Diocese de Erexim

Diocese de Erexim Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Diocese de Erexim, Organização religiosa, Avenida 7 de Setembro, 1251, Erechim.

Proximidade do Natal reúne Igrejas EcumênicasComo vem acontecendo há quase 20 anos, luteranos, católicos, anglicanos e l...
20/12/2018

Proximidade do Natal reúne Igrejas Ecumênicas

Como vem acontecendo há quase 20 anos, luteranos, católicos, anglicanos e luteranos sinodais participaram de encontro ecumênico, presidido por pastores, pastora, reverendo e padres, na noite desta quarta-feira, 19, na Catedral São José.
O encontro teve a presença especial do Coral N. Sra. de Fátima, regido pelo Pe. José Carlos Sala, e do Grupo de Cantos da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Sinodal, Pastora Etienne Cibele Mittanck.
A motivação inicial ressaltou que com jeitos diferentes de rezar e celebrar, as mencionadas Igrejas estavam reunidas no que é mais importante, em nome da Trindade Santa, na Palavra de Deus e no Batismo.
No final da celebração, uma família levou uma manjedoura até o presépio em construção na Catedral, com o número 100, em referência ao centenário da Paróquia.
A homilia esteve a cargo do Pe. Jean Carlos Demboski, vigário paroquial da Catedral São José. Comentando as leituras proclamadas da profecia de Miqueias, da Carta aos Hebreus e do Evangelho de São Lucas, que contava a visita de Maria a Isabel, ressaltou que Cristo nasce entre os pobres e convidou a todos a se perguntarem se hoje se reconhece a salvação em Cristo que veio cumprir a vontade divina. Situou a época do profeta Miqueias, cuja profecia é idêntica à de Isaias, como um tempo difícil, com corrupção das lideranças, idolatria cultivada pelos falsos profetas, empobrecimento do povo, perguntando se a situação de hoje é diferente. Referiu que os textos bíblicos falam da vida nova que nasce de duas mulheres, Isabel e Maria. Apontam para o novo exercício do poder, com justiça para os pobres, que proclamam as maravilhas de Deus. Destacou que a sociedade de hoje vive o segregacionismo – coloca as crianças em creches, os idosos em asilos, os delinquentes nas prisões, os toxicodependentes em isolamento e experimenta uma falsa segurança. Disse que para se ter a experiência da alegria do Natal, é necessário viver o amor verdadeiro, transformar a vida e realizar o que Deus quer. Citou a seguinte afirmação do Papa Francisco em sua alocução na audiência geral das quartas-feiras neste dia: “Natal inaugura uma época nova, onde a vida não se programa, mas se doa; onde não se vive para si, na base dos próprios gostos, mas para Deus; e com Deus, porque do Natal Deus é o Deus conosco, que vive conosco, que caminha conosco. Viver o Natal é deixar-se sacudir pela sua surpreendente novidade. O Natal de Jesus não oferece o calor reconfortante da lareira, mas o arrepio divino que sacode a história. Natal é a revanche da humildade sobre a arrogância, da simplicidade sobre a abundância, do silêncio sobre o tumulto, da oração sobre “meu tempo”, de Deus sobre meu eu.”

As bem-aventuranças do político na mensagem do Papa para o Dia Mundial da PazNa manhã desta terça-feira, a Secretaria de...
18/12/2018

As bem-aventuranças do político na mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz

Na manhã desta terça-feira, a Secretaria de Comunicação da Santa Sé divulgou a mensagem do Papa Francisco para o 52º Dia Mundial da Paz, em primeiro de janeiro. Ele a inicia lembrando que Jesus enviou os discípulos recomendando-lhes que ao chegar à casa das pessoas lhes transmitissem a paz, dizendo “paz a esta casa”. Casa que é cada família, cada comunidade, cada país, cada continente, na sua singularidade e história; antes de mais nada, é cada pessoa, sem distinção nem discriminação alguma. E é também a nossa «casa comum»: o planeta onde Deus nos colocou a morar e do qual somos chamados a cuidar com solicitude.
Na mensagem, Papa Francisco recorda as «bem-aventuranças do político», propostas por uma testemunha fiel do Evangelho, o Cardeal vietnamita Francisco Xavier Nguyen Van Thuan, falecido em 2002: Bem-aventurado o político que tem uma alta noção e uma profunda consciência do seu papel. Bem-aventurado o político de cuja pessoa irradia a credibilidade. Bem-aventurado o político que trabalha para o bem comum e não para os próprios interesses. Bem-aventurado o político que permanece fielmente coerente. Bem-aventurado o político que realiza a unidade. Bem-aventurado o político que está comprometido na realização duma mudança radical. Bem-aventurado o político que sabe escutar. Bem-aventurado o político que não tem medo.
Em seu documento, o Papa menciona os vícios da política, observa que a verdadeira política promove a participação dos jovens e o respeito ao outro. Recorda os 100 da primeira guerra mundial e exorta a nunca se admitir a guerra e nem a estratégia do medo. Pede o empenho de todos para um grande projeto de paz.
-----------------------------------.
Mensagem do Papa Francisco para o 52º Dia Mundial da Paz
1º de janeiro de 2019
A boa política está ao serviço da paz
1. «A paz esteja nesta casa!»
Jesus, ao enviar em missão os seus discípulos, disse-lhes: «Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: “A paz esteja nesta casa!” E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós» (Lc 10, 5-6).
Oferecer a paz está no coração da missão dos discípulos de Cristo. E esta oferta é feita a todos os homens e mulheres que, no meio dos dramas e violências da história humana, esperam na paz.[1] A «casa», de que fala Jesus, é cada família, cada comunidade, cada país, cada continente, na sua singularidade e história; antes de mais nada, é cada pessoa, sem distinção nem discriminação alguma. E é também a nossa «casa comum»: o planeta onde Deus nos colocou a morar e do qual somos chamados a cuidar com solicitude.
Eis, pois, os meus votos no início do novo ano: «A paz esteja nesta casa!»
2. O desafio da boa política
A paz parece-se com a esperança de que fala o poeta Carlos Péguy;[2] é como uma flor frágil, que procura desabrochar por entre as pedras da violência. Como sabemos, a busca do poder a todo o custo leva a abusos e injustiças. A política é um meio fundamental para construir a cidadania e as obras do homem, mas, quando aqueles que a exercem não a vivem como serviço à coletividade humana, pode tornar-se instrumento de opressão, marginalização e até destruição.
«Se alguém quiser ser o primeiro – diz Jesus – há de ser o último de todos e o servo de todos» (Mc 9, 35). Como assinalava o Papa São Paulo VI, «tomar a sério a política, nos seus diversos níveis – local, regional, nacional e mundial – é afirmar o dever do homem, de todos os homens, de reconhecerem a realidade concreta e o valor da liberdade de escolha que lhes é proporcionada, para procurarem realizar juntos o bem da cidade, da nação e da humanidade».[3]
Com efeito, a função e a responsabilidade política constituem um desafio permanente para todos aqueles que recebem o mandato de servir o seu país, proteger as pessoas que habitam nele e trabalhar para criar as condições dum futuro digno e justo. Se for implementada no respeito fundamental pela vida, a liberdade e a dignidade das pessoas, a política pode tornar-se verdadeiramente uma forma eminente de caridade.
3. Caridade e virtudes humanas para uma política ao serviço dos direitos humanos e da paz
