Escola Bíblica Dominical da INC - Ig. do Nazareno Castelão

Escola Bíblica Dominical da INC - Ig. do Nazareno Castelão Cada crente um aluno. Não deixe de se matricular e participar!

A Escola Bíblica Dominical da 1ª igreja do Nazareno em Fortaleza, acontece aos domingos a partir das 8 h da manhã, com o intuito de possibilitar aos crentes em Cristo aprendizado e crescimento espiritual. As classes são separadas por faixa etária para facilitar o aprendizado com uma didática apropriada a cada uma:

Classe de adultos - Professores: Pr Gleison e Pra Rosanice Teixeira

Classe de Jove

ns - Professores: André Fernandes e Pablo Valentim

Classe de Adolescentes - Professores: Fábio Rodrigues e Renis Feitosa

Classe de Juniores - Flaubênia Holanda e Camila Lucas

Classe de Primários - Nayara Oliveira e Andréa

Venha participar deste momento abençoado de ensinamentos para a edificação da sua família.Será tremendo!!!
27/05/2013

Venha participar deste momento abençoado de ensinamentos para a edificação da sua família.
Será tremendo!!!

24/05/2013
Escola Bíblica DominicalO objetivo deste artigo é chamar a atenção para o valor e importância que devemos dar à escola d...
22/05/2013

Escola Bíblica Dominical
O objetivo deste artigo é chamar a atenção para o valor e importância que devemos dar à escola dominical.

Fundada na Inglaterra pelo missionário Robert Raikes, em 1780, a escola dominical foi uma criação que deu certo. Tão certo que os primeiros missionários que aqui chegaram procuraram organizá-la imediatamente. O casal Robert e Sarah P. Kalley fundou a primeira escola dominical no Brasil em 19 de agosto de 1855. E a escola dominical existe até hoje!

Não é por acaso que a escola dominical existe até hoje. Ela é parte integrante da Igreja do Senhor Jesus Cristo, de quem temos a promessa de que "as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18). A escola dominical é uma bênção de Deus com características próprias, isto é, por mais que uma pessoa participe dos cultos e das atividades da semana de sua igreja, tem coisa que só será aprendida na escola dominical.

Infelizmente não são poucas as pessoas que fazem opções em detrimento da escola dominical. Será que essas pessoas sabem o quanto estão perdendo? Pense bem: Ausentando-se da escola dominical quem perde as bênçãos de Deus é você.

FONTE: http://www.escoladominical.net/showthread.php?296-Escola-Dominical-Valor-e-Import%E2ncia

Venha estudar a bíblia junto conosco na Escola Bíblica Dominical, você é nosso convidado!
22/05/2013

Venha estudar a bíblia junto conosco na Escola Bíblica Dominical, você é nosso convidado!

A Escola Dominical e a Responsabilidade do AlunoO segredo de uma escola dominical dinâmica e eficaz depende, e muito, do...
20/05/2013

A Escola Dominical e a Responsabilidade do Aluno

O segredo de uma escola dominical dinâmica e eficaz depende, e muito, do aluno. E como deve ser o aluno da escola dominical? Qual o perfil do aluno ideal? Antes de respondermos essas perguntas, é importante dizer que por aluno ideal não nos referimos, propriamente, a um ser extraordinário: brilhante, gênio, super intelectual. Não, o aluno ideal é antes de tudo uma pessoa bem intencionada. Como assim? Ele é dedicado: Assíduo, pontual, responsável. Vai à escola dominical com prazer e não para dizer simplesmente "estou aqui", "cheguei" ou "agora o superintendente não vai pegar no meu pé". O verdadeiro aluno da escola dominical não pensa assim. Ele faz a lição de casa. Lê a Bíblia e sua revista; anota suas dúvidas e vem disposto a colaborar seriamente na sala de aula.

