Orixás e Seus Mistérios

Orixás e Seus Mistérios Buscamos trazer para nossos seguidores historias e lendas sobre as divindades yorubas, buscando trazer ensinamentos reflexao e conteudos para todos
Àse

Do Òrun ao Àiyé

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26/05/2021

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Abawo
Atotô
Senhor da terra e da vida.O orixá quente e grande importância no culto aos orixás.Temido por muitos e respeitado por todos, nele temos a presença da doença e da cura.Divindade que através das suas palhas, esconde a beleza de homem, as vezes jovem, as vezes velho.Sua denominação varia no Brasil dependendo do estar. Aqui no Rio Grande do Sul, conhecemos ele como Xapanã (Soponna);por influência dos povos jejê no Rio Grande do Sul. Obaluaiyê pelo povo Nagô do nordeste e outros estados do Brasil.
Autor do texto:
Enugbarijo🗝️

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26/05/2021

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"O Respeito não se adquire no grito,a admiração não se conquista com autoridade e a confiança não se ganha com discursos, porque o respeito é para quem sabe dialogar, a admiração é para quem não discursa hipocrisia."
Que Oyá e Xangô abençoem todos nesta linda e abençoada terça-feira🙌🏾
Enugbarijo🔑

Autor do texto ()

25/05/2021

Bom dia pessoal vamos conferir a nova pagina que vem com muito conteúdo pra vcs.

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Enugbarijo
Na tradição africana é o momento em que Exu fala em nome de todos, a boca coletiva da

01/04/2020

Àse...

O SIGNIFICADO DO ADOXU Na Iniciação (de santo) Òsù (adoxé, Adoxu) é um amalgamado de substâncias secretas, algumas in-na...
16/03/2020

O SIGNIFICADO DO ADOXU


Na Iniciação (de santo) Òsù (adoxé, Adoxu) é um amalgamado de substâncias secretas, algumas in-natura, outras secas, algumas torradas mas tudo isto reduzidos a pó, este conhecido como iye. Ele serve de veículo para transmitir o axé do Orixá a ser consagrado no futuro iniciado dentro do Candomblé de Nação (culto ao Orixá).
O òsù será formado pelos elementos constitutivos e carrega não somente o àse mas a individualização de cada Orixá, sendo assim há uma expressiva diferença entre os òsù, cada qual leva suas substâncias distintas e específ**as, ou seja, um diferente do outro. É a preparação mística de uma base apta a receber o Òrìsà. Tutelar quando ele manifestar-se no iniciado. Para que possa veicular o àse pretendido, deve ser consagrado ritualisticamente em um odo (almofariz/pilão) devidamente preparado para este tipo de cerimônia.
O almofariz, onde os remédios e elementos sagrados são triturados é considerado um objeto sagrado feito ap***s com determinados tipos de madeira. Simboliza as duas forças fundamentais: o almofariz representa o pólo feminino , enquanto o pilão representa o pólo masculino. O que se obtém destes dois é o terceiro elemento "O elemento criado, o elemento procriado". O ritual para o preparo do òsù, onde são recitados a cerimônia adúrà (rezas) são de competência única e exclusiva dos Babalòrìsà, Ìyálòrìsà , Ìyálàse e Òsùpin.
Em determinado estágio da iniciação, a Ìyálàse transfere esta massa do almofariz e a fixa em formato cônico, sobre o crânio raspado do noviço, mais especif**amente em um pequeno corte ritualístico denominado de gbéré, por intermédio de um ciclo ritual que culmina quando esta profere algumas palavras, afim de consagrar o òsù.
Estas palavras são conhecidas como ofò. Uma vez sacralizado corretamente e por quem de direito, o òsù fortalece o àse do Orixá consagrado no iniciado e este passa ser chamado de Adòsù. O denominação Adosu (Adoxu) , resulta na forma contraída das palavras: A – dá – òsù, o que poderíamos interpretar como: "Aquele que carrega o òsù" ou "O Portador do òsù".
De suma importante lembrar, que a gramática Yoruba na prática de sua linguagem é comum usar o sinal diacrítico o "apóstrofo". Consiste em que, se numa mesma frase a palavra termina com uma vogal e a palavra seguinte começa com uma vogal, uma destas duas vogais sofre supressão, então duas ou mais palavras tornam-se ap***s uma.
O Adósù é um símbolo de submissão ao grande Aláàfin (o soberano da cidade de Òyó). Os seus seguidores, portam este tufo de cabelo, que situa-se no alto da cabeça para que todos possam visualizar, o mesmo ocorre com os iniciados que carregam este símbolo para que sejam reconhecidos como os seguidores e submissos de Sàngó em território Yorùbá, sabe-se que é um dos símbolos mais importantes e sagrados para os iniciados desta divindade, origem Yorùbá.