O Papa Bento XVI recordava que «todo o cristão é chamado a esta caridade, conforme a sua vocação e segundo as possibilidades que tem de incidência na pólis. (…) Quando o empenho pelo bem comum é animado pela caridade, tem uma valência superior à do empenho simplesmente secular e político. (…) A ação do homem sobre a terra, quando é inspirada e sustentada pela caridade, contribui para a edif**ação daquela cidade universal de Deus que é a meta para onde caminha a história da família humana».[4] Trata-se de um programa no qual se podem reconhecer todos os políticos, de qualquer afiliação cultural ou religiosa, que desejam trabalhar juntos para o bem da família humana, praticando as virtudes humanas que subjazem a uma boa ação política: a justiça, a equidade, o respeito mútuo, a sinceridade, a honestidade, a fidelidade.
A propósito, vale a pena recordar as «bem-aventuranças do político», propostas por uma testemunha fiel do Evangelho, o Cardeal vietnamita Francisco Xavier Nguyen Van Thuan, falecido em 2002:
Bem-aventurado o político que tem uma alta noção e uma profunda consciência do seu papel.
Bem-aventurado o político de cuja pessoa irradia a credibilidade.
Bem-aventurado o político que trabalha para o bem comum e não para os próprios interesses.
Bem-aventurado o político que permanece fielmente coerente.
Bem-aventurado o político que realiza a unidade.
Bem-aventurado o político que está comprometido na realização duma mudança radical.
Bem-aventurado o político que sabe escutar.
Bem-aventurado o político que não tem medo.[5]
Cada renovação nos cargos eletivos, cada período eleitoral, cada etapa da vida pública constitui uma oportunidade para voltar à fonte e às referências que inspiram a justiça e o direito. Duma coisa temos a certeza: a boa política está ao serviço da paz; respeita e promove os direitos humanos fundamentais, que são igualmente deveres recíprocos, para que se teça um vínculo de confiança e gratidão entre as gerações do presente e as futuras.
4. Os vícios da política
A par das virtudes, não faltam infelizmente os vícios, mesmo na política, devidos quer à inépcia pessoal quer às distorções no meio ambiente e nas instituições. Para todos, está claro que os vícios da vida política tiram credibilidade aos sistemas dentro dos quais ela se realiza, bem como à autoridade, às decisões e à ação das pessoas que se lhe dedicam. Estes vícios, que enfraquecem o ideal duma vida democrática autêntica, são a vergonha da vida pública e colocam em perigo a paz social: a corrupção – nas suas múltiplas formas de apropriação indevida dos bens públicos ou de instrumentalização das pessoas –, a negação do direito, a falta de respeito pelas regras comunitárias, o enriquecimento ilegal, a justif**ação do poder pela força ou com o pretexto arbitrário da «razão de Estado», a tendência a perpetuar-se no poder, a xenofobia e o racismo, a recusa a cuidar da Terra, a exploração ilimitada dos recursos naturais em razão do lucro imediato, o desprezo daqueles que foram forçados ao exílio.
5. A boa política promove a participação dos jovens e a confiança no outro
Quando o exercício do poder político visa apenas salvaguardar os interesses de certos indivíduos privilegiados, o futuro f**a comprometido e os jovens podem ser tentados pela desconfiança, por se verem condenados a permanecer à margem da sociedade, sem possibilidades de participar num projeto para o futuro. Pelo contrário, quando a política se traduz, concretamente, no encorajamento dos talentos juvenis e das vocações que requerem a sua realização, a paz propaga-se nas consciências e nos rostos. Torna-se uma confiança dinâmica, que signif**a «fio-me de ti e creio contigo» na possibilidade de trabalharmos juntos pelo bem comum. Por isso, a política é a favor da paz, se se expressa no reconhecimento dos carismas e capacidades de cada pessoa. «Que há de mais belo que uma mão estendida? Esta foi querida por Deus para dar e receber. Deus não a quis para matar (cf. Gn 4, 1-16) ou fazer sofrer, mas para cuidar e ajudar a viver. Juntamente com o coração e a inteligência, pode, também a mão, tornar-se um instrumento de diálogo».[6]
Cada um pode contribuir com a própria pedra para a construção da casa comum. A vida política autêntica, que se funda no direito e num diálogo leal entre os sujeitos, renova-se com a convicção de que cada mulher, cada homem e cada geração encerram em si uma promessa que pode irradiar novas energias relacionais, intelectuais, culturais e espirituais. Uma tal confiança nunca é fácil de viver, porque as relações humanas são complexas. Nestes tempos, em particular, vivemos num clima de desconfiança que está enraizada no medo do outro ou do forasteiro, na ansiedade pela perda das próprias vantagens, e manifesta-se também, infelizmente, a nível político mediante atitudes de fechamento ou nacionalismos que colocam em questão aquela fraternidade de que o nosso mundo globalizado tanto precisa. Hoje, mais do que nunca, as nossas sociedades necessitam de «artesãos da paz» que possam ser autênticos mensageiros e testemunhas de Deus Pai, que quer o bem e a felicidade da família humana.