É lamentável quando o aluno vai à escola dominical sem ter estudado durante a semana; sem sua Bíblia e/ou sem revista. E olha que eu não estou falando dos pequeninos, e sim, de gente grande mesmo! Pode parecer grosseiro de minha parte, mas muitas vezes eu me ponho a pensar: "O que alguém que não leva Bíblia, revista (ou algo semelhante), e que não estuda em casa vai fazer na escola dominical?". Aprender? Duvido! Não se pode aprender quando o básico é menosprezado.

De uma coisa precisamos estar cientes: 50% ou mais do bom desempenho do professor numa sala de aula depende de seus alunos. É o que eu costumo dizer aos meus alunos, sem querer jogar sobre eles a responsabilidade que cabe a mim.

Quando o aluno não se prepara em casa, conforme já mencionamos acima, ele perde a oportunidade de contribuir com algo mais. Contribuindo ganha a classe e o professor também. Muitos dos alunos que ficam calados durante a exposição do professor cometem o erro (para não dizer "pecado") da negligência semanal. É preciso que você aluno reverta esse quadro se porventura está sendo negligente; pois quantas vezes a culpa de uma aula má dada recai sobre o professor quando na realidade o culpado é outro. É claro que o professor tem suas responsabilidades, como veremos adiante, mas nenhum professor, a menos que esteja doido, teria coragem de se colocar diante de uma classe sem que estivesse adequadamente preparado.

Seja professor, ou seja aluno, ambos devem fazer tudo para a glória de Deus.

FONTE: http://www.escoladominical.net/showthread.php?296-Escola-Dominical-Valor-e-Import%E2ncia

Palestra preparada pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, para a IB de Vila Elmaz, em São José do Rio Preto, São Paulo, e...
17/05/2013

Palestra preparada pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, para a IB de Vila Elmaz, em São José do Rio Preto, São Paulo, e apresentada em 28 de fevereiro de 2010.


INTRODUÇÃO: UMA EXPERIÊNCIA DO PASSADO PRODUZ A REFLEXÃO SOBRE O PRESENTE

Eu era adolescente de dezesseis anos, no Rio de Janeiro, e tinha um ano de convertido e batizado. Morava no bairro da Penha e ia de lotação (micro-ônibus) da Penha até Cascadura e lá tomava outra condução para Acari, onde ficava minha igreja, a Batista de Acari. Foi onde me converti. Vendo-me com a Bíblia (naquele tempo portávamos bíblias e éramos chamados de “crentes”), um padre sentou-se ao meu lado e, polidamente, perguntou-me se podíamos conversar. Foi um papo amistoso. O padre era mesmo educado e respeitador. Queria apenas tirar algumas dúvidas sobre como eu via minha fé. Ele recebera de alguém uma assinatura de “O Jornal Batista” e por isso os conhecia um pouco.

Fez algumas perguntas e a todas respondi citando a Bíblia. Como meus dezesseis anos estão quatro décadas atrás, não me recordo de todas, mas de duas ou três. A última foi “Por que os batistas não aceitam Maria como mediadora entre Deus e os homens?”. Também respondi com a Bíblia. Citei 1Timóteo 2.5: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”. Quando nos despedimos em Cascadura, o padre me perguntou: “Meu filho, você estuda em algum seminário da igreja batista?”. Respondi que não, mas que era aluno da Escola Bíblica Dominical.

Na realidade, poderia ter dito que estudava num seminário, porque a EBD é um seminário bíblico. Quando funciona bem, ensina a Bíblia como nenhuma outra instituição. Ensina não como alguns teólogos, que a esquartejam para ver ser acham uma mensagem nela. Seu ensino é vivencial, não por acadêmicos que a menosprezam e subordinam aos homens, mas por pessoas que foram alcançadas e transformadas por ela. É o ensino passional e o estudo com fome, para praticar e viver.

