Igreja Anglicana de Foz do Iguaçu

Igreja Anglicana de Foz do Iguaçu Somos uma comunidade pequena que celebra a identidade anglicana em Foz do Iguaçu.

Todas as pessoas são bem-vindas à mesa do Senhor, onde partilhamos não apenas pão e vinho, mas também nossas vidas e experiências. Paróquia Santo Agostinho de Cantuária
Diocese Anglicana do Paraná (DAPAR)
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB)
Anglican Communion (See of CANTERBURY)

21 de maio:Helena,Sustentadora da Missão, 330LOC - Livro de Oração ComumCalendário do Ano Cristão, página 36—“De YHWH [a...
21/05/2026

21 de maio:
Helena,
Sustentadora da Missão, 330

LOC - Livro de Oração Comum
Calendário do Ano Cristão, página 36



“De YHWH [as] passadas de homem são firmadas [estabelecidas/preparadas], e o seu caminho ele deseja [YHWH se agrada].” — Salmo 37:23

Helena nasceu por volta do ano 250, provavelmente na Bitínia, região da Ásia Menor. De origens modestas, tornou-se companheira de Constâncio Cloro e mãe de Constantino, o primeiro imperador romano a favorecer abertamente o cristianismo, legalizando o culto no império romano.
Já em idade avançada, Helena realizou peregrinações à Terra Santa e, segundo a tradição, participou da identif**ação do local do Gólgota e da relíquia da cruz de Cristo (o valor está na narrativa, pois não há como comprovar historicamente o relato).
Patrocinou a construção de igrejas e santuários, firmando raízes visíveis da cristandade no mundo romano.
Embora associada ao poder imperial, Helena é lembrada como mulher de fé, cuja devoção e generosidade contribuíram para tornar o cristianismo presença concretizada na sociedade de seu tempo.

Que a memória de Helena nos inspire a sustentar a fé com ações concretas e a transformar a devoção em presença que edif**a.



Arte (desenvolvida com IA sob direção, edição, curadoria e pós-produção do autor)
e texto: Claudio Siqueira; Missão Santo Agostinho de Cantuária, DAPAR.


20 de maio:Alcuíno de York,Diácono e Mestre na Fé, 804LOC - Livro de Oração ComumCalendário do Ano Cristão, página 36—“T...
20/05/2026

20 de maio:
Alcuíno de York,
Diácono e Mestre na Fé, 804

LOC - Livro de Oração Comum
Calendário do Ano Cristão, página 36



“Todas as coisas de vós em amor sejam-feitas.” — 1 Coríntios 16:14

Alcuíno nasceu por volta de 735 em York, na Inglaterra, e foi uma das figuras centrais da Renascença Carolíngia. Diácono, teólogo e educador, serviu na corte de Carlos Magno como conselheiro e mestre, influenciando a reforma educacional e litúrgica da Igreja no Ocidente medieval.
Na Escola Palatina de Aquisgrano, promoveu o estudo das Escrituras, da gramática, da lógica e das artes liberais como expressão da fé e do serviço cristão. Seu trabalho ajudou a lançar bases para a educação cristã europeia por séculos.
Homem de oração e saber, Alcuíno uniu contemplação e erudição com humildade e dedicação pastoral. Sua espiritualidade era tecida pela inteligência a serviço do amor.

Que o testemunho de Alcuíno nos desperte para a beleza do conhecimento a serviço da fé e para a missão de educar com mansidão, profundidade e verdade.

“A caridade é a raiz de todas as boas obras.” — tradicionalmente atribuído a Alcuíno de York



Arte (desenvolvida com IA sob direção, edição, curadoria e pós-produção do autor)
e texto: Claudio Siqueira; Missão Santo Agostinho de Cantuária, DAPAR.


