24/04/2026
“Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova!” (Conf. X,27,38)
Com esse clamor profundo, Santo Agostinho expressa o arrependimento por tantos anos vividos distante da Verdade. Sua vida foi marcada por buscas, inquietações e dúvidas… um coração que vagava, inquieto, até encontrar repouso em Deus.
A conversão foi, para ele, um verdadeiro reencontro: encontrou a si mesmo, a alegria de viver e a medida do amor no abraço misericordioso do Pai. E, nesse caminho, encontrou também a Igreja, como mãe que acolhe, conduz e gera vida nova.
Na Vigília Pascal de 387, na noite santa entre 24 e 25 de abril, Agostinho, seu filho Adeodato e seu amigo Alípio foram batizados em Milão por Santo Ambrósio. Um momento decisivo, que marcou o fim de uma vida antiga e o início de uma vida nova em Cristo:
“Fomos batizados, e desapareceu qualquer preocupação quanto à vida passada.”
Que essa história nos inspire a confiar na misericórdia de Deus, que sempre nos espera, e a lembrar que nunca é tarde para recomeçar.