14/05/2026
Alegria. Essa é a palavra que melhor abre qualquer conversa sobre Dom Bosco. Não uma alegria superficial, dessas que depende de tudo dar certo… mas uma alegria que nasce da certeza de que vale a pena viver, sonhar e lutar pelos outros. Dom Bosco não foi só um padre, foi alguém que olhou pra juventude quando quase ninguém olhava de verdade. Ele viu valor onde muitos viam problema, viu futuro onde só enxergavam bagunça.
Ele acreditava nos jovens antes mesmo deles acreditarem em si. E isso muda tudo.
Num tempo difícil, ele não desistiu da galera que era deixada de lado. Em vez de apontar erros, ele construiu caminhos. Em vez de impor medo, ele escolheu proximidade. Dom Bosco ensinou que educar não é controlar, é caminhar junto. Que corrigir não é afastar, é amar ainda mais. Ele criou espaços onde o jovem podia ser jovem, mas também podia crescer com fé, com propósito, com dignidade.
E talvez seja aí que pega pra gente hoje.
Porque seguir o exemplo de Dom Bosco não é só admirar a história dele, é se perguntar: como eu tenho olhado pra quem está do meu lado? Tenho levantado ou tenho julgado? Tenho sido presença ou só mais um que passa? Ele nos chama a viver uma fé que não f**a parada, uma fé que se envolve, que se doa, que acredita quando ninguém mais acredita.
Mas tem algo bonito e, ao mesmo tempo, meio triste nisso tudo.
Dom Bosco fez muito porque decidiu não esperar que o mundo mudasse sozinho. E hoje, olhando pra nossa realidade, dá um certo aperto perceber quantos jovens ainda se sentem perdidos, invisíveis, desacreditados. Dá uma sensação de que ainda falta gente com o coração dele por aí.
Talvez o silêncio que f**a no final dessa reflexão seja justamente esse convite:
ser, no meio de tantos, aquele que não desiste de ninguém.