22/11/2022
Novamente, mais uma resposta que se encontra na introdução do Evangelho Segundo o Espiritismo.
“FARISEUS – [...] Os fariseus tinham um papel ativo nas discussões religiosas e cumpriam rigorosamente as práticas exteriores do culto e das cerimônias. Possuíam um fanatismo muito grande pelo partidarismo e eram inimigos dos inovadores. Fingiam ter uma grande severidade de princípios e, sob as aparências de uma devoção meticulosa, escondiam costumes corruptos, muito orgulho e, acima de tudo, um desejo excessivo de dominação. Para eles, a religião era mais um meio de vencer na vida do que uma manifestação de fé sincera. Não possuíam virtudes, ap***s aparentavam e ostentavam possuí-las. Ainda assim, exerciam grande influência sobre o povo, aos olhos do qual passavam por santas criaturas. Eis por que eram tão poderosos em Jerusalém.
Acreditavam ou, pelo menos, diziam acreditar em Deus, na imortalidade da alma, nas p***s eternas e na ressurreição dos mortos. Jesus ensinava a simplicidade e as qualidades do coração, e quando se referia ao que estava escrito na Lei, preferia sempre “o Espírito que vivifica, ao invés da letra que mata”*. Por isso, empenhou-se, durante toda Sua missão, em desmascarar a hipocrisia dos fariseus e, em consequência, transformou-os em inimigos enfurecidos. Foi por essa razão que os fariseus se uniram com os príncipes dos sacerdotes, para amotinar o povo contra Jesus e crucifica-lo”
*O Espírito que vivifica, ao invés da letra que mata – O Espírito que vivifica representa o Espírito imortal, aquele que vai acumulando ensinamentos e qualidades ao longo do tempo; a letra que mata fazia alusão aos fariseus que, apesar de conhecerem as Leis, não as seguiam corretamente e, por consequência, não teriam paz.