Universidade Rowan, no sul de Nova Jersey, disse que os alunos de sua faculdade primeiro se reuniram para colocar tefilin no mesmo local onde ocorreu uma manifestação pró-Hamas no dia anterior. Eles planejam colocar tefilin todos os dias durante 40 dias, um número que ele aponta que aparece muitas vezes na Torá. Nomeados pelos alunos da Universidade Chabad de Ohio, os alunos do Chabad de Rowan desafiaram em seguida os alunos da Universidade McMaster no Canadá, da Universidade Drexel da Filadélfia e da Universidade da Pensilvânia a cumprir a mitsvá. Os estudantes judeus dessas faculdades seguiram o exemplo.

“O objetivo é que em todo o mundo demonstremos o nosso orgulho judaico, colocando tefilin e recitando o Shemá em público, demonstrando que temos orgulho sempre de quem somos”, disse Tzvi Tiechtel, que ajudou a lançar a iniciativa. na ASU, onde seus pais dirigem o centro Chabad. A ação, disse ele, foi inspirada na pesquisa Chabad, uma experiência de Shabat em meados de novembro para 1.200 estudantes judeus realizada no Brooklyn, Nova York

“Estamos mostrando que, apesar de todo o antissemitismo que ocorre nos Campus, os estudantes judeus permanecem fortes, respondendo à escuridão com luz e mostrando que, como judeus, nunca teremos medo de quem somos”, disse Tiechtel, 20 anos., um aluno de yeshivá que também trabalha como educador Chabad da Universidade do Kansas.

Estudantes da Universidade Rowan em Glassboro, NJ, aceitaram o desafio “Tefilin Together”.
Estudantes da Universidade Rowan em Glassboro, NJ, aceitaram o desafio “Tefilin Together”.
Um sinal de orgulho e proteção
Tefilin são caixas de couro preto que contêm a prece de Shemá, bem como três outras passagens da Torá, e são usadas todos os dias por homens judeus com mais de 13 anos de idade.

Durante o período que antecedeu a Guerra dos Seis Dias em 1967, o Rebe— Rabino Menachem M. Schneerson, de abençoada memória, lançou a Campanha Internacional dos Tefilin, convocando todos os soldados judeus, logo expandindo-a para todos os homens judeus, a usarem tefilin.

Na época, Israel e seus milhões de habitantes estavam sendo ameaçados de dizimação pelos inimigos ao redor, e o Rebe citou o versículo em Devarim: “as nações da terra verão que o nome de D’us é invocado sobre vocês” e fugirão, se afastarão com medo, o que os Sábios explicam que se refere aos tefilin. O Rebe enfatizou assim a importância vital dos homens judeus usarem tefilin, especialmente durante tempos de grave perigo para o povo judeu.

Em alguns casos, estudantes judeus que colocaram tefilin foram recebidos com intimidação antissemita, disse Tiechtel. “No clássico estilo judaico, não respondemos com medo. Tem sido realmente muito bonito ver o quanto os alunos querem fazer isso e como as pessoas foram tocadas, inspiradas e motivadas."

Estudantes da Western University em Londres, Ont& #225;rio, apresentam “Tefilin Together” no sindicato estudantil.
Estudantes da Western University em Londres, Ontário, apresentam “Tefilin Together” no sindicato estudantil.
Jeremy Urbach, ex-presidente do Chabad da Western University, disse que cerca de 15 estudantes compareceram ao sindicato estudantil para colocar tefilin. “Obviamente, está muito tenso no campus neste momento por causa do que está acontecendo em todo o mundo.”

Urbach descreveu uma resposta antissemita no sindicato estudantil:“Quando viram um bando de crianças judias no andar de cima do átrio, as pessoas começaram a tirar fotos e vídeos da gente. Tudo o que fizemos foi colocar tefilin. Eles ligaram para a segurança do campus dizendo que estávamos contrariando regras. Eles simplesmente não gostam de Israel ou dos judeus. Quando a segurança do campus apareceu, eles viram que estávamos apenas rezando.”

“A ‘campanha Tefilin Together' é incrível”, disse o Rabino Shmuel Tiechtel, co-diretor do Chabad na ASU com sua esposa, Chana. Ele observou que o que começou com três alunos cresceu para 20 no campus.

“Foi um momento muito poderoso”, disse ele. “Fico surpreso ao ver que os jovens têm a convicção, o desejo e a dedicação de cumprir essa mitsvá e ver a bondade resultante disso.”

Por Ellen Braunstein
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Bênção Al hatsadikim (dos Justos) Al hatsadikim veal hachassidim, veal ziknê sheerit amechá bet Ysrael, veal peletat bet...
15/05/2026

Bênção Al hatsadikim (dos Justos)
Al hatsadikim veal hachassidim, veal ziknê sheerit amechá bet Ysrael, veal peletat bet sofrehem, veal guerê hatsédec vealênu, iehemu na rachamêcha Adonai elohênu, veten sachar tov lechol habotchim beshimchá beemet, vessim chelkênu imahem uleolam lo nevosh ki vecha vatáchnu veal chasdechá hagadol beemet nish’ánu. Baruch ata Adonai, mish’na umivtach latsadikim.

Sobre os justos e sobre os piedosos; sobre os anciãos dos remanescentes do Teu povo Israel e sobre o restante de seus sábios; sobre os prosélitos verdadeiros e sobre nós, desperta a Tua misericórdia, ó Adonai, nosso D’us! Concede boa recompensa a todos que verdadeiramente confiam em Teu nome; faze-nos compartilhar com eles, e que não sejamos nunca humilhados, pois em Ti confiamos e na Tua magna misericórdia apoiamo-nos verdadeiramente. Bendito sejas Tu, Adonai, que és o amparo e a segurança dos justos.

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Arqueólogos encontram palácio que teria sido de Nero.Sala de jantar tinha uma mesa giratória, criada para impressionar o...
08/05/2026

Arqueólogos encontram palácio que teria sido de Nero.

Sala de jantar tinha uma mesa giratória, criada para impressionar os hóspedes.
Na Itália, arqueólogos encontraram a vestígios de um palácio que eles acreditam ter pertencido ao imperador Nero, que governou Roma no século I depois de Cristo (DC).
Os arqueólogos dizem que tudo indica que o local encontrado era a sala de jantar, que tinha uma mesa giratória, criada para impressionar os hóspedes.
O palácio teria sido destruído por um grande incêndio que destruiu Roma no ano 64 DC.
História
Nero Cláudio César Augusto Germânico, governou o império romano de 13 de outubro de 54 até a sua morte, a 9 de junho de 68. Ascendeu ao trono após a morte do seu tio Cláudio, que o nomeara o seu sucessor.
O reinado de Nero é associado habitualmente à tirania e a extravagância. É recordado por uma série de execuções sistemáticas, incluindo a da sua própria mãe e o seu meio-irmão Britânico, e sobretudo pela crença generalizada de que, enquanto Roma ardia, ele estava compondo com a sua lira.
Nero foi um implacável perseguidor dos cristãos. Tácito relata que, depois do incêndio em Roma, a população buscou um bode expiatório e começaram a circular rumores de que Nero era o responsável. Para afastar as culpas, Nero acusou os cristãos e ordenou que alguns fossem jogados aos cães, enquanto outros fossem queimados vivos e crucificados.
Assista a reportagem da Record News sobre o achado arqueológico:

Fonte: R7 / Wikipedia / O Verbo
Publicada por Unknown

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