Loja Kaddy

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13/03/2017

Bom dia amadas flores desse imenso jardim...uma linda e abençoada semana para todas nós...beijos

13/03/2017

A PERFEIÇÃO
O que me tranquiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta. O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete. Tudo o que existe é de uma grande exatidão. Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível. Apesar da verdade ser exata e clara em si própria, quando chega até nós se torna vaga pois é tecnicamente invisível. O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição.
Clarice Lispector

03/03/2017

COMO FUNCIONA UMA ANÁLISE

Jacques-Alain Miller diz que o psicanalista introduz na fala do paciente uma interrogação, mostrando que não compreende o paciente só por simpatia, e que ele mesmo não se entende. Esse “susto”, essa quebra na imagem narcísica de que somos donos do que falamos e fazemos, é um passo fundamental para introduzir alguém em uma análise: abre-se um hiato entre o paciente e a sua fala, causando um estranhamento. Essa cisão marca o início de uma compreensão, por parte do analisando, de que existem coisas que o ultrapassam (coisas que desconhece sobre si mesmo), mas que o determinam - e determinam suas atitudes e escolhas. Eis aí o início de uma introdução ao inconsciente, este obscuro lugar que Freud descobriu nos controlar.
Uma fala pode significar muitas coisas, mas “não há uma só frase, um só discurso, uma única conversa, que não traga a marca da posição do sujeito quanto ao que ele diz”*. É a prevalência dessa posição subjetiva sobre sua fala que o analista vai mostrar ao paciente, para que ele se aproxime de saber o que diz no momento em que fala.
Sem me alongar em questões muito técnicas das quais não possuo domínio, posso dizer que o discurso do neurótico (somos todos nós “normais”) basicamente se dá em três tempos: dizer, negar o que se disse e negar esta negação. Basicamente nós, neuróticos, não podemos aceitar o nosso desejo sem negá-lo! A análise nos dá a chance de entrar em contato com essa verdade que nos determina... Lá podemos aprender que “dizer uma vez é uma coisa, repetir é outra, e muito perigosa”*.
São essas coisas que as entrevistas iniciais vão mostrar a quem quer fazer análise. De início, o futuro analisando perceberá que é infrutífero esperar “tapinhas nas costas” vindos do analista, que marcará sua posição não participando emocionalmente (empaticamente) das dores do paciente. Por isso a análise é tão dolorida, porque obriga a pessoa a se responsabilizar pelo que diz, fazendo com que progressivamente pare de se queixar dos outros e passe a queixar-se de si . Isso é o que Lacan chamou de RETIFICAÇÃO SUBJETIVA.
Curioso paradoxo é o fato de que justamente o que torna a análise “tão dura” é o que também pode provocar alívio: a certeza de que naquele consultório existe alguém que não compreende antecipadamente o paciente, mas que é “todo ouvidos” para escutar o que ele diz. Um lugar onde, pela primeira vez na vida (como diz Jorge Forbes), o paciente fala de sua dor de cabeça e o analista vai perguntar como é a SUA dor de cabeça....ao invés de dizer “EU TAMBÉM tenho dor de cabeça, sei como é”... O analista é esse ser que não nos compreende a priori, e sai de cena para que nós (analisantes) possamos nos haver com os nossos sintomas e fantasmas...