Mais Sobre O Adósù. (Adoxu)

A galinha de Angola, chamada Etun ou Konkém no Candomblé; ela é o maior símbolo de individualização e representa a própria iniciação. A Etun é adoxu (adosú), ou seja, é feita nos mistérios do Orisá. Ela já nasce com Odosù, por isso se relaciona com o começo e com o fim, com a vida e a morte, por isso está no Bori e no Asésê.

Kelê O kelê é um colar que representa a existência do Òrisá na pessoa, ele é o símbolo de aliança com a divindade.O kele...
16/03/2020

Kelê

O kelê é um colar que representa a existência do Òrisá na pessoa, ele é o símbolo de aliança com a divindade.
O kele tem a mesma importância do cordão umbilical,pois o cordão umbilical desempenha um papel essencial na gestação do feto,é algo que precisa ser protegido, não deve ser visto pelos outros e ap***s o sacerdote poderá tocá-lo.
O kelé também dizia os antigos, protegia e acompanhava o resguardo desse filho e caso ele quebrasse algum fio ou estourasse, poderia ser porque o filho quebrou alguma ewó (quizila) ou alguma energia muito ruim pelo qual o Iyawo passou e foi protegido.
O ilá trazido pelo òrisá do noviço na "queda do Kelé" nunca será mudado, independente do tempo de santo ou mudanças de casa (asé ) pelo Iyawo.
Por isso,quando perguntamos ao oráculo se uma pessoa tem cargo ou missão espiritual,e responde Ejonile (8) ou Iká (14),é poque essa pessoa tem cargo de herança,recebeu o cargo através do cordão umbilical,e todo o seu processo de iniciação deve começar com os ancestrais,pois ela não tem cabeça de Iyawo.
É através do cordão umbilical que o ancestral repassa ao herdeiro escolhido,o cargo,a missão e o seu Asé.
E o òrisà através do kele,estabelece uma ligação simbiótica com o iniciado,uma troca onde um deve sentir a energia do outro,de modo a se tornarem uma energia única.
Geralmente são 21 contas,7 firmas e 16 fios ou pernas.
As 21 contas,são referentes aos dias de reclusão do neófito,onde ele permanece no rounkó.
Os 16 fios,são referentes aos 16 odus do Èrindilògún,que determinam o òrisá e o destino do neófito na vida.
As 7 firmas,são em alusão ao tempo de aprendizado,até o neófito alcançar a maior idade,e passar a condição de Egbomi.
Por isso,quando se tira o kele do Iyawo,ele deve ser colocado sobre o Igbá do òrisá.

Crédito Baba Omobinã

NGOMBO - JOGO ADIVINHATÓRIO DOS POVOS BANTU!!O verdadeiro jogo de adivinhação da cultura Bantu se chama Ngombo e tem com...
16/03/2020

NGOMBO - JOGO ADIVINHATÓRIO DOS POVOS BANTU!!

