07/03/2023
QUEM SE QUALIFICA?
"Em Lucas lemos sobre a visita de Cristo à casa de Simão, o fariseu. Aparentemente, Simão parecia ser um homem honrado. Ele regularmente verificava sua lista de obrigações religiosas: cumpria a lei, pagava o dízimo, guardava o Dia do Senhor, orava diariamente e ia à sinagoga.
Mas, quando Jesus estava com Simão, surgiu uma mulher, que lavou os pés do Salvador com as próprias lágrimas e ungiu-Lhe os pés com óleo de qualidade. Simão não se sentiu feliz com aquela demonstração de adoração, pois sabia que a mulher era pecadora.
Ele pensou que, se Jesus não sabia disso, era porque Ele não era profeta ou não teria deixado a mulher tocá-Lo. Percebendo os pensamentos de Simão, Jesus voltou-Se para ele e disse: “Um certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, outro cinquenta. E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais?” Simão respondeu que foi o que recebeu o maior perdão. Então, Jesus ensinou uma profunda lição: “Vês tu esta mulher?
Seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama”.
A qual dessas duas pessoas somos mais semelhantes? Somos como Simão? Estamos confiantes e confortáveis com nossos feitos, confiando em nossa retidão? Estamos talvez um pouco impacientes com aqueles que não vivem de acordo com nossos padrões?
Estamos no piloto automático, sendo levados pela maré, frequentando nossas reuniões, bocejando durante as aulas de Doutrina do Evangelho e, quem sabe, olhando nossos celulares durante a reunião sacramental?
Ou somos como aquela mulher, que se sentia completamente perdida devido ao pecado?
Nós amamos muito? Compreendemos nossa dívida com o Pai Celestial e imploramos com toda a alma pela graça de Deus?
Quando nos ajoelhamos para orar, o fazemos para repassar os grandes sucessos de nossa retidão, ou para confessar nossas falhas, implorar a misericórdia de Deus e derramar lágrimas de gratidão pelo maravilhoso plano de redenção?
A salvação não pode ser comprada com a moeda da obediência; ela é comprada pelo sangue do Filho de Deus. Achar que podemos trocar nossas boas obras pela salvação é como comprar uma passagem de avião e depois supor que somos o dono da companhia aérea. Ou pensar que, depois de pagarmos o aluguel de nossa casa, temos agora a escritura do planeta Terra."
"Hoje e para sempre, a graça de Deus está disponível a todos cujo coração está quebrantado e cujo espírito é contrito. Jesus Cristo abriu o caminho para nos elevarmos a alturas inimagináveis à mente mortal."
"O Dom da Graça"
Presidente Dieter F. Uchtdorf Segundo Conselheiro na Primeira Presidência
Conferência Geral de abril 2015