19 de maio:Dunstan,Abade e Arcebispo de Cantuária, 988LOC - Livro de Oração ComumCalendário do Ano Cristão, página 36—“F...
19/05/2026

19 de maio:
Dunstan,
Abade e Arcebispo de Cantuária, 988

LOC - Livro de Oração Comum
Calendário do Ano Cristão, página 36



“Farei-te entender e ensinar-te-ei no caminho este que andarás, aconselharei sobre ti, [com] meu olho [sobre ti].” — Salmo 32:8

Dunstan, ou Dustano, nasceu por volta de 909 (data aproximada usada em biografias), na Inglaterra, e foi um dos grandes reformadores da Igreja no século X ao lado de figuras como Æthelwold e Oswald. De origem nobre e formação monástica, foi abade de Glastonbury antes de se tornar bispo de Worcester, bispo de Londres e, por fim, arcebispo de Cantuária.
Seu período como líder da Igreja coincidiu com uma renovação espiritual e administrativa no clero inglês. Incentivou a vida monástica, a restauração de mosteiros e a disciplina eclesiástica, combatendo abusos e promovendo a educação e a música sacra.
Dunstan também era ourives, artista e músico, e utilizou essas habilidades como expressão de fé e serviço ao povo. É lembrado como exemplo de santidade prática e intelectual, alguém que viveu com firmeza e sabedoria o chamado ao discipulado cristão.

Que a vida de Dunstan nos inspire a unir espiritualidade e ação concreta, fé e arte, oração e justiça.

“Ele fez memória de suas obras maravilhosas, sendo um Senhor misericordioso e gracioso e deu alimento àqueles que O temem.” — tradicionalmente atribuída como as últimas palavras de Dunstan de Cantuária



Arte (desenvolvida com IA sob direção, edição, curadoria e pós-produção do autor)
e texto: Claudio Siqueira; Missão Santo Agostinho de Cantuária, DAPAR


19/05/2026

No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil reafirma seu compromisso com a proteção da vida, da dignidade e dos direitos de crianças, adolescentes e de todas as pessoas.

Cuidar é também proteger e denunciar! Silenciar diante da violência nunca pode ser uma opção.

A IEAB entende que nossas comunidades devem ser espaços seguros, acolhedores e comprometidos com a escuta, o cuidado e a prevenção de toda forma de violência.

Por isso, temos a Cartilha Igreja Segura (link nos stories), que dedica seu primeiro tópico justamente ao compromisso com a proteção de crianças e adolescentes, reforçando orientações, responsabilidades e práticas de cuidado para nossas comunidades de fé.

Promover uma cultura de proteção é parte da nossa missão cristã e do nosso testemunho do Evangelho.

Que sigamos construindo comunidades onde crianças e adolescentes possam viver, crescer e participar com segurança, respeito e dignidade.

O Envio7º Domingo da Páscoa17 de maio de 2026Leituras (LOC – IEAB):Atos 1:6–14Salmo 68:1–10, 33–361 Pedro 4:12–14; 5:6–1...
17/05/2026

O Envio

7º Domingo da Páscoa
17 de maio de 2026

Leituras (LOC – IEAB):
Atos 1:6–14
Salmo 68:1–10, 33–36
1 Pedro 4:12–14; 5:6–11
João 17:1–11



// A fé é permanecer mesmo quando o céu parece impermanente
No Sétimo Domingo da Páscoa, a liturgia entra numa espécie de silêncio tenso. Cristo já ressuscitou, mas ainda não chegou Pentecostes. É o tempo entre a promessa e o cumprimento. Entre a certeza e a espera. O Cristo sobe, e o Espírito ainda não desce.
Atos mostra os discípulos olhando para o céu e perguntando sobre o Reino. O Salmo canta o Deus que se levanta e dispersa os inimigos, mas também cuida dos pobres e desamparados. Pedro fala de provações e perseguições como parte inevitável do caminho. E João nos entrega a oração de Jesus antes da cruz, quando ele pede ao Pai que guarde os seus.
A pergunta deste domingo: como permanecer quando Deus parece ausente?
E a resposta é mais simples do que parece: permanecer é a própria forma da fé.