Lugar muito bonito e que emociona, esse vazio! A certeza de que ali existe um Outro que vai realmente lhe ouvir em sua especificidade. É por essa postura ética que amo a Psicanálise! A beleza está em justamente o analista poder ser esse vazio, emprestando a si próprio para que o paciente teça sobre ele suas representações: ficando no lugar de um “nada” para que o analisando possa ‘vir a ser’. Não é qualquer posição! É uma posição que concerne à ética da psicanálise.
Pois bem, quando o paciente passa a queixar-se de si, curiosamente a análise pode então começar. Como dizia Carl Rogers: “Curioso paradoxo: quando me aceito como sou (interpreto assim: quando me conheço e aceito minhas responsabilidades pelo que faço e digo), posso então mudar!”. Nada menos necessário para o começo de uma análise!
As entrevistas preliminares servem, então, para reformular a demanda da pessoa que pede pra fazer análise. O analista guia esse processo e conduz o sujeito para um encontro com seu inconsciente: “leva-o ao questionamento de seu desejo e do que pretende dizer quando fala”*. Ao final das entrevistas preliminares (e início da análise) deve haver uma efetiva mudança de posição subjetiva, quando o paciente abandona a posição de mestre e aceita com humildade que muito pouco sabe sobre o seu desejo. Assim pode emergir um sujeito do inconsciente, que “não é um dado, mas uma descontinuidade dos dados”*. É preciso ter humildade para enxergar que algo na conta dos nossos sonhos, desejos e escolhas não se encaixam, e os sintomas nos obrigam a ver isto! Por isso eles são preciosos à análise, e ela não visa - a priori - acabar com eles.
Existe um texto em que Contardo Calligaris diz que para ser um bom terapeuta é necessário ter vivido uma boa dose de sofrimento. Às vezes eu penso que pra resistir à análise também. O que possui tamanha relevância a ponto de compensar atravessar tão sinuoso caminho? Talvez a angústia, reflito. Lembro-me do próprio Freud dizer que uma pessoa só devia fazer análise se outras coisas anteriores não lhe serviram.
Todos esses anos a análise tem me servido. Pode ser longa, pode ser angustiante, mas ainda acredito nela como um processo transformador. Lembro-me da psicose (à exemplo do caso Schreber) quando o surto determina o marco entre uma vida que se conheceu e um outro mundo que eclodiu. A análise talvez seja assim, um processo que nada tem de bom senso, que leva a questionar o mundo e o coloca em colapso - um desmoronamento necessário para que uma outra posição subjetiva possa emergir. Pode não parecer, mas este é um enorme presente, de proporções tão gigantescas que apenas pode ser dado à pessoa mais importante: aquela que a gente vê quando olha no espelho...
*frases de Jacques-Alain Miller, em "Lacan Elucidado"
(Texto de Carla da Conceição Mores Gastaldin, via Blá blá Bar da Psicanálise)