Vão-se longe os tempos em que um adolescente com uma Bíblia na mão podia responder a um padre sobre o que cria. Porque vão-se longe os tempos em que os crentes, hoje “evangélicos”, estudavam a Bíblia com afinco. A Escola Bíblica Dominical está doente em muitas igrejas. Não por acaso, muitas igrejas estão doentes. Porque estão sem ensino bíblico sistemático e ministrado por pessoas piedosas.

A Bíblia era valorizada e amada pelos crentes. O povo nos chamava de “bíblias” por causa de nosso zelo por ela. Ela era nosso símbolo distintivo. Hoje, nosso símbolo distintivo é a caixa de som com que atazanamos a vida dos nossos vizinhos.

Mudaram os tempos. A Bíblia não é mais tão lida pelo nosso povo. Menos ainda estudada. Muitos púlpitos a trocaram por pensadores seculares. Em uma igreja seu estudo foi substituído por livros de autoajuda. Talvez seja por isso que a igreja evangélica brasileira tenha oito milhões de quilômetros quadrados e um centímetro de profundidade. O povo prefere a celebração em alto volume a estudá-la. A festa tomou o lugar da reflexão, e assim a Bíblia foi empurrada para a periferia em nossas igrejas.

1. A BUSCA DE SANTIDADE POR UM VIÉS EQUIVOCADO

Não receio em afirmar que muita gente está na igreja sem uma experiência de conversão. Sei que tomarei algumas bordoadas dos “politicamente corretos”, que me brandirão um versículo de Jesus: “Não julgueis para que não sejais julgados”. OK! Se querem usar este versículo, não me julguem também. Fiquem quietos e saiam de cena. Vocês também não podem julgar. Mas, mesmo assim, cito-lhes Jesus: “Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como não sabeis então discernir este tempo? E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo?” (Lc 12.56-57). Em 2Coríntios 13.5, Paulo nos recomenda o uso do julgamento: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados”. E 1João 4.1 nos recomenda termos senso crítico, avaliando e julgando espiritualmente: “Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo”.

Tenho quase quarenta anos de ministério pastoral. Trinta e oito anos para trinta e nove anos, exatamente. Isto não me torna dono da verdade. Mas não sou um garoto deslumbrado nem um jovem neófito. Sou um pastor vivido, e já vi coisas em igrejas que nunca pensei que veria. Mas comprometi-me com o ministério, com o evangelho, com o ensino da Bíblia. Tenho apanhado muito por isso. Sempre dos crentes. Porque boa parte deles quer forró, mas não ensino bíblico. Quer festa, não ouvir a Palavra. Assumi o dito de Paulo em Atos 20.7: “Porque não me esquivei de vos anunciar todo o conselho de Deus”. Não fidelizo clientela, mas procuro ensinar todo o conselho de Deus. Procuro ser educado, mas não me preocupo se o que direi massageará o ego das pessoas. Não é esta minha preocupação primeira. Como Lutero, minha consciência é cativa da Palavra de Deus. Tenho visto centenas de pessoas que estão em uma igreja, mas que ignoram a doutrina da salvação. Há pouco tempo fui convidado para falar a um grupo de crentes, razoável por sinal, membros de uma igreja, mas sem muita certeza de sua salvação. E me pediram para falar deste assunto por causa da dúvida em seu ambiente.

Não é acidental que em muitos lugares a catarse, que alguns, torcendo o sentido da palavra, até chamam de louvor, tomou todo o tempo do culto. As pessoas querem por suas emoções para fora, mas não se preocupam tanto em aprender a Palavra de Deus. Algumas até são bem intencionadas. Querem santidade e desejam uma vida espiritual mais significativa. Mas não a encontrarão no louvor. Se louvor e barulho produzissem santidade, a igreja evangélica brasileira seria de santidade irretocável. E sabemos que não é. Precisamos colocar a coisa mais importante no lugar mais importante. E o secundário no lugar secundário. A coisa mais importante para o crente é aprender a Palavra de Deus. É ouvir Deus. Por isso a EBD precisa ser resgatada. A igreja necessita de crentes estudando a Bíblia, num programa sério, completo, que envolva toda a família, e preparado por pessoas comprometidas com a Bíblia e com a igreja. Voltaremos a isso daqui a pouco.