1 - O Reino não vem como curiosidade religiosa, vem como missão
Os discípulos fazem a pergunta que todo ser humano faz quando está inseguro.
“Senhor, será este o tempo em que restaurarás o reino a Israel?” (At 1:6)
Eles querem previsão. Querem calendário. Querem garantia.
Mas Jesus corta a ansiedade pela raiz.
“Não vos compete saber os tempos ou as épocas.” (At 1:7)
O Reino de Deus não é entretenimento profético. É tarefa. E a fé não amadurece quando descobre datas. Ela amadurece quando aceita responsabilidade.
A Igreja não foi criada para adivinhar o futuro.
Foi criada para testemunhar.

2 - A Ascensão não é ausência. É governo
A Ascensão de Cristo pode parecer despedida, mas é coroação. Ele sobe, não para abandonar, mas para reinar.
Enquanto os discípulos olham para cima, o céu não está vazio. O céu está ocupado.
A Ascensão não signif**a que Cristo saiu do mundo. Signif**a que Cristo não está limitado ao mundo.
O que parecia perda é, na verdade, expansão.
A Igreja não vive da presença visível de Cristo. Vive do senhorio invisível dele.

3 - A oração é o que impede a comunidade de se dissolver
Atos diz algo simplesmente decisivo.
“Todos estes perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, e com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.” (At 1:14)
A Igreja não sobrevive apenas por doutrina correta. Sobrevive por permanência em oração.
Eles estão sem Jesus fisicamente.
Estão sem Espírito ainda.
Estão cercados por ameaça.
E mesmo assim permanecem.
A oração é o lugar onde a Igreja aprende a não entrar em pânico.
E é também onde ela aprende que Deus age no tempo dele.

4 - Deus se levanta, e isso muda a estrutura da realidade
O Salmo 68 é um texto de movimento.
“Levanta-se Deus, dispersam-se os seus inimigos.” (Sl 68:1)
O mundo muitas vezes parece imóvel, dominado por forças injustas, como se Deus estivesse calado. Mas o salmo afirma o contrário.
Deus se levanta.
E quando Deus se levanta, a história muda de direção.
O salmo também lembra algo essencial.
“Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus.” (Sl 68:5)
O Deus bíblico não é neutro. Ele se posiciona. Ele se inclina. Ele toma partido dos vulneráveis.
E por isso a fé cristã não pode ser uma fé confortável.

5 - A provação não é sinal de abandono, é sinal de participação
Pedro escreve para uma Igreja que está sendo esmagada.
“Amados, não estranheis o fogo ardente que surge entre vós.” (1 Pe 4:12)
A provação é parte do caminho.
E então Pedro diz algo que só faz sentido para quem já entendeu a Páscoa.
“Alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo.” (1 Pe 4:13)
Isso não é romantização da dor.
É revelação de sentido.
O sofrimento injusto, quando vivido em fidelidade, se torna comunhão com Cristo.
A fé cristã não é fuga do mundo.
É coragem para atravessar o mundo sem vender a alma.

6 - Humildade não é fraqueza. É sobrevivência espiritual
Pedro não manda a Igreja se endurecer. Ele manda se humilhar.
“Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus.” (1 Pe 5:6)
Humildade é reconhecer que a vida não está nas nossas mãos.
E aí ele toca no nervo da ansiedade moderna.
“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade.” (1 Pe 5:7)
Isso é mais do que co***lo. É disciplina espiritual.
A ansiedade é uma forma de tentar controlar o futuro. Pedro diz que o cristão aprende a entregar.
Não porque a vida f**a fácil, mas porque Deus permanece Deus.

7 - A oração de Jesus revela o que sustenta a Igreja
O Evangelho de João abre o coração de Cristo.
“Pai, é chegada a hora.” (Jo 17:1)
E Jesus ora pelos seus.
“Pai Santo, guarda-os em teu nome.” (Jo 17:11)
A Igreja existe porque Cristo intercede.
Isso é gigantesco.
Antes de falar de missão, de poder e de testemunho, Jesus fala de proteção. Porque ele sabe o que vem.
A Igreja está no mundo, mas não pertence ao mundo. Ela está cercada por forças que tentam dissolver sua fé.
E por isso a oração de Jesus é uma muralha invisível.
A fé não se sustenta só porque nós seguramos Deus.
Ela se sustenta porque Deus segura a nós.

