29/07/2024
Um dos maiores desafios que temos como cristãos é viver neste mundo sem sermos influenciados pela "Babilônia" atual. O livro de Daniel nos conta a história de quatro jovens que foram levados cativos pelo rei Nabucodonosor na sua primeira invasão ao reino de Judá, a saber: Daniel, Hananias, Misael e Azarias. O objetivo do rei era treiná-los em sua cultura e língua para que desempenhassem funções importantes em seu reino, visto que eles eram jovens escolhidos por suas qualidades, pois eram jovens formosos de aparência e instruídos em toda sabedoria (Dn 1:4). Podemos ver que os jovens desde o início se manteram fiéis a Deus, mesmo sendo pressionados pela cultura da nova cidade, pois estavam preparados espiritualmente e estavam convictos em seus corações daquilo que aprenderam das escrituras em Jerusalém. Daniel se destaca ao interpretar um sonho do rei, o que faz com que ele receba o cargo de governador de toda a província, assim como os seus três amigos são constituídos sobre cargos importantes (Dn 2:48-49). Vemos que nem mesmo isso fez com que eles diminuíssem sua devoção a Deus, e quando foram desafiados a negarem a sua fé se dobrando a estátua que o rei levantou, preferiram arriscar à morte do que abandonar seu Deus. Daniel também preferiu a cova dos leões ao ser confrontado por um edito do rei, em que seria impedido de orar a Deus. No entanto podemos ver que de tudo isso Deus os livrou com mão poderosa, fazendo com que eles experimentassem o sobrenatural sobre suas vidas.
Podemos aprender com esses jovens que podemos superar o desafio de viver na Babilônia, mantendo nossa fidelidade à Deus e guardando a sua palavra, assim como diz o salmista: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.” (Sl 119:11), e lembrando que do que Jesus nos disse que nós somos o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5:13-16). Podemos atuar no mundo secular de forma que glorifiquemos a Deus, em nosso trabalho, escola, faculdade etc. sem que cedamos as sutilezas que são nos apresentadas diariamente com o objetivo de nos afastar de Deus, mas assumindo nosso papel como testemunhas de Jesus, influenciando e não sendo influenciados.