2. SE A IGREJA DESEJA SERIEDADE ESPIRITUAL E SANTIDADE, A EBD É O MELHOR CAMINHO

Há um episódio elucidativo em 1Samuel 15. A ordem dada a Saul fora a de não trazer nada dos amalequitas, mas aniquilar tudo. Ele trouxe despojos, incluindo ovelhas. O profeta e sacerdote Samuel o repreendeu e Saul se desculpou. Trouxera o gado para sacrificar a Deus. Era um “cala boca” em Samuel, que era sacerdote. O sacrifício era a forma mais elevada de culto, no Antigo Testamento. Samuel teria sua parte naquilo. Que ficasse quieto. Afinal, era para adoração. E adorar, como muita gente pensa, é a coisa mais importante do mundo. Secamente Samuel respondeu: “Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à voz do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, do que a gordura de carneiros” (1Sm 15.22).

Compreenderam a extensão da resposta de Samuel? Para Saul, como para muitos crentes hoje, adorar a Deus era a coisa mais importante a se fazer, justificava tudo e se sobrepunha a tudo. Mas vem um sacerdote e diz que obedecer é mais importante que adorar. Você pode adorar até ficar rouco de tanto cantar, e com calo nas mãos de tanto bater palmas, mas se não obedecer à Palavra de Deus isso vale pouco. O que Deus mais espera do seu povo é obediência. É importante conhecer a Palavra de Deus e obedecê-la. Em nosso caso, a EBD é uma excelente escola para formar um caráter santo, porque seu livro texto é a Palavra de Deus.

É a Palavra de Deus que santifica. Lemos no Salmo 119.11: “Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti”. A internalização da Palavra de Deus dá forças para uma vida santa. É mais que decorar versículos. É internalizá-la. O moço pode gostar do louvor até porque gosta de música agitada e se convencionou que o louvor deve ser agitado. Mas se o jovem quer ser santo, será quando se reger pela Palavra: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o de acordo com a tua palavra” (Sl 119.9). E lembro, ainda, Jesus: “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). É a Palavra de Deus, estudada, aplicada na vida e cumprida no viver diário, que santifica. Não há santidade sem algo elementar: obediência. E só há obediência real quando sabemos o que a Bíblia diz. A EBD é um lugar excelente para aprender o que é santidade conforme a Palavra do Senhor ensina.

3. CINCO RAZÕES PELAS QUAIS A EBD É INDISPENSÁVEL PARA A IGREJA

Juntando as pontas e seguindo na argumentação, alisto cinco razões pelas quais a EBD é indispensável para que tenhamos uma igreja sadia.

O primeiro é que ela é um seminário bíblico dentro da igreja. Não se aprende crítica textual, nem sociologia ou filosofia, mas Bíblia. E se aprende pelo estudo reverente. Muito obreiro que deseja desviar a igreja da denominação acaba com a EBD ou substitui a literatura sadia da denominação ou de obreiros com fundamentos denominacionais por literatura de outro grupo. Ou se apresentam como o professor da classe única da EBD. Só seu ensino é veiculado e qualquer outra pessoa é posta de lado. O que há de pastor achando que EBD não funciona é impressionante. Mas parece-me haver outro sentido por trás disso. Uma EBD bem estruturada imuniza a igreja contra heresias e golpes doutrinários que se expressam em atitudes pouco cristãs. Quando um pastor quer acabar com EBD na igreja é preciso desconfiar seriamente de sua atitude. Como um pastor quer que a Bíblia deixe de ser ensinada?

