27/05/2026
Devemos distinguir claramente entre o antigo Pentecoste judaico, no qual a lei foi dada, no monte de Sinai, e entre o novo Pentecoste, no qual o evangelho foi revelado através do Espírito Santo. Sabemos distinguir entre tristeza e alegria, entre morte e vida.
O antigo Pentecoste judaico foi uma festa marcada por tristeza, pavor, desânimo e morte, no povo de Israel, reunido junto ao monte de Sinai, todos se apavoram, tremem e fogem (Êxodo 20.18).
Por causa disso mesmo o novo Pentecoste será uma festa de alegria, de co***lo e de vida, na qual deveremos tratar daquela alegre e bela pregação que cria corações alegres e corajosos.
Como aquilo aconteceu na vida dos apóstolos e discípulos, vamos enxergando aqui, sendo que o Espírito Santo transforma pessoas desanimadas, desalentadas, dispostas a fugir - em heróis afoitos, em gigantes valorosos e em pessoas invencíveis, a tal ponto que se tornam capazes de opor-se a todo o mundo, e mesmo ao diabo no inferno.
Essa será nossa pregação pentecostal, contrária a todas as ameaças apavorantes produzidas pelos pecados e pela morte.
Quanto mais alegre você for, e quanto mais certa e firme a fé em seu coração, tanto mais próximo lhe é o Espírito Santo, e mais proveito você tem do novo Pentecoste.
Mas quanto mais reinar a tristeza em seu coração, e quanto mais apavorado e desolado você for, tanto mais próximo lhe f**a Moisés e tanto mais você tem da natureza do antigo Pentecoste do monte de Sinai.
Por tal razão, eu digo: Assim como conseguimos distinguir tristeza e alegria, morte e vida, também distinguiremos o antigo e o novo Pentecoste.
Necessitamos o antigo Pentecoste de Moisés por causa dos malvados e dos marotos, por causa das pessoas brutas e seguras, e também por causa dos santos altivos.
Mas necessitamos o novo Pentecoste do Espírito Santo por causa das consciências desanimadas e atemorizadas.
📝 Sermão de Lutero sobre Atos 2.1-13
📕Martim Lutero. Dez sermões sobre o Credo. Tradução e prefácio de Lindolfo Weingärtner. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1987, p. 77-78.