O verdadeiro jogo de adivinhação da cultura Bantu se chama Ngombo e tem como seu Deus da adivinhação Nkukua Lunga, entretanto não existe um só tipo de Ngombo, citarei abaixo algumas formas de Ngombo, do culto Ngola Kongo Bantu.
Deixo claro que a prática do Ngombo que me refiro neste texto não veio e não é praticado no Brasil, a finalidade da matéria é a divulgação dos costumes e tradições religiosas do povo bantu, na qual acho importante sua menção, independente se essas práticas se tornaram ou não tradição em nosso país.
NGOMBO IA SISUKA – realizado em um cesto de nome KASANA, feito com folhas de palmeira, onde diversos símbolos feitos com ossos e patas de animais, figuras de madeira denominadas de MAAMBA (representação de espíritos ancestrais), uma espécie de botões, artefatos de couro enfeitados com búzios, etc.... , que são lançados sobre uma esteira de folhas de palmeira denominada KISANA.
NGOMBO IA TIZUKA ou MWISHI – onde é utilizado um cabo de enxada ou de machado ou mesmo a mão de um pilão, que são rolados sobre uma porção de areia para obtenção das respostas positivas ou negativas as perguntas que são feitas.
NGOMBO IA SISALO – uma espécie de haste de madeira onde são entalhados determinados símbolos, que em acordo com a posição frontal que f**am podem ser interpretados.
NGOMBO IA LIZUKA – realizado com dois pequenos bastões de madeira que são rolados sobre a areia, em resposta às perguntas positivas ou negativas e quando suas trajetórias se travam, a resposta é considerada conseguida, um sistema quase idêntico ao NGOMBO ia TIZUKA.
NGOMBO IA KATWA – feito com pequenas cabaças, que de acordo com a posição que f**am depois de lançadas ao chão sobre uma fina esteira, indicam respostas às perguntas realizadas.
NGOMBO IA LUSANGU - as respostas são obtidas através do agito de uma espécie de chocalho de madeira.
NGOMO IA MALIYA – espécie de uma estatueta de madeira que recebe um espelho no ventre, muito utilizada para representar o NKISI NKONDI dos povos do territórios dos MAKONDI, onde o feiticeiro ou olhador do NGOMBO recebe o nome de MUKANGA.
NGOMBO IA KAKUKA – as respostas são produzidas por uma estatueta de madeira toda entalhada com símbolos das MAAMBA que representa os ancestrais tribais, sendo uma das mais antigas formas divinatórias bantu.
NGOMBO IA MBINGÁ – adivinhação realizada com um pequeno pêndulo feito com chifre de búfalo, colocado a uma pequena distância de um painel riscado sobre a areia ou mesmo entalhado em madeira, onde os símbolos indicam as interpretações às perguntas.
NGOMGO IA MUINÁ – feito com peças esculpidas em chifre de búfalo, ITEKE (espécie de amuleto), MUKOTO (casco de alguns moluscos), MAKEZU (espécie de ogbi), DIDATÁ (semente espécie de orogbo), pequenas estatuetas de madeira chamadas de HOMBE e peças de couro adornadas com um tipo de botão e algumas vezes com búzios.
A divindade das práticas divinatórias dos povos de origem Bantu Kongo Ngola, chama-se N’KUKUA LUNGA, pertence ao grupamento das divindades dos cultos de MPANGU BAKURO (divindades ancestrais ligadas aos princípios da cosmogenia segundo visão dos BAKWE, THOKWE, BAKONGO e de algumas ramif**ações KASANJI).
Está intimamente ligada ao culto de uma divindade pouco conhecida aqui no Brasil denominada de MUKISI MAVU ( divindade geradora do barro ), portanto, seu MBENGE (assentamento) deve ser envultado no barro, recebendo folhas, sementes, pós rituais, cereais, favas, etc... tendo ritual próprio para o sacrifício de alguns animais.
A imantação das peças símbolos dos JINGOMBO, é realizada com obrigações ritualísticas apropriadas que nem sempre exigem sacrifícios animais, mas indispensável é a preparação de pós ritualísticos que recebem além de alguns mineirais, favas, pós de folhas, pós de algumas p***s torradas (KISALA), pembas, etc, ocasião em que são entoados alguns JINGOROSI.
Para que as práticas divinatórias se realizem, também é assentado um PAMBU NJILA que também é envultado em barro (argila) impregnada com várias substâncias apropriadas folhas, favas, pós rituais, etc... e sacrifícios animais.
Tanto o MBENGE (Assentamento) de NKUKUA LUNGA como de PAMBU NJILA, não recebem simbologias feitas em nenhum tipo de metal, uma vez que seus cultos antecedem a descoberta do ferro, seus cultos são milenares.