O segundo é que ela é um celeiro de líderes. Porque doutrina as pessoas. Porque ensina valores espirituais. Porque habilita pessoas para falarem em público e discutirem e argumentarem. Porque cria hábitos espirituais, como estudar a Bíblia e compartilhar a fé com um grupo pequeno, habilitando para se expressar. Porque cria amor pela vivência em um grupo espiritual. Porque, secundariamente, ensina relacionamento com outros cristãos. Porque está subordinada à igreja, e precisamos resgatar também algo que vai sendo posto de lado, que é a autoridade da igreja.

O terceiro, anteriormente tangenciado, mas aqui bem formulado, é que ela ensina doutrina bíblica. E doutrina não é algo árido como alguns querem nos fazer crer. Doutrina é vida. A EBD provê suporte doutrinário para a igreja. Por isso que o item primeiro é assustador. Sem estudo bíblico a igreja se perde no cipoal de novidades produzidas por uma usina de esquisitices que viceja em nosso tempo. Estudo e ensino teologia, mas se tenho boa formação teológica (alguns acham isso e, um dia, acabarei crendo nisso) é porque estudo a Bíblia mais que qualquer outro livro. Quando lecionava Teologia Sistemática, ao invés de me prender aos livros discursivos de teólogos, lia a Bíblia nos assuntos que deveria abordar. Depois que estava firmado nas Escrituras é que ia aos teólogos. Se eles não falassem como a Bíblia, eu os deixava de lado. A EBD dá firmeza doutrinária e teológica porque ministra a Bíblia.

O quarto é que ela dá firmeza espiritual. Já citei dois versículos do Salmo 119 que falam da firmeza e da santidade pela observância da Palavra de Deus. Não os repito, mas recordo que Jesus venceu Satanás não por força de uma personalidade indômita, embora a tivesse, mas pela força da Palavra de Deus. Todas as tentações e afirmações de Satanás ele rebateu e superou citando as Escrituras. A EBD, por ensinar a Bíblia, ajuda na formação espiritual. Em minha adolescência, três professores me ajudaram a formatar o caráter cristão: Levi Alves, Loecy Cordeiro e Jeiel Ferreira. Eu não tinha formação evangélica, vinha de um ambiente religioso confuso, em que a família que era católica se bandeara para o espiritismo. Pessoalmente, nunca lera a Bíblia. Eles foram meus referenciais, com suas lições de EBD. Levi, Loecy e Dr. Jeiel me ajudaram a ter firmeza espiritual. Além dos sermões de meu Pastor, João Falcão Sobrinho, que eram bíblicos. Uma EBD forte produzirá uma igreja forte porque esta terá firmeza que vem das Escrituras.

O quinto é que a EBD é um projeto para toda a igreja. Não apenas em faixas etárias, mas em todos os níveis culturais. A EBD trabalha com pessoas de todos os níveis. Alguns modelos eclesiológicos levam a igreja a negar uma de suas maiores características, que é a heterogeneidade. Assim vemos igrejas que se parecem mais com grupos evangélicos só de empresários, ou de atletas profissionais ou outros segmentos. Entendo a razão de ser desses grupos, voltados para evangelizá-los, mas vejo-os como perigosos se criarem a imagem de “Nosso jeito é o certo” ou “Nós somos os reis da cocada preta”. Em uma igreja, um grupo de jovens queria uma classe de EBD só de universitários, para tratarem de assuntos atinentes a eles. Parece que foram picados pela mosca azul (ser universitário não é tão incomum assim) e se deslumbraram. Um pastor me falou de seu desejo de criar uma classe na EBD só de negros, para debater assuntos raciais. Uma espécie de racismo com sinal invertido. Uma ignorância do que é a igreja: “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3.28). A EBD é a maior organização a demonstrar a universalidade interna da igreja. Ela arrola a todos ao redor de um tema, a Bíblia. A EBD não é para tratar de assuntos atinentes a grupos, mas para ensinar a Bíblia e valores bíblicos a pessoas. Ela é um projeto que engloba gente de todas as idades, faixas sociais, culturais e raciais.

