O Ilé Asè Silé Iná Tuntun Ebgé Omo Torrundê/ Casa de Sinhá, gerenciada por Doté Balegunã, localizado na Cidade de Eunápolis, extremo sul da Bahia, nasce com vocação cultural, filantrópica, assistencialista em saúde física e mental, fomentador do saber em suas várias vertentes, espaço para diálogos, vivências, oficinas de dança, canto sacro africano, percussão, turbantes, penteados afros, estética negra e empoderamento negro, espaço para culinária Afro diaspórica e regido por estatuto específico, registrado em cartório e corpo diretivo. Filho Espiritual de Doté Giberewá ou simplesmente Pai Dari Mota de Paripe, do Ile Axé Torrudê Ajagun, médico de Salvador/Ba, que por sua vez é filho de mãe Alaíde de Logun Edé..." Ilukeran" in memorian... que foi a fundadora do Ilê Axé Ominaijexá, de Nova Brasília de Itapuã...
.. que era filha de santo de Miguel Grosso ou Deuandá, que era iniciado para Yemanjá Ogunté e não para Kitembú Muilo como muitos afirmam e pensam...que era filho de pai Olegário - que, por sua vez, foi iniciado por Pulchéria Maria da Conceição Nazaré ou simplesmente Mãe Pulchéria (Ya Yiguê), (1840-1918). Sendo que Miguel Grosso foi iniciado no espaço físico da Goméia... Onde seu Joaozinho cedeu o seu terreiro de candomblé ao Pai Olegário de Oxum, para iniciação de Miguel Arcanjo Paiva, conhecido por vários apelidos, Miguel de Tempo, Miguel Grosso e por seu Orunkó Deuandá de Yemanjá Ogunté, mesmo barco teve Miguel Fino de Oxossi, mãe criadora desse barco, foi Mãe Baratinha de Oxalá. Seu iniciador, Olegário de Oxum com Oxossi, excepcionalmente foi de um tempo, onde somente se aceitava iniciação em mulheres, mas mesmo assim ele foi consagrado ao orixá Oxum...
Partindo do principio que homens, não se apresentavam em púplico manifestado com o Orixá, pior ainda se o Orixá fosse feminino, daí surgiu o tabu que alguns Orixás Feminino em hipótese alguma poderia ser consagrado na cabeça de homens, ou um Yawo masculino, não poderia jamais ser iniciado para Yabás. Com o passar do tempo, os Sacerdotes foram rompendo tabus e preconceitos, criados pelas matriarcas do Candomblé do Brasil. Embora este tabu tenha sido quebrado pela primeira em nossa família de santo, por Mãe Pulchéria (Ya Yiguê), iniciando Pai Olegário, filiação essa que gera desconforto ainda hoje, afirmando que os humanos não escolhem os Orixás e sim, são escolhidos por eles, independentemente de cor, s**o ou credo. Mãe Alaíde de Logun "Ilúkeran" deu continuidade as suas obrigações religiosas com Mãe Bela Baiana de Azawany ou " Muxexebi da Roméa" que por sua vez era filha de Mãe Tança de Nanã " Ajuaci", ambas in memorian, que era descendente da Cacunda de Yayá ou axé kpo egi, como também era conhecido, e sendo Fundado por Gayaku Satu, em Cachoeira também na Bahia e posteriormente migrando para Salvador. Nossa família é conhecida como nagô-vodum e por isso com propriedade se iniciam orixás e voduns...