No período de 30 de junho de 1990 a 20 de agosto de 1991 o movimento espírita do Ceará ficou sem representação junto ao Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira. Por esse motivo, tornou-se necessária a criação de uma nova entidade federativa estadual capaz de reunir e unir as 118 casas espíritas então existentes no Estado. Essas casas, dirigidas por abnegados companheiros de i
deal espírita, permaneciam dispersas ou, pelo menos, sem poderem somar esforços. Mediante troca de correspondência, quase totalidade se manifestou favorável à formação da nova federativa. Marcada para 21/10/90 a data da reunião de Assembléia Geral Constituinte, compareceram representantes de 39 dessas instituições espíritas, contando-se dentre as quais as mais expressivas do Estado. Durante os trabalhos da assembléia geral, houve a fundação da Federação Espírita do Estado do Ceará (FEEC), a aprovação do seu estatuto e a eleição e posse de sua primeira Diretoria, para o período de até 31/12/92. Na mesma oportunidade foram eleitos o presidente e o secretário do Conselho Deliberativo Estadual (CDE), cujos mandatos tinham a duração de um ano. A FEEC cresceu rapidamente e se tornou adesa à FEB a partir de 20/08/91, passando desde então a representar oficialmente o movimento espírita cearense, como membro do CFN da FEB. Outros desafios maiores poderão surgir, mas serão enfrentados mais facilmente, porque agora ela dispõe de uma estrutura organizacional adequada, compreendendo várias coordenações e também os órgãos informais de extensão. No seu dia-a-dia a FEEC adota uma filosofia de trabalho baseada em metodologias que favorecem os processos de ensino-aprendizagem da doutrina, incrementando mais rapidamente a sua divulgação e abrindo melhores caminhos para a unificação do movimento espírita no Ceará, através de uma administração participativa. (Introdução do livro FEEC 9 anos, editado em 1999, texto de Benvindo da Costa Melo, de saudosa memória).