22/03/2024
É nessa interseção entre o indivíduo e a comunidade que os deuses ancestrais encontram seu verdadeiro poder. Ase Jágùn, o espírito guerreiro, e Iemanjá, a mãe dos mares, fundem-se em um abraço divino, tecendo os fios do destino em um padrão intrincado que reflete a própria essência da vida.
À medida que o sonho compartilhado se desdobra, os limites entre o sonhador e o sonho desaparecem, dando lugar a uma realidade que transcende a própria imaginação. O que antes era apenas uma visão passageira agora se torna uma realização eterna, uma manifestação tangível do poder da coletividade.
Assim, à medida que o asé Jágùn e Iemanjá se entrelaçam em um abraço final, o sonho compartilhado se concretiza, ramificando-se em novas possibilidades e horizontes inexplorados.
Pois no âmago desse sonho coletivo reside a promessa de um futuro onde os limites entre o sonho e a realidade se fundem em uma só essência, onde a individualidade se dissolve na vastidão do todo.
Hino Candomblé Iorubá
AWÁ O SORÔ ILÊ WÁ Ô
AWÁ O SORÔ ILÊ WÁ Ô
AWÁ O SORÔ ILÊ WÁ O
ESIN KAN O PE
O YEE
ESIN KAN O PE
KAWÁ MA SORÔ Ô
AWÁ O SORÔ ILÊ WÁ Ô
Cultuar nosso Orixá
Nós vamos cultuar nosso Orixá
Nós vamos cultuar nosso Orixá
Nós vamos cultuar nosso Orixá
Ninguém está contra isso, sim
Ninguém nos diz pra nos afastarmos
de nossas raízes
Nós vamos cultuar nosso Orixá.
Mo dúpé aos amigos, irmãos, filhos e clientes 🤍
Texto:
Fotos: Acervo pessoal do Asé