4. DE QUE A EBD PRECISA PARA DESLANCHAR

De poucas coisas.

A primeira é o apoio incondicional e irrestrito do pastor. Ele é o homem chave. Ele precisa querer a EBD, amar a EBD e ajudar a pensar a EBD. Ele é o homem que pode mudar a fisionomia do ensino na igreja.

A segunda é o apoio incondicional e irrestrito da igreja. Ela não é um apêndice do programa da igreja, mas o substrato de todo o programa da igreja. Se a metade do valor que as igrejas gastam em aparelhagem fosse carreada para o ensino bíblico, isso revolucionaria a igreja. Verbas para compra de bons comentários bíblicos para os professores, de livros com o ensino da denominação, de sua história e de seus princípios, de boas salas, com aparelhagem educacional. Um diácono amigo meu, muito atilado, dizia que era preciso ficar sempre atento porque todo ano o pessoal do som queria trocar a aparelhagem. Mas quando foi que a igreja comprou livros para os professores da EBD?

O terceiro é de bom material humano. Professores que amem a Bíblia, realmente convertidos e apaixonados pelo evangelho, solidários com a igreja. O professor precisa ser uma pessoa de equipe e não um predador solitário, que aproveita momentos para destilar veneno na classe. Deve ser uma pessoa que ame e feche com sua igreja. Ele faz parte do todo. O currículo oculto (no caso, o caráter do professor) pode valer tanto quanto o currículo explícito (o que o professor ensina).

Havendo isso, haverá espaço físico, material didático, cursos para investir em professores. Primeiro, a vontade. Depois o efetuar.

COMO CONCLUSÃO

Foi na EBD que meus valores espirituais foram firmados, minha visão cristã foi formatada e onde aprendi a falar em grupo. Foi o melhor seminário que tive, porque lançou a base que me permitiu construir o que tenho e o que sou. Tenho e sou pouco, mas começou com a EBD. Aprendi a estudar e a valorizar a Bíblia na EBD. Eu a leio todos os anos, e cada ano numa versão diferente, para aprender mais. Quando repito a versão, uso outro volume para não me prender ao que sublinhei.

Diria duas coisas, como conclusão. A primeira é: ame a Bíblia. Com paixão. A segunda é: estude a Bíblia. Com seriedade, na EBD. E, se você é professor de EBD, orgulhe-se de sua missão, desempenhe-a com seriedade e com zelo. Estude para ser melhor. Você realiza a maior função que uma pessoa pode desempenhar. Você ensina a Palavra viva de um Deus vivo. Quer maior responsabilidade diante dos homens do que esta que Deus lhe concedeu e que sua igreja lhe confiou? Deus e a igreja confiam em você. Seja bom no que faz.

Chamada para o ensino e o desafio da globalizaçãoAtualmente, os que almejam cumprir o chamamento do Senhor para o ensino...
15/05/2013

Chamada para o ensino e o desafio da globalização

Atualmente, os que almejam cumprir o chamamento do Senhor para o ensino eclesiástico, hão de encarar desafios bem diferentes daqueles enfrentados por mestres do passado. Um mundo, que apesar de ultra-moderno, informatizado e globalizado, encontra-se cada vez mais distante, alienado de Deus.

O educador cristão precisa conscientizar-se de que estamos vivendo em uma época de revolução de conceitos, idéias, princípios, juízos e valores; de mudanças tão profundas e de proporções tão amplas que nem sequer podemos mensurá-las.

Dentre tantas situações novas que marcam esta época e acentuam nossos desafios, pelo menos três merecem destaque: o acelerado avanço tecnológico; a conspiração silenciosa da violência e o avassalador liberalismo teológico que campeia muitos de nossos educandários e até igrejas.

O avanço tecnológico

Nesse mundo pós-moderno, as notícias circulam em tempo real, os celulares estão por toda parte; computadores e Internet já são coisas triviais. Não há como imaginar a humanidade sem controle remoto, secretárias eletrônicas, DVDs, televisão a cabo ou via satélite.