Nguzu Kandandu
(Forte abraço)

Tata Kiretauã

Fonte:
http://m.tatakiretaua.webnode.com.br/materias/ngombo-jogo-adivinhatorio-dos-povos-bantu-/

Odun e ObrigaçõesDepois de sua feitura o yawô ainda terá uma longa caminhada de aprendizagem até se tornar um egbome. To...
15/03/2020

Odun e Obrigações

Depois de sua feitura o yawô ainda terá uma longa caminhada de aprendizagem até se tornar um egbome. Todos os anos, após a sua data de renascimento, o yawô terá que renovar os seus laços perante o orixá. Essas obrigações não poderam ser adiantadas em nenhuma hipótese porque dizem os mais velhos que você estará adiantando o seu encontro com Iku.
A seguir falaremos um pouco sobre essas obrigações:

☆ ODUN KINI: Nesse primeiro ano de iniciado o yawô reforçará os laços com o seu orixá oferecendo ebós e comidas.

☆ ODUN ITA: Nesse momento o yawô irá pagar seu 3 ano de feito. Nessa obrigação poderá ser oferecido um ebó, comidas e até um animal de 4 patas para o orixá. Poderá se fazer uma festa para que o orixá dê seu rum. Em algumas casas, quando você paga 3 anos o segundo orixá da pessoa vem ao salão dar seu rum e ser apresentado.

☆ ODUN EJÉ: Essa é a tão esperada obrigação de 7 anos, aonde o yawô depois de tanto ouvir e aprender vai se tornar um Egbomi de sua casa ou até mesmo poderá ganhar um Oyê(cargo) para designar. Ele irá ganhar seu deká(cuia que contém objetos sagrados) e agora vai aprender os fundamentos para fundar seu próprio ilê e iniciar seus próprios filhos. Em algumas casas você só poderá fundar o seu ilê após os 14 anos pagos pois durante esse período entre 7/14 anos você não irá mais virar nos orôs e assim irá aprender os fundamentos do ronkó e de todo o ilê.

☆ ODUN IKA: Nessa obrigação de 14 anos o Egbomi irá renovar os seus votos perante aos orixás e vai oferecer ebós e comidas ao ori e ao orixá da sua cabeça.

☆ ODU OKANLELOGUN: Chegamos a última obrigação, a de 21 anos. Nesse momento o Egbomi irá se tornar um Mokotono de santo, um termo que os mais antigos usavam para falar sobre aqueles que são mais velhos e sábios. Um Mokotono tem o respeito de toda a sociedade porque o orixá dele já passou por todos os atos e obrigações. Todos os orixás e pessoas mais novas de santo, mesmo que babalorixás e yalorixás, deveram respeitar essa pessoa.

Após essas obrigações feitas, essa pessoa só deverá oferecer ebós e comidas ao orixá quando ele pedir.

Asé ô 🙏

Texto:

O PRIVILÉGIO DE LIMPAR O TERREIROÉ um privilégio participar da limpeza material do terreiro e de sua manutenção. Não há ...
14/03/2020

O PRIVILÉGIO DE LIMPAR O TERREIRO

É um privilégio participar da limpeza material do terreiro e de sua manutenção. Não há melhor maneira de demonstrar o carinho pela casa que faz parte e pela espiritualidade que o assiste.

Zelar pelo terreiro, com dedicação, é uma realmente uma oportunidade incrível de se aproximar dos guias e Orixás. Afinal, é ali que a espiritualidade exerce sua caridade. E para que uma gira possa acontecer, é preciso preparar a casa materialmente .

Quando há sujeira, desorganização e falta de cuidado, as energias negativas ganham residência. É importante para a assistência, ao chegar no terreiro, encontrar um local limpo, organizado, harmonizado. Isto já ajuda a torná-los mais receptivos às boas vibrações da espiritualidade.

As atividades que ninguém se dispõem a realizar possuem um valor especial. São difíceis, desagradáveis, trabalhosas, mas necessárias. É nelas que podemos fazer a diferença. Se você manter um olhar atento, sempre encontrará uma forma de contribuir.