09/02/2017

Você sabe o que são Chakras e como eles funcionam?
Para compreender como funciona o nosso organismo e porque em algumas situações da vida não entendemos algumas atitudes ou situações, compreender o significado dos Chakras pode nos ajudar.
O que são exatamente os Chakras? De origem do sânscrito, a palavra Chakra significa “roda de luz”. Neste sentido, eles representam os centros de energia conectados com nosso corpo.
Cada Chakra tem uma relação direta com algum órgão do corpo. Existem muitos Chakras, mas sete são os principais.
Os principais Chakras
Na terapia no Reiki são trabalhados os sete Chakras. Cada um tem uma cor e estão localizados da base da coluna até o topo da cabeça. A principal função dos Chakras é absorver a energia proveniente do sol (prana), alimentar a aura energeticamente e espiritualmente.
Chacra Básico ou Primeiro Chacra: Este chacra situa-se na coluna vertebral e representa a ligação do ser humano com o planeta Terra. Representado na cor vermelha, este chacra básico quanto mais aberto, melhor está a energia (disposição). O que significa: a nossa capacidade de lidarmos com dinheiro, rumo da vida e realizações de ideais.
Chacra Umbilical ou Segundo Chacra: Este chacra situa-se no baixo-ventre, abrangendo toda a região onde ficam localizados os órgãos genitais. Neste local, a energia é responsável pelos desejos, emoções, prazer, sexualidade, cuidado. Este chacra é representado pela cor laranja, quanto mais aberto, melhor é a nossa capacidade de nos tornarmos seres sensíveis e emocionais. E nos mostra também que sabemos lidar de forma segura com os sentimentos.
Chacra Plexo Solar ou Terceiro Chacra: É o chacra da autoexpressão, mais relacionado a nossa personalidade. Representado na cor amarela, este chacra mostra a relação da vontade com o poder. Quando há desequilíbrio neste chacra, claramente podemos perceber que a pessoa é invejosa, sofre de complexo de inferioridade. O chacra bem equilibrado e aberto mostra a autoconfiança da pessoa.
Chacra Cardíaco ou Quarto Chacra: É o chacra do coração, responsável pelo amor que sentimos aos outros e a nós mesmos. Também é o chacra da gratidão e generosidade que não se limita apenas ao amor pela outra pessoa, mas pela humanidade toda. Representado na cor verde, este chacra mostra o nosso equilíbrio. E também é responsável por unir todas os chacras, servindo como uma “ponte”.
Chacra Laríngeo ou Quinto Chacra: Este chacra situa-se na garganta e representa a comunicação e criatividade. Representado na cor azul clara, quando bem equilibrado mostra a clareza e compreensão da pessoa ao conversar, se mostrando disposta a ouvir e falar. Quando fechado, faz com que a pessoa não consiga se expressar e provoca distúrbios vocais.
Chacra Frontal ou Sexto Chacra: Conhecido como o chacra do terceiro olho, está ligado a intuição. Representada na cor azul índigo, quando bem equilibrado nos torna mais seguros e conectados.
Chacra Coronário ou Sétimo Chacra: Representado pela flor de lótus na cor violeta, está situado na cabeça e mostra a nossa identificação com um ser maior, ou melhor, um plano espiritual. É este o canal que nos conecta com a meditação e com a energia Reiki. Quando fechado, impacta em doenças nervosas e aberto mostra a nossa espiritualidade.
Como os Chakras auxiliam na nossa forma de pensar?
Os chacras representam a nossa vibração, tanto física quanto mental. Quando você não está bem fisicamente ou com dor, o mais provável é que algum chacra esteja fechado. O mesmo ocorre com pensamentos e sentimentos negativos, ao nos sentirmos assim acabamos bloqueando ainda mais os chacras.
Para mudar atitudes, crenças e pensamentos, devemos conhecer bem os nossos chacras. Somente assim é possível conseguir se equilibrar no corpo físico, espiritual, emocional e mental e encontrar a harmonia que reside dentro da gente.
Exercício para o equilíbrio dos chakras
Sente-se ou deite-se confortavelmente.
Respire profundamente, relaxe, e sinta cada parte de seu corpo.
A partir disso, Comece a entoar os mantras na seguinte ordem, concentrando sua energia em cada um dos chakras:
LAM, VAM, RAM, YAM, HAM, SHAM, OM
Repita os mantras até se sentir a energia fluir de forma harmônica por todas as partes de seu corpo.
Namaste

09/02/2017

No fundo a gente só precisa de FÉ , um pouco de delicadeza para ver o novo dia como um milagre que acabou de acontecer, GRATIDÃO sempre e aprendendo com cada momento. Beijos

10/01/2017

Quero me encantar mais vezes. Admirar mais vezes. Compartilhar mais amor. Dançar com a vida com mais leveza, sem medo de pisarmos nos pés uma da outra. Quero fazer o meu coração arrepiar mais frequentemente de ternura diante de cada beleza revista ou inaugurada. Quero sair por aí de mãos dadas com a criança que me habita, sem tanta pressa. Brincar com ela mais amiúde. Fazer arte. Aprender com Deus a desenhar coisas bonitas no mundo. Colorir a minha vida com os tons mais contentes da minha caixa de lápis de cor. Devolver um brilho maior aos olhos, aos dias, aos sonhos, mesmo àqueles muito antigos, que, apesar do tempo, souberam conservar o seu viço. Quero sintonizar a minha frequência com a música da delicadeza. Do entusiasmo. Da fé. Da generosidade. Das trocas afetivas. Das alegrias que começam a florir dentro da gente.

Ana Jácomo

Endereço

Franca, SP

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