Casa De Apoio Engenho De Deus

Casa De Apoio Engenho De Deus Casa De Apoio Engenho De Deus Não quer dizer que o modo de viver seja necessariamente a rua”.

A Casa de Apoio Engenho de Deus é um projeto desenvolvido pela A Ação Social e Cultural Nossa Senhora Da Lapa que é uma Associação Civil, de direito privado, sem fins econômicos, de caráter beneficente, de assistência social, cultural, educacional e filantrópica, foi constituída em 09 de Maio de 1990, registrada no cartório de registro de pessoas jurídicas da comarca de Florianópolis, sob o nº 1.510, livro folha 177, Cartório Farias, possui sede e foro na rua Alberto Cavalheiro nº 238 – Ribeirão da Ilha – Florianópolis/SC - CEP 88064-670, inscrita no CNPJ sob nº 82.101.924/0001-49, com registros de Utilidade Pública Estadual Lei nº , Utilidade Pública Municipal Lei n 3.834 de 10 de Abril de 2013 e ainda no Conselho Municipal de Assistência Social de Florianópolis – CMAS sob nº 024/2015. Sposati (1987) afirma que “A vida na rua como modo de sobrevivência não deixa de compor uma das estratégias de resistência, da coragem de enfrentar a vida. Em consonância com a reflexão acima que a proposta de trabalho da Casa de Apoio Engenho de Deus para o ano de 2016, sustenta-se nas políticas sociais realizadas pela rede de atendimento da cidade de Florianópolis regida pelo Decreto N° 7,053 de 23 de dezembro de 2009 a Política Nacional para a população de rua que servirá para garantir a promoção dos direitos humanos, civis, políticos, econômicos e sociais. Mendes (2007) salienta as análises macrossociais e macroeconômicas como o desemprego, os reflexos da crise mundial, as mudanças estruturais da economia, a crise social provocada pelo crime organizado e o tráfico de dr**as e a ideologia neoliberal, entre outros, como fatores que explicam a existência de pessoas que se encontram fora do mercado formal de trabalho e que se utilizam do espaço público como local de moradia. A partir de uma trajetória de discussões sobre as reivindicações trazidas pelos movimentos representantes da população em situação de rua e demais segmentos da sociedade, desde a implementação da Política Nacional de Assistência Social – PNAS , a criação, em 2009, do documento que especifica sobre os serviços socioassistenciais que devem ser oferecidos especificamente para a população em situação de rua, na Proteção Social Especial (Serviço de Abordagem Social; Serviço e Centro Especializado para Pessoas em situação de Rua; Serviços de Acolhimento Institucional – abrigos e albergues). Também passou a ser garantido, pela Secretaria Nacional de Assistência Social, a partir de 2010, as orientações sobre a inclusão das pessoas em situação de rua no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, onde se deve buscar o Serviço de Abordagem/Centro POP para realizar o cadastro. O morador em situação de rua adulto ou necessitado tornou-se hoje em fenômeno comum aos olhos de quem anda pelo centro das grandes cidades, no Brasil estima-se que 80 mil pessoas estão em situação de rua e no mundo estima-se que 100 milhões de pessoas fazem das ruas o local de sobrevivência. Podemos considerar que a maioria é migrante do s**o masculino que passam por vários municípios em busca de melhores condições de sobrevivência, usuários de álcool e outras dr**as, jovem, na faixa etária de 30 a 40 anos, com baixa escolaridade. Sem capacitação profissional e educacional não conseguem espaço no mercado de trabalho. A realidade se expressa contraditória quando observamos que vivemos em uma sociedade que tem como base do seu existir, o movimento dialético visto através do trabalho e do desemprego, da riqueza e da miséria, da inclusão e da exclusão sociais. Este movimento dialético se evidencia de forma objetiva quando constatamos índices de violência, miséria e fome; e de forma subjetiva através do sentimento de não pertencimento social e do estar fora dos recursos que a sociedade possui para o crescimento pessoal do indivíduo, estabelecendo o binômio doença e trabalho, relacionado diretamente à vida das pessoas. O que move, na grande maioria das vezes, o morador de rua é a busca itinerante de um trabalho que lhe garanta a realização de seus sonhos. Demandando serviços de proteção especial de média e alta complexidade com o elemento importante de se garantir a equidade e a justiça social, conforme preconiza o SUAS. Com base nos argumentos colocados e das dificuldades expostas, se faz necessário à arrecadação de donativos e demais materiais para a manutenção da obra social a esse público, hoje a Casa de Apoio Engenho de Deus atende a 15 masculinos entre 18 e 60 anos, sendo sete destes subsidiados pela PMF, visto o crescimento da população de rua, e que nosso atendimento é único na região de Florianópolis.

Endereço

Servidão Joaquim Martins
Florianópolis, SC
88048000

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