07/07/2025
HÁ 10 ANOS ATRÁS, UMA MENINA DE 11 ANOS LEVAVA UMA PEDRADA DE UM EVANGÉLICO, NO ROSTO, POR ESTAR PARAMENTADA ANDANDO NA RUA. CARTA DE UM EVANGÉLICO AOS SEUS PARES!
TODOS NÓS, EVANGÉLICOS,
APEDREJAMOS UMA MENINA
DE 11 ANOS.
"Não me levem a mal, mas essa história de que a agressão sofrida pela menina CANDOMBLECISTA de 11 anos, foi um caso isolado e que não devemos generalizar, se referindo à todos os evangélicos, é o mesmo que agredi-la mais uma e outra vez. Só que agora, dizendo que 'nós não temos nada a ver com isso!'.
Mas nós temos. E temis muito. Se sou evangélico, sou responsável. Se você é evangélico, você é responsável. Quem atirou aquela pedra fomos todos nós. Quem atirou aquela pedra foi cada uma das nossas Igrejas, que faz uma semana de sermões sobre a igreja perseguida (como se ap***s cristãos fossem perseguidos no mundo), mas se cala diante da demonização das religiões de Matriz Africana do nosso lado, na nossa vizinhança.
Quem atirou aquela pedra foi cada líder, cada Pastor, cada Ministério que vai fazer de conta que isso não aconteceu e no próximo domingo, vai pregar sobre qualquer coisa, gritar, exaltar, menos exortar os seus membros sobre o pecado do preconceito e da intolerância. Sobre a falta de amor com quem é diferenciado de nós. Vai cobrar o dízimo como nunca, porque 'Deus' precisa do nosso dinheiro, embora não tenhamos nem o que comer em casa, por vezes. Uma boa parte dos evangélicos já caiu em si.
Porque nossa cultura evangélica é arrogante e presunçosa, à revelia das boas convivências, familiares e afetivas, que às vezes resistem às diferenças religiosas. Rejeitamos até um filho diferenciado de nossas crenças. Das nossas escolas dominicais aos nossos sermões, passando pelos nossos seminários e missões, em tudo que temos feito permanece a desqualificação da religião do outro.
Nós apedrejamos uma menina de 11 anos. Isso não é um fato isolado não. Isso é prática recorrente e nós sabemos muito bem disso. Somos incentivados como os próprios soldados de Cristo. Mas o Cristo nunca teve um exército bélico, mas de amor e tolerância.
Então, se nós não queremos apedrejá-la novamente, nós temos que reconhecer que nossa índole de tolerância é na verdade, intolerante, excludente, competitiva, maldosa. Esse nosso evangelho tem negado o Evangelho. Nós deveríamos lavar os pés desta menina. Deveríamos lhe pedir publicamente perdão, abraçá-la, expor a solidariedade. Porque até agora, o que tem sido um caso isolado, é o pedido de perdão e a solidariedade com as pessoas de religião de Matriz Africana e outras. As agressões e o preconceito, sejamos sinceros, tem sido sim generalizados. Que Deus nos perdoe pela covardia."
(A.D.)