Estamos numa época de generalizada confusão entre digital e analógico, experiências genéticas sem controle e acelerado desenvolvimento científico. As pessoas olham para o passado com perplexidade e para o futuro com desconfiança. Como fazer com que parem para refletir em meio a tudo isso? Como conduzi-las a uma introspecção? Como fazer com que tenham interesse por Deus e sua promessa de vida eterna? Como pregar a Palavra de Deus para essas pessoas? Indubitavelmente, é um grande desafio!

A violência na era pós-moderna

A violência é outro grande inimigo a ser vencido na era pós-moderna. Desde tempos remotos, o ser humano utiliza-se de diversos meios e instrumentos a fim de exercer sua força bruta e satisfazer sua sede de poder e ganância, dominando seus semelhantes e usurpando suas riquezas materiais, espirituais e morais.

Nestes últimos tempos, este problema social tem se propagado de forma engenhosa e sutil, ocasionando medo, crueldade e indiferença. Antigamente, o homem se limitava a disputar terras, agora, sua ganância e cobiça têm destruído a natureza, seus semelhantes, sua família e a si próprio. Se, antes, utilizava-se de métodos refinados e tênues para isso, hoje emprega os mais grotescos e animalescos.

É urgente a necessidade de reconstruirmos novos alicerces, princípios e objetivos, tanto para a família quanto para a sociedade, fundamentados na Palavra de Deus. Somente o Evangelho pode transformar o homem, tornando-o uma nova criatura em Cristo Jesus por intermédio do Espírito Santo.

Além disso, neste período conturbado de globalização e liberdade de pensamento, a igreja ainda enfrenta outro grande desafio: o liberalismo teológico, que procura conciliar a fé em Deus com os postulados do Racionalismo.

Liberalismo teológico

Muitos teólogos liberais, a despeito de afirmarem a existência de Deus, negam sua intervenção na história humana, quer através de revelação, providência ou milagres. Muitos pastores, educadores e estudiosos que antes criam na Bíblia como a Palavra de Deus, hoje, influenciados pela filosofia racionalista, humanista, adotam a razão como exclusivo sistema de interpretação da Bíblia, ou seja, o único instrumento para se compreender as Escrituras Sagradas.

É imprescindível que os mestres da educação cristã relevante estejam atentos, quais atalaias, aos sinais dos tempos e ao clamor da humanidade, a fim de que nossa mensagem seja pertinente às carências e expectativas do mundo contemporâneo.

Precisamos ter a capacidade de mergulhar nas questões que assolam os povos, com o intuito de as confrontarmos à luz dos princípios bíblicos e, à semelhança das garças, não nos contaminarmos.

A globalização tem rompido imensas fronteiras, todavia, a verdade é que, junto com estas, têm caído os principais valores éticos, morais e espirituais estabelecidos por Deus para reger a vida do homem na face da terra.
Certamente, quanto mais o homem se fechar no seu indiferentismo e individualismo, mais carente será do conhecimento de Deus e da Salvação pela graça em Jesus Cristo.

Os fatos aqui apresentados têm condenado homens e mulheres a viverem em uma sociedade cada vez mais individualista, quase inacessível. Por conseguinte, ainda mais necessitada do amor de Deus que sempre será a resposta para os mais profundos dilemas humanos.
Diante desta realidade, sobretudo a que é imposta aos menos favorecidos, que sofrem sem uma verdadeira opção ou orientação para suas vidas, permanecem no ar algumas questões: Como a Igreja pode influenciar esta sociedade emergente? Que tipo de ensino e educação cristã deverá ser implementados nestes tempos pós-modernos? Quais são os instrumentos, as ferramentas mais eficazes? Como manipulá-las? O que cada educador nos mais diversos setores da igreja pode fazer?

São demandas que nos desafiam a sermos cuidadosos com a nossa vocação ministerial, a fim de que resgatemos do mundo os homens da era digital.