6. Não à guerra nem à estratégia do medo
Cem anos depois do fim da I Guerra Mundial, ao recordarmos os jovens mortos durante aqueles combates e as populações civis dilaceradas, experimentamos – hoje, ainda mais que ontem – a terrível lição das guerras fratricidas, isto é, que a paz não pode jamais reduzir-se ao mero equilíbrio das forças e do medo. Manter o outro sob ameaça signif**a reduzi-lo ao estado de objeto e negar a sua dignidade. Por esta razão, reiteramos que a escalada em termos de intimidação, bem como a proliferação descontrolada das armas são contrárias à moral e à busca duma verdadeira concórdia. O terror exercido sobre as pessoas mais vulneráveis contribui para o exílio de populações inteiras à procura duma terra de paz. Não são sustentáveis os discursos políticos que tendem a acusar os migrantes de todos os males e a privar os pobres da esperança. Ao contrário, deve-se reafirmar que a paz se baseia no respeito por toda a pessoa, independentemente da sua história, no respeito pelo direito e o bem comum, pela criação que nos foi confiada e pela riqueza moral transmitida pelas gerações passadas.
O nosso pensamento detém-se, ainda e de modo particular, nas crianças que vivem nas zonas atuais de conflito e em todos aqueles que se esforçam por que a sua vida e os seus direitos sejam protegidos. No mundo, uma em cada seis crianças sofre com a violência da guerra ou pelas suas consequências, quando não é requisitada para se tornar, ela própria, soldado ou refém dos grupos armados. O testemunho daqueles que trabalham para defender a dignidade e o respeito das crianças é extremamente precioso para o futuro da humanidade.
7. Um grande projeto de paz
Celebra-se, nestes dias, o septuagésimo aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada após a II Guerra Mundial. A este respeito, recordemos a observação do Papa São João XXIII: «Quando numa pessoa surge a consciência dos próprios direitos, nela nascerá forçosamente a consciência do dever: no titular de direitos, o dever de reclamar esses direitos, como expressão da sua dignidade; nos demais, o dever de reconhecer e respeitar tais direitos».[7]
Com efeito, a paz é fruto dum grande projeto político, que se baseia na responsabilidade mútua e na interdependência dos seres humanos. Mas é também um desafio que requer ser abraçado dia após dia. A paz é uma conversão do coração e da alma, sendo fácil reconhecer três dimensões indissociáveis desta paz interior e comunitária:
- a paz consigo mesmo, rejeitando a intransigência, a ira e a impaciência e – como aconselhava São Francisco de Sales – cultivando «um pouco de doçura para consigo mesmo», a fim de oferecer «um pouco de doçura aos outros»;
- a paz com o outro: o familiar, o amigo, o estrangeiro, o pobre, o atribulado..., tendo a ousadia do encontro, para ouvir a mensagem que traz consigo;
- a paz com a criação, descobrindo a grandeza do dom de Deus e a parte de responsabilidade que compete a cada um de nós, como habitante deste mundo, cidadão e ator do futuro.
A política da paz, que conhece bem as fragilidades humanas e delas se ocupa, pode sempre inspirar-se ao espírito do Magnif**at que Maria, Mãe de Cristo Salvador e Rainha da Paz, canta em nome de todos os homens: A «misericórdia [do Todo-Poderoso] estende-se de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes (...), lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre» (Lc 1, 50-55).
Vaticano, 8 de dezembro de 2018.
FRANCISCUS
________________________
[1] Cf. Lc 2, 14: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado».
[2] Cf. Le Porche du mystère de la deuxième vertu (Paris 1986).
[3] Carta ap. Octogesima adveniens (14/V/1971), 46.
[4] Carta enc. Caritas in veritate (29/V/2009), 7.
[5] Cf. «Discurso na Exposição-Encontro “Civitas” de Pádua»: Revista 30giorni (2002-nº 5).
[6] Bento XVI, Discurso às Autoridades do Benim (Cotonou, 19/XI/2011).
[7] Carta enc. Pacem in terris (11/IV/1963), 24 (44).

