10/02/2026
Estamos vivendo dias difíceis, marcados por muitos escândalos na igreja brasileira. Em muitos momentos, isso nos choca, nos entristece e até nos desanima.
Mas, à luz do Reino, é preciso compreender que processos dolorosos também fazem parte da purificação de Deus. Ele está conduzindo Sua Igreja a voltar à essência, a ser exatamente aquilo para o qual foi criada.
Assim como Israel, o povo foi liberto do Egito, atravessou o Mar Vermelho e, em seguida, foi conduzido ao deserto o lugar dos processos.
O deserto nunca foi um acaso, mas um ambiente preparado por Deus. É nele que o Senhor nos molda, nos muda e nos movimenta. No deserto, passamos a enxergar verdades que jamais veríamos em tempos de conforto. É ali que os olhos espirituais são abertos e o coração é alinhado.
Foi no deserto que Deus começou a transformar Israel de um povo recém-liberto em uma nação. Com paciência, repreensões e instruções, o Senhor foi substituindo a cultura do Egito pela cultura do Reino dos Céus. Embora Israel soubesse, em seu interior, que havia sido criado para viver a liberdade do Senhor, o jugo de Faraó ainda o oprimia e o mantinha preso a uma mentalidade de escravidão.
A libertação física aconteceu em um dia, mas a formação de uma identidade levou tempo.
Uma vez livres, precisariam aprender a viver como uma nação independente, guiada por Deus e não mais por opressores.
Da mesma forma, hoje o Senhor está tratando Sua Igreja. Ninguém entra em um deserto sem que Deus tenha um propósito claro: nos transformar por inteiro. O deserto não é o fim é o caminho que prepara o povo para viver plenamente aquilo que Deus prometeu.
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