Lamentavelmente, muitos só desejam comparecer nos momentos de gira, em rituais e cerimônias específ**as. Se falarmos para a pessoa “olha, vai ter um trabalho em tal dia, somente alguns foram convidados, gostaria da sua presença”, ela se envaidece toda e desmarca todos os compromissos que porventura tiver para aparecer no dia marcado.

No entanto, se mandar uma mensagem para todos do terreiro, sem distinção, pedindo para chegarem mais cedo para preparar o local da gira, poucos dispõem-se a tarefa. Sempre tem uma desculpa para não ajudar.

Limpar o seu terreiro é, acima de tudo, uma ótima oportunidade para exercitar a humildade. Lembre-se dos valores da caridade: ajudar sem esperar recompensas, nem plateia, nem mesmo gratidão.

Se você foi incumbido de realizar alguma tarefa dessa natureza, sinta-se honrado. Esta é uma atividade muito importante. E tenha certeza que os Orixás e Guias a tudo verão.

ORIGEM DOS GANTÓISAs origens do Terreiro do Gantois vêm do início do século XIX, quando escravas libertas fundaram o pri...
13/03/2020

ORIGEM DOS GANTÓIS

As origens do Terreiro do Gantois vêm do início do século XIX, quando escravas libertas fundaram o primeiro Terreiro Nagô do Brasil, que se chamou Ilê Axé Airá Intile, no bairro Barroquinha em Salvador-BA. Neste Ilê Axé, a mãe-de-santo Iyá Nassô veio iniciar na religião dos orisás. D. Maria Júlia da Conceição Nazareth, a fundadora do Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê : o Terreiro do Gantois. As terras onde esse templo seria edif**ado foram compradas do francês Sr. Gantois, pelo cônjuge de Maria Júlia, o africano Francisco Nazareth de Eta. Mãe Maria Júlia faleceu em 1910. Para continuar seu trabalho os orixás escolheram sua filha, Pulchéria Maria da Conceição, que chegou a ser conhecida na época como "Pulchéria, a grande", por causa de sua altivez e suas atitudes enérgicas. Ela faleceu em 1918 e o terreiro do Gantois passou a ser dirigido, por cerca de quatro anos, por Jacinto Marciano Nazareth, seu irmão. Em 1922, a sobrinha de Mãe Pulchéria, Maria Escolástica da Conceição Nazareth -- Mãe Menininha -, foi escolhida para assumir as funções de Iyalorixá do Terreiro. Por sua solidariedade, sabedoria, bondade e energia, Mãe Menininha do Gantois foi o mito da história desta religião. Inúmeras foram (e ainda são) as justas homenagens prestadas a essa deusa, que levou ao mundo inteiro a cultura de seus antepassados. Depois de Mãe Menininha, falecida em 13 de agosto de 1986, assumiu a direção do Terreiro do Gantois Cleusa Millet, sua filha mais velha. A missão de continuar o trabalho de um mito foi uma grandiosa tarefa para a Iyalorixá, que realizou ainda mais obras civis e sociais, engrandecendo a história dessa casa. Mãe Cleusa passou para o mundo do Orum recentemente, em 18 de outubro de 1998. Desde então o Gantois vem cumprindo o de luto de três anos. Durante este período, várias atividades sociais e religiosas da casa têm permanecido suspensas, principalmente as cerimônias abertas ao público. Só depois deste tempo é que a casa, que f**a no Alto do Gantois, no bairro da Federação, em Salvador, Bahia, voltará a realizar todas as suas funções.

Texto por:Zeno Millet


Grandes lembrançasPai Pérsio de Xangô-Táta Pérsio Pérsio Geraldo da Silva ( - São Paulo, 14 de dezembro de 2010) ou como...
12/03/2020

Grandes lembranças

Pai Pérsio de Xangô-Táta Pérsio

Pérsio Geraldo da Silva ( - São Paulo, 14 de dezembro de 2010) ou como era mais conhecido Tata Pércio de Xangô, babalorixá do Candomblé de São Paulo do Ilé Alákétu Asè Airá, localizado na Vila Batistini em São Bernardo do Campo.

O professor Reginaldo Prandi escreveu: "Pérsio de Xangô, que já morava em São Paulo com casa de umbanda, voltou à Bahia em 1965, onde se iniciou com Nézinho de Muritiba, sendo sua dofona de barco Tia Nilzete, filha carnal de Simpliciana, iyalorixá do Axé de Oxumarê, em Salvador. Em 1971, Pérsio iniciou Tonhão de Ogum, de quem mãe Rosinha foi a mãe-pequena. Seu Nézinho da Muritiba era o chefe do Terreiro do Portão de Muritiba, no Recôncavo, onde Mãe Rosinha de Xangô era mãe-pequena."

Após o falecimento de Nézinho de Muritiba, Tata Pérsio deu obrigação de 7 anos com Mãe Menininha, iyalorixá do Terreiro do Gantois, Salvador, Bahia.

Tatá Pérsio de Xangô faleceu na madrugada de 14 de dezembro de 2010 devido a problemas de diabetes, foi um dos mais importantes babalorixás do Candomblé de São Paulo, do Ilé Alákétu Asè Airá, localizado no bairro Batistini, em São Bernardo do Campo, na região do Grande ABC.

YÁ NASSÔ OKÁ E O PILÃO DE OSOGYANfamília de Asè  ,vamos fala hoje da cerimônia do Pilão de Osogíyán .A cerimônia do Pilã...
12/03/2020

YÁ NASSÔ OKÁ E O PILÃO DE OSOGYAN

família de Asè ,vamos fala hoje da cerimônia do Pilão de Osogíyán .
A cerimônia do Pilão de Osògíyán no Brasil-
Durante o Século XIX sob a liderança da Iyá Nasò Oká,originária de Oyó,inicia-se então o processo de reorganização de cultos,a partir de informações de vários sacerdotes e sacerdotisas africanas durante a diaspora no processo de escravidão negra ocorrido a partir do seculo XVI. Ela então,retorna a Africa e de lá traz consigo ,Bangbosé Obìtiko das longíquas terras de Ketu,onde então exerceu o papel de Babalawó,para que fosse estabelcido então, em terras brasileiras toda a reorganização e contexto das litúrgias africanas de origem.É fundado então no seculo XIX na Barroquinha, o Terreiro Iyá Omí Ayrá Intilé, Àse Iyá Naso Oká,que estabelece então todo o modelo de recriação do que se passou a ser conhecido,como "Candomblé" no Brasil.
Os ciclos festivos passado então a ser denominados de "Ajòdún" (Ciclo de festas anuais) de tradiçã Nagò/Yorubá,ganham liturgias e cerimônias próprias recriadas inicialmente no hoje connhecido Terreiro do Engenho Velho de Salvador,e que mais tarde,foram adotados pelos demais terreiros de cultos Nagò.
A cerimônia do "Pilão de Osògiyán" dá sequência então,ao ciclo das águas de Osáalá- Celebrando o ciclo de colheita dos inhames novos, aqui abaixo segue uma breve descrição da cerimônia dentro do seu contexto e aspecto externo: O pilão de Osòguian vem como sequencia das águas de Osáaala, é quando Osògíyán comemora a volta do pai a sua cidade, pois ele havia f**ado preso longos anos no palácio de Xangô.

São trazidos para o barracão os apetrechos de Osògíyán, destacam-se um banquinho branco e o pilão envoltos em um tecidos branco. No meio do barracão é colocado o banquinho e em cima dele o pilão, formando uma especie de altar coberto pelo Alá que já está estendido. Inicia-se a festa com um xirê para Osògíyán o qual se faz presente através dos filhos para ele iniciados dança à frente do pilão e comemora a volta de seu pai Orìsà Olùfón, as suas terras, e redime-se perante ele do erro cometido pelos súditos de Sangô. Alguns atoris são distribuídos a determinados membros,estes, por sua vez. Saem tocando os ombros dos presentes, relembrando a guerra ocorrida em Ejigbò; momento em que vários Orìsà se manifestam para participarem da alegria de Osáalá , chegando ao final da festa todos os Orìsá menos Sangò que leva o pilão de volta ao quarto de Osaálá.
Texto de Alexsandro Chagas e ọmọ Efón Carlos de Òṣògíyón.


Endereço

Rua Manoel Ezidoro Araujo
Florianópolis, SC
88080410

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