17/12/2018

Encontro Diocesano de Leigos, ocorrido no dia 25 de novembro.

Novo padre da Diocese de Erexim preside sua primeira missa em FaxinalzinhoPe. Edegar Passaglia, ordenado padre neste sáb...
17/12/2018

Novo padre da Diocese de Erexim preside sua primeira missa em Faxinalzinho

Pe. Edegar Passaglia, ordenado padre neste sábado por Dom José, presidiu sua primeira missa em sua comunidade natal, N. Sra. da Salete de Faxinalzinho, Paróquia de Benjamin Constant do Sul, na manhã deste domingo, com a participação de seus familiares, muitos outros conterrâneos, seminaristas da Diocese, vários jovens da Pastoral da Juventude e delegação da Paróquia São Cristóvão de Erechim, onde estava trabalhando como Diácono e continuará como vigário paroquial. A missa foi concelebrada por 5 padres da Diocese de Erexim, dois da de Chapecó e um da Arquidiocese de Passo Fundo, com a participação de um diácono, colegas do novo padre, seus professores e seu Pároco.
Pe. Cleocir Bonetti proferiu a homilia. Destacou três pontos. O primeiro, a partir das leituras do dia, 3º domingo do Advento, que convida à alegria pela proximidade do Senhor. Observou ser a alegria uma das características do novo padre. Diante das dificuldades e desafios, mantém-se sereno e otimista. Exortou-o a manter essa alegria e sempre sustentá-la no Cristo, razão da nossa alegria, seguindo a insistência do Papa Francisco de que o cristão não pode ser uma pessoa triste. O segundo ponto foi a partir do Evangelho, do testemunho humilde de João Batista, aquele que, no deserto, anuncia a vinda do Messias, de quem se diz indigno de desamarrar as correias das sandálias. Destacou ser a humildade outra característica do novo padre: um jovem simples, que valoriza as pessoas, a família. Recordou sua história de vida, suas lutas, enfrentamentos, sem perder a humildade. Também nisso exortou-o a manter-se humilde, fazer-se pequeno, servidor. No terceiro ponto, ressaltou um dos conselhos de João Batista, a partilha, um sinal da conversão. Disse João: “quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo”. A propósito, sugeriu aos presentes perguntar-se: o que devemos fazer para provar a conversão? Que sinais demonstram nossa conversão? Somos capazes de partilhar? Por fim, frisou que estamos vivendo um momento de expectativa pela vinda de Jesus e sugeriu a todos deixar-se surpreender por Deus. A partir do lema do Pe. Edegar, “em nome de Cristo, o Pão da vida”, recordou que o pobre menino colocado na manjedoura da gruta de Belém fez-se alimento, pão da vida, para a nossa caminhada. Alimentados por ele, ninguém perca a sensibilidade e nem seja indiferente diante das injustiças do mundo.
No final da missa, o novo Padre agradeceu a presença dos colegas, dos familiares, dos amigos e de toda a comunidade, motivou oração pelas vocações e invocou a bênção de Deus. (Com informações e fotos de Pe. Anderson Faenello, Pároco da Paróquia São Cristóvão de Erechim)

De Faxinalzinho, novo padre para a Diocese de Erexim Dom José presidiu missa de ordenação presbiteral do diácono Edegar ...
17/12/2018

