02/01/2026
Antes da virada do ano, me perguntaram qual seria o Orixá regente de 2026. Buscaram listas, previsões, cores e números, como se o destino inteiro pudesse ser entregue às mãos de fora.
Eu sempre respondi o mesmo.
A verdade mais profunda — aquela que a ancestralidade nunca escondeu — é simples e direta: o Orixá regente da minha vida é o meu Ori.
Ori é a minha cabeça, a minha consciência, o acordo firmado antes mesmo de pisar neste chão. É ali que a direção se organiza.
Nenhum Orixá caminha por mim se o meu Ori estiver em desordem, entregue ao medo, à culpa e à repetição dos mesmos erros.
Os Orixás sustentam, orientam e fortalecem… mas a decisão é minha.
Quem governa o meu destino é o meu Ori.
E com a proteção de Ogum, Oyá, Odé e Iemanjá,
meu destino se cumpre de acordo com aquilo que escolhi —
e com aquilo que sigo escolhendo.
Entrar em 2026 é assumir responsabilidade pelo que penso, pelo que falo e pelo que alimento no coração.
Não adianta pedir caminho aberto se os pés insistem em voltar ao mesmo lugar.
Não adianta clamar por proteção se as escolhas continuam ferindo o próprio destino.
Nada acontece solto.
Nada vem sem raiz.
Tudo responde ao que se faz.
Tudo é ação e consequência.
Que este novo ciclo seja compromisso com o meu Ori:
cuidar da mente, honrar a própria história, corrigir rotas e agir com consciência.
Quando o Ori está alinhado, a força caminha junto.
Quando o Ori desperta, o destino responde.
Exu à frente, guiando, organizando e abrindo todos os caminhos. ♥️🌀🗝️