A salvação pela graça de Deus, que é a solução para a humanidade, terá de se manifestar mediante a dedicação de homens e mulheres valorosos com o propósito de combater as forças escravizadoras do Inimigo, estabelecidas para suscitarem crises e instabilidade na família, nas comunidades e até nas igrejas.

O valor de um homem ou de uma mulher de Deus não é mensurado apenas pela sua formação acadêmica ou capacidade intelectual, mas, principalmente, por sua espiritualidade e aplicação dos princípios de Deus em sua própria vida. Nós vivemos dias de profundas transformações e as necessidades humanas tornam-se ainda mais prementes diante dos falsos ensinos, do materialismo, do consumismo desenfreado, da exploração pelos poderosos, da falsa segurança representada por uma vida de pura aparência e, sobretudo, por uma religiosidade formal.

A igreja de hoje é desafiada a perseverar diante da falta de compromisso com a fé e do esfriamento do amor, sinais do fim dos tempos. Faz-se necessário um empenho ainda maior, uma dedicação ainda mais sacrificial dos “obreiros dos bastidores”. É preciso ser destemido a fim de cumprir a chamada para o magistério perante tamanhos desafios.

Como homens e mulheres de Deus nascidos nesta geração, encontramo-nos diante da responsabilidade de levar a Igreja de Cristo a defrontar-se com estas novas questões humanas e sociais.

Cabe-nos, como conhecedores da Palavra de Deus, o papel de velarmos, para que as conquistas da Igreja não se restrinjam a uma simples organização religiosa, mas como organismo vivo produza transformações profundas e intensas em nossa sociedade.

As experiências do passado, por mais válidas e consistentes que sejam por si só, não serão suficientes perante este tão grande desafio.
Para que nossa vocação ministerial seja cumprida, é necessário que tenhamos compromisso com a Verdade, percepção espiritual da obra de Deus, e sejamos obreiros de visão neste cenário de mutações constantes, sob pena de termos um ministério evasivo.

Cada um de nós recebeu uma chamada específica de Deus. Um ministério especial. Não importa o que realizaremos ou onde atuaremos desde que nos mantenhamos firmes nos princípios de fidelidade a Deus e em nossa vocação ministerial. Como bem expressou o apóstolo Paulo em Colosensses 4:17: "Cuida do ministério que recebestes do Senhor, para o cumprires".

Como servos de Deus, temos de obedecer ao chamado divino com entusiasmo, fé e amor à obra. Devemos aplicar-nos diligentemente para que a salvação e a Justiça de Deus se estabeleçam tanto nos palácios dos mais abastados quanto nas choupanas dos desafortunados.

Como Igreja, precisamos escancarar as portas do Reino dos Céus a esta geração, levando aos lares, às ruas e praças a verdadeira mensagem da redenção. Direcionemos, pois, nossos ministérios para a transformação de vidas e não apenas para mudanças ocasionais!

Afinal, como vaticinou o apóstolo Paulo em Romanos 1.16: "Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê".

Marcos Tuler é pastor, pedagogo, escritor, conferencista e Reitor da FAECAD (Faculdade de Ciência e Tecnologia da CGADB)

A Escola Bíblica de Férias - EBF é um evento evangelistíco que a Igreja do Nazareno Fortaleza Castelão, realiza anualmen...
13/05/2013

A Escola Bíblica de Férias - EBF é um evento evangelistíco que a Igreja do Nazareno Fortaleza Castelão, realiza anualmente no mês de julho sob a direção do Ministério de Escola Bíblica Dominical, voltado para as crianças da comunidade, onde é oferecida a ministração da Palavra de forma lúdica, bem como louvores, brincadeiras, lanche entre outras coisas.

13/05/2013

O dia das mães foi cheio de emoções na EBD da igreja do Nazareno Castelão.

Endereço

Fortaleza, CE
60862-010

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