13/02/2026
Ramadã e a salvação no Islã: o que está em jogo?
No dia 17 de fevereiro de 2026, terá início o Ramadã, o mês mais sagrado do calendário islâmico. Durante cerca de 30 dias, milhões de muçulmanos ao redor do mundo jejuam do nascer ao pôr do sol, intensificam suas orações, praticam caridade e buscam maior devoção. Esse período não é apenas um exercício espiritual. Ele está profundamente ligado à doutrina islâmica da salvação.
No Islã, a salvação não é vista como uma certeza presente, mas como uma possibilidade futura, baseada nas obras. Por isso, o Ramadã se torna um momento crucial para acumular mérito diante de Allah. O jejum é entendido como um ato de obediência que contribui para o perdão dos pecados e para a “balança” no dia do juízo.
Um hadith afirma: “Quem jejuar no Ramadã com fé e esperando recompensa terá seus pecados anteriores perdoados” (Sahih al-Bukhari, 38). O juízo final é descrito como uma pesagem de obras: “Quanto àqueles cujas balanças forem pesadas, serão bem-sucedidos” (Surata 23:102–103).
Assim, para muitos muçulmanos, o Ramadã é um tempo de intensa busca por aceitação divina — e, muitas vezes, de ansiedade espiritual.
Compreender isso nos ajuda a enxergar o coração religioso por trás do jejum: não se trata apenas de tradição cultural, mas de uma tentativa sincera de encontrar perdão e favor diante de Deus.
Para os discípulos de Jesus, esse tempo e tema abre uma ponte essencial para conversas respeitosas sobre graça e esperança. Enquanto no Islã a salvação é esperada como resultado de obras, o Evangelho anuncia uma salvação recebida como dom. Pregar o Evangelho aos seguidores de Maomé é uma necessidade urgente, pois eles precisam conhecer a diferença entre a “salvação conquistada” e a salvação recebida.
Durante o Ramadã, vamos nos unir em oração para que muçulmanos encontrem a verdadeira esperança e salvação em Jesus.
Flávio Ramos
Fundador da MEAB