// A fé vira prática
O Sétimo Domingo da Páscoa é o domingo da espera madura.
É o tempo em que o céu parece distante.
É o tempo em que o mundo continua duro.
É o tempo em que a promessa ainda não se cumpriu.
E mesmo assim, a Igreja permanece.
Os discípulos não recebem respostas sobre datas.
Recebem missão.
Recebem direção.
E recebem a ordem de permanecer juntos.
O salmo diz que Deus se levanta.
Pedro diz que a provação não é derrota.
E Jesus ora para que os seus não sejam perdidos.
A fé pascal aqui se aprofunda.
Ela aprende a caminhar sem garantias visíveis.

Uma pergunta direta:
tenho vivido como alguém que espera o Espírito, ou como alguém que tenta sobreviver sozinho?

// Vivendo a Fé
Nesta semana, ao orar ou meditar, se pergunte:
- Em que área da minha vida eu tenho tentado controlar o tempo de Deus?
- O que minhas ansiedades revelam sobre onde está minha confiança real?
- Tenho vivido minha fé como missão ou como busca por segurança?



Pai, em nome do teu Filho, pela ação do teu Espírito Santo, guarda-nos no tempo da espera.
Livra-nos da ansiedade que nos consome e da soberba que nos endurece.
Ensina-nos a permanecer em oração quando o céu parece distante.
Sustenta-nos nas provações, fortalece-nos na esperança e firma-nos na missão.
E prepara-nos para receber o teu Espírito, para que vivamos com fidelidade e coragem.
Amém.

Arte (desenvolvida com IA sob direção, edição e pós-produção do autor)
e texto: Claudio Siqueira; Missão Santo Agostinho de Cantuária, DAPAR.


16 de maio:Mártires do Sudão,1983-2005LOC - Livro de Oração ComumCalendário do Ano Cristão, página 36—“Bem-aventurados o...
16/05/2026

16 de maio:
Mártires do Sudão,
1983-2005

LOC - Livro de Oração Comum
Calendário do Ano Cristão, página 36



“Bem-aventurados os tendo-sido-perseguidos [foram / permanecem no estado de terem sido perseguidos] por causa de justiça [retidão, justiça diante de Deus], porque deles é o Reino dos céus.” – Mateus 5:10

Entre 1983 e 2005, o Sudão foi palco de uma intensa perseguição religiosa (com fatores étnicos e políticos combinados). Cristãos foram alvo de massacres, prisões, destruição de templos e trabalhos forçados sob um contexto de governo militar autoritário e centralizador (ditadura militar).
Milhares de cristãos foram martirizados por sua fé, muitos deles de forma anônima, permanecendo firmes na oração, na comunhão e no serviço, mesmo diante da violência brutal. Suas histórias são narradas nos cânticos de dor e esperança de suas comunidades.
A IEAB, em comunhão com a Comunhão Anglicana, recorda esses mártires como testemunhas vivas da cruz de Cristo e da dignidade de resistir em nome da fé.

Que a memória dos Mártires do Sudão nos ensine a solidariedade com os que sofrem, a firmeza diante das opressões e a esperança ativa que não se curva ao terror.



Arte (desenvolvida com IA sob direção, edição, curadoria e pós-produção do autor)
e texto: Claudio Siqueira; Missão Santo Agostinho de Cantuária, DAPAR


O Consolador6º Domingo da Páscoa10 de maio de 2026Leituras (LOC – IEAB):Atos 17:22–31Salmo 66:8–201 Pedro 3:13–22João 14...
10/05/2026

O Consolador

6º Domingo da Páscoa
10 de maio de 2026

Leituras (LOC – IEAB):
Atos 17:22–31
Salmo 66:8–20
1 Pedro 3:13–22
João 14:15–21



// A fé não é apenas convicção (é a presença silenciosa daquele que sustenta)
No Sexto Domingo da Páscoa, a alegria da Ressurreição permanece, mas agora o texto bíblico faz uma transição. Cristo ressuscitado não aparece mais apenas como vitória. Agora, ele aparece também como promessa de continuidade. Atos mostra Paulo diante de Atenas, falando a um mundo sofisticado, cheio de deuses e cheio de vazios. O Salmo canta libertação e gratidão. Pedro fala de sofrimento injusto e de esperança que precisa ser defendida com mansidão. E João nos coloca diante da promessa do Espírito Santo, o Consolador.
A pergunta deste domingo: se Cristo não estiver visivelmente aqui, o que nos mantém de pé?
A resposta também é simples. Deus permanece.

1 - A fé precisa aprender a falar com o mundo sem virar caricatura
Paulo está em Atenas, o centro intelectual e religioso do seu tempo. Ele não chega com agressividade. Ele observa. Ele escuta. Ele identif**a o altar “ao Deus desconhecido” e usa isso como ponte.
Isso é maturidade cristã.
“Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio.” (At 17:23)
A Igreja falha quando tenta anunciar Cristo com ressentimento, como se o Evangelho fosse uma vingança. Paulo não faz isso. Ele anuncia Deus como Criador, sustentador e juiz, e faz isso olhando nos olhos do mundo real.
Cristianismo que não consegue conversar com o presente vira peça de museu.

2 - Deus não é um objeto religioso, é o fundamento do ser
Paulo afirma algo revolucionário para qualquer época.
“Nele vivemos, nos movemos e existimos.” (At 17:28)
Isso destrói a ideia de um Deus distante, decorativo, acessório para dias difíceis. Deus é o chão sólido da realidade. Até quem o nega respira nele.
Esse texto é um golpe contra o materialismo vulgar e também contra a religiosidade supersticiosa. Deus não é um amuleto. Deus é origem, presença e destino.
E por isso o arrependimento não é só moralismo. É retorno ao real.

3 - Gratidão não é emoção, é memória treinada
O Salmo 66 não é um canto abstrato. Ele é uma recapitulação da fidelidade divina. O salmista lembra que o povo atravessou fogo e água, mas Deus os conduziu a um lugar de abundância.
“Passamos pelo fogo e pela água, porém tu nos trouxeste a um lugar de fartura.” (Sl 66:12)
A gratidão cristã é disciplina espiritual. É lembrar que a dor não apagou Deus. E que Deus não se cansou de permanecer quando nós quase desistimos.
Uma Igreja sem memória vira uma Igreja ansiosa.

4 - A esperança cristã não elimina o sofrimento, mas muda o modo de sofrer
Pedro é direto. Ele não promete proteção social aos fiéis. Ele promete sentido.
“Antes, santif**ai a Cristo como Senhor em vossos corações.” (1 Pe 3:15)
E depois ele diz algo decisivo. A fé precisa ser explicada. A esperança precisa ser defendida. Mas não com arrogância.
“...com mansidão e temor.” (1 Pe 3:15)
Isso é raro.
A maioria das pessoas defende suas crenças com agressividade porque, no fundo, não está segura. Pedro diz que a verdadeira firmeza se manifesta em mansidão. A esperança cristã não precisa gritar para ser verdadeira.
E há uma frase que deveria ser gravada no espírito de todo discípulo.
“É melhor sofrer fazendo o bem, se for da vontade de Deus, do que fazendo o mal.” (1 Pe 3:17)
A ética cristã é um escândalo para o pragmatismo. O mundo diz que o importante é vencer. Pedro diz que o importante é permanecer fiel.

5 - O amor por Cristo não é sentimento. É obediência
O Evangelho não romantiza a fé.
“Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” (Jo 14:15)
Jesus não diz “se me amais, sentireis coisas bonitas”. Ele diz “guardareis”. Amor se prova em escolhas concretas.
E aqui o texto expõe a crise de grande parte do cristianismo moderno. Muita gente quer conforto espiritual sem transformação moral. Quer co***lo sem conversão. Quer promessa sem cruz.
Mas Cristo liga amor e prática.
O discípulo real é aquele que tenta obedecer mesmo quando não está inspirado.

6 - O Consolador é a resposta de Deus ao medo da ausência
Jesus então faz a promessa que sustenta toda a vida da Igreja.
“Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que esteja convosco para sempre.” (Jo 14:16)
O Espírito Santo é Deus recusando abandonar o mundo.
E o texto afirma que esse Consolador não é visita ocasional. Ele é permanência. Ele é habitação. Ele é presença dentro do caos.
“Não vos deixarei órfãos.” (Jo 14:18)
Essa frase é o coração deste domingo.
A Igreja não é uma instituição tentando sobreviver depois que seu fundador morreu. A Igreja é uma comunidade sustentada por uma presença viva.

Cristo não foi embora.

// A fé vira prática

Este domingo é uma resposta contra a solidão espiritual.

O mundo produz órfãos.
A lógica do mercado produz órfãos.
A política polarizada produz órfãos.
O individualismo produz órfãos.

E Cristo diz que no Reino de Deus ninguém permanece órfão.

O Espírito Santo é o antídoto contra o desespero. Ele não muda imediatamente todas as circunstâncias, mas muda a qualidade interior da existência.

Paulo fala com um mundo confuso.
O salmista agradece depois do fogo.
Pedro ensina esperança com mansidão.
E Jesus promete presença.

A Ressurreição, aqui, amadurece. Ela vira permanência.

Uma pergunta direta: eu tenho vivido como filho ou como órfão?

// Vivendo a Fé

Nesta semana, ao orar ou meditar, se pergunte:
- Que tipo de “deus desconhecido” eu tenho servido sem perceber?
- Minha esperança tem sido defendida com mansidão ou com dureza?
- O que signif**a amar Cristo através da obediência prática?



Pai, em nome do teu Filho, pela ação do teu Espírito Santo, não nos deixes viver como órfãos.
Firma nossa esperança quando o mundo parecer vazio e confuso.
Dá-nos coragem para testemunhar com mansidão, fidelidade para obedecer, e paz para confiar.
Que o Consolador habite em nós, e que a tua presença nos sustente até o fim.
Amém.

Arte (desenvolvida com IA sob direção, edição e pós-produção do autor)
e texto: Claudio Siqueira; Missão Santo Agostinho de Cantuária, DAPAR.


Segundo domingo de maioDia das Mães// amor que gera, sustenta e se doa //“Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que...
10/05/2026

Segundo domingo de maio
Dia das Mães
// amor que gera, sustenta e se doa //

“Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti.” — Isaías 49:15

O amor materno é um dos sinais mais profundos da graça de Deus entre nós. Ele se manifesta no cuidado silencioso, na presença constante, na coragem que enfrenta dores sem fazer alarde. Mãe é quem gera, quem cuida, quem permanece. E onde houver um corpo amparando outro, um coração protegendo outro, ali está a encarnação deste amor que é também divino.
Neste Dia das Mães, lembramos das mães biológicas, mas também das mães sociais, espirituais, comunitárias. Lembramos das avós, tias, madrinhas, cuidadoras, irmãs mais velhas, mulheres que assumem o cuidado como vocação. Honramos a ternura que sustenta o mundo.
Maria, mãe de Jesus, é para nós exemplo de maternidade que abraça a missão com coragem e fé. Ela gerou o Salvador, o acompanhou até a cruz e permaneceu firme com os discípulos após a ressurreição. Maria viu seu filho ser perseguido, torturado e executado por forças do Estado, sob pressão religiosa. Sua dor é a dor de tantas mães que perdem filhos para sistemas injustos e violentos. Maria nos ensina que amar é também sofrer, esperar, confiar e recomeçar.
A dor de Maria se reflete na dor das mães palestinas e libanesas, que enterram filhos em meio aos escombros da ocupação sionista, vítimas de um conflito injusto que transforma lares em alvos. Reflete-se também na dor das mães periféricas brasileiras, que veem seus filhos tombarem sob a bala que deveria proteger, em um sistema que marginaliza, criminaliza e abandona. Todas essas mães compartilham a mesma esperança teimosa, o mesmo amor resiliente, a mesma coragem silenciosa que Maria carregou aos pés da cruz.
Vivemos em um tempo que exige das mães jornadas exaustivas, muitas vezes solitárias. Mães que criam sozinhas, que trabalham em dobro, que enfrentam o preconceito, a falta de apoio, a pressão social. Mães que também são filhas, irmãs, cidadãs e lutadoras.

Por isso, neste Dia das Mães, proclamamos:
Amor sem condição não é desculpa para a sobrecarga.
Toda mãe merece apoio, tempo e cuidado.
Maternidade não é obrigação nem destino. É escolha, compromisso e responsabilidade coletiva.
Respeito às mães negras, pobres, periféricas, originárias.
Saúde mental, física e espiritual para quem cuida.
Direito a criar com dignidade, sem violência e sem medo.
Políticas de apoio à maternidade real, e não apenas idealizada.
Gratidão a todas as mulheres que nos trouxeram até aqui.

Que sejamos comunidade viva que acolhe, protege e caminha com as mães do mundo. Que nossa fé não reproduza culpas, mas liberte afetos. Que ao redor da mesa, lembremos: toda vida que nasce carrega uma história de cuidado. Que cuidemos, então, das que cuidaram de nós.

// Oração pelo Amor que Cuida

Deus, pai materno, de ternura e justiça, que se revelou entre nós no ventre de Maria,
ouve a oração da tua Igreja, reunida em gratidão e cuidado.
Tu que conheces a beleza e os desafios da maternidade,
acolhe em teu amor todas as mulheres que geram, cuidam, protegem e educam.

Fortalece as mães que seguem firmes na fé em meio ao cansaço,
ampara as que foram esquecidas e consola as que vivem luto e saudade.
Faz de nossas comunidades sinais do teu Reino,
lugares de acolhida, escuta e dignidade para todas as mães.

Sopra sobre nós teu Santo Espírito, a Ruah,
para que sejamos fiéis no compromisso com a vida,
e aprendamos contigo o amor que liberta e sustenta.

Em nome de Jesus, por Maria, serva do Senhor e mãe do Salvador,
te oramos com confiança. Amém.

Texto e arte: Claudio Siqueira, Missão Santo Agostinho de Cantuária – DAPAR


8 de maio:Juliana de Norwich,Religiosa e Mística, 1417LOC - Livro de Oração ComumCalendário do Ano Cristão, página 36—“P...
08/05/2026

8 de maio:
Juliana de Norwich,
Religiosa e Mística, 1417

LOC - Livro de Oração Comum
Calendário do Ano Cristão, página 36



“Porque eu conheço os pensamentos que eu penso a vosso respeito, oráculo de YHWH, pensamentos de paz [integridade/bem-estar] e não para mal, para dar a vós um fim [um futuro] e esperança.” – Jeremias 29:11

Juliana nasceu por volta de 1342, em Norwich, na Inglaterra, e viveu como anacoreta, reclusa numa cela anexa à igreja de São Julião. Sua vida foi marcada por uma série de visões místicas que ela recebeu em 1373, durante uma grave enfermidade. Essas visões, que chamou de “mostrações do amor divino”, revelaram-lhe um Deus profundamente compassivo, maternal, próximo e terno — em contraste com as imagens de medo e julgamento que predominavam na espiritualidade medieval.
Ela é frequentemente chamada de a primeira mulher na língua inglesa a ser conhecida como autora de um livro que sobreviveu, o clássico “Revelações do Amor Divino”.
Sua teologia é encarnada: fala de Cristo como mãe, da Trindade como fonte de misericórdia e do pecado como ocasião de aprendizado (ela não banaliza o pecado, ela o entende como algo que Deus permite transformar em bem).
Em um tempo de peste, fome e perseguições religiosas, Juliana falou de esperança, de amor e de confiança radical em Deus.

Que sua vida nos ensine a confiar mesmo no caos e a proclamar que o amor de Deus é maior que todo mal.

“Tudo terminará bem, e tudo terminará bem, e qualquer tipo de coisa terminará bem.” – Juliana de Norwich



Arte (desenvolvida com IA sob direção, edição, curadoria e pós-produção do autor)
e texto: Claudio Siqueira; Missão Santo Agostinho de Cantuária, DAPAR.


5 de maio:Primeira Ordenação Feminina naIgreja Episcopal Anglicana do Brasil, 1985LOC - Livro de Oração ComumCalendário ...
05/05/2026

5 de maio:
Primeira Ordenação Feminina na
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, 1985

LOC - Livro de Oração Comum
Calendário do Ano Cristão, página 36



“E acontecerá depois disso
que derramarei o meu Espírito sobre toda carne,
e profetizarão vossos filhos e vossas filhas,
vossos velhos sonharão sonhos,
vossos jovens verão visões.”
– Joel 2:28

Em 5 de maio de 1985, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil deu um salto profético rumo à justiça de gênero e à plenitude da missão: ordenou as primeiras mulheres ao presbiterado. Carmen Etel foi a primeira delas, tornando-se pioneira no ministério sacerdotal da IEAB. Esse gesto transcendeu o registro histórico — afirmou, com ousadia, a centralidade do Evangelho.
Durante séculos, vozes femininas foram silenciadas ou relegadas a papéis invisíveis. Mas o Espírito que sopra onde quer chamou, capacitou e levantou mulheres para anunciar, celebrar e pastorear. Em 1985, a IEAB respondeu a esse sopro com coragem e fidelidade.
A ordenação de mulheres abriu caminhos tanto para elas como para toda a Igreja. A fé encarnada no cuidado, na escuta e na resistência das mulheres tornou-se também ministério sacramental, público e reconhecido. O altar foi tocado pela justiça e pela voz de quem antes era calada.

Não nos esqueçamos de que a missão de Deus não tem gênero. E que o Evangelho é sempre boa notícia quando liberta, reconhece e honra quem a história tenta calar.



Arte (desenvolvida com IA sob direção, edição, curadoria e pós-produção do autor)
e texto: Claudio Siqueira; Missão Santo Agostinho de Cantuária, DAPAR.


4 de maio:Mônica,Sustentadora da Missão, 387LOC - Livro de Oração ComumCalendário do Ano Cristão, página 36—“Coroa dos v...
04/05/2026

4 de maio:
Mônica,
Sustentadora da Missão, 387

LOC - Livro de Oração Comum
Calendário do Ano Cristão, página 36



“Coroa dos velhos são filhos de filhos,
e glória de filhos são seus pais.”
– Provérbios 17:6

Mônica nasceu por volta do ano 331, na cidade de Tagaste, no norte da África. Mulher de fé discreta, porém firme, segundo a tradição, tornou-se símbolo da esperança na oração que insiste, da ternura que resiste.
Foi mãe de Agostinho de Hipona — e, segundo a tradição, foi por meio de suas lágrimas em oração e interseção que o filho (re)encontrou a fé.
Enquanto Agostinho vagava pelas promessas vazias do mundo, Mônica sustentava sua casa e sua esperança. Não subiu em púlpitos, mas contemplou a cruz. Sua teologia foi o cuidado cotidiano. Seu púlpito foi a cozinha, a estrada, o silêncio entre lágrimas.
Ela não escreveu tratados, mas escreveu seu nome na história da missão. Sem ela, não haveria Agostinho. Com ela, aprendemos que a missão da Igreja começa no lar e mães são apóstolas.

Que Mônica nos inspire a sustentar as promessas, a amar com paciência e a semear fé mesmo quando tudo está árido.



Arte (desenvolvida com IA sob direção, edição, curadoria e pós-produção do autor) e texto: Claudio Siqueira; Missão Santo Agostinho de Cantuária, DAPAR.


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