De Faxinalzinho, novo padre para a Diocese de Erexim
Dom José presidiu missa de ordenação presbiteral do diácono Edegar Passaglia na igreja N. Sra. da Salete de Faxinalzinho, Paróquia São Roque de Benjamin Constant do Sul, na manhã escaldante deste sábado da segunda semana de Advento. A missa foi concelebrada por 38 padres da Diocese de Erexim, 2 da de Chapecó e um da Arquidiocese de Passo Fundo. Participaram muitas pessoas da comunidade local e vizinhas, dois diáconos permanentes, seminaristas da Diocese, religiosas, a comissão da Pastoral Vocacional, grupos da Paróquia São Cristóvão e São Pedro de Erechim e da Paróquia Imaculada Conceição de Getúlio Vargas, onde o novo padre exerceu trabalhos pastorais, com a animação da música e do canto do Pe. José Carlos Sala e equipe.
Depois da proclamação do Evangelho, o Reitor do Seminário Maior São José, Pe. Clair Favreto, chamou o Diácono Edegar para se aproximar do Bispo, a quem disse que a Igreja pedia que o ordenasse padre. Como assegurasse que estava devidamente preparado, Dom José declarou-o aceito para a ordenação solicitada, passando para a homilia.
No início de sua reflexão, Dom José lembrou que Dom Girônimo Zanandréa e o Pe. Luiz Warken não estavam presentes por problemas de saúde. O Vigário Geral da Diocese, Pe. Cleocir Bonetti não estava por estar acompanhando o Pe. Luiz no Hospital São Vicente em Passo Fundo, do qual teria alta neste dia. Considerou a ordenação do Diácono Edegar como momento de esperança, fruto da vida de fé de uma comunidade e da ajuda de muitos benfeitores. Ela é possível depois de longo caminho de formação do ordenando, que receberia a nobre missão de santif**ar o povo no ministério sacerdotal. Lembrou a caminhada exigente do povo de Deus, especialmente do profeta Elias, a quem o Senhor ofereceu pão e água para prosseguir na caminhada. Ele espelha as desilusões familiares, profissionais, políticas e sociais do seu tempo. Deus lhe respondeu com um alimento assegurando-lhe que não o abandonava. Ressaltou que Deus se doa em seu próprio Filho, o Pão da vida, que o sacerdote consagra na Eucaristia para saciar a fome do povo de Deus e a sede do profundo do coração humano. Referiu-se ao lema do novo padre, “Em nome de Cristo, o Pão da vida”. Destacou que o sacerdote é chamado a celebrar o Santo Sacrifício eucarístico, a meditar constantemente sobre o seu signif**ado e a transformar sua vida numa Eucaristia, o que se manifesta no amor ao sacrifício cotidiano, sobretudo no cumprimento dos próprios deveres de estado. O amor à cruz, que é fonte de vida interior, conduz o sacerdote a tornar-se uma oferta agradável ao Pai por meio de Cristo.
Após a homilia, o Bispo introduziu o canto da ladainha de todos os santos, durante a qual o ordenando se prostrou em sinal de sua fragilidade humana e de sua confiança no poder de Deus. Passou aos momentos que caracterizou como signif**ativos em sua homilia: a imposição das mãos dele e dos sacerdotes concelebrantes sobre o ordenando, a Prece de Ordenação, a unção da palma das suas mãos com o óleo do Santo Crisma e a entrega a ele do pão e do vinho para a celebração eucarística.
No final da celebração, Dom José agradeceu ao Pároco pela preparação das comunidades para a ordenação do novo padre; aos formadores dos seminários e a todos os padres da Diocese porque, por seu trabalho, motivam o surgimento de vocações nas famílias. Lembrou que a mãe do novo padre lhe confidenciou que muitas vezes rezou de joelhos pelo mesmo naquela igreja. Se a família sentiu alegria pelo nascimento dos filhos, a Diocese se sentia feliz por ter um deles como padre. Agradeceu às comunidades da Paróquia, aos benfeitores das vocações, às zeladoras das capelinhas e pediu que todos rezem pelos padres, conscientes de que vivem o divino de Deus e a fragilidade humana.
O coordenador da Pastoral Presbiteral, Pe. Dirceu Balestrin, Pároco de Aratiba, saudou o novo padre em nome do presbitério diocesano, desejando que viva no ministério a alegria, a disponibilidade, a humildade e outras virtudes que ele possui. Convidou o Pe. Jean Carlos Demboski, colega por 8 anos, a entregar-lhe algo que os padres lhe ofereciam.
Por fim, falou o próprio Pe. Edegar. Referiu-se ao seu lema, “em nome de Cristo, o Pão da vida". Manifestou confiar em Cristo e contar com os amigos e pessoas próximas para realizar sua missão. Expressou agradecimentos às comunidades onde trabalhou durante sua formação, à Pastoral da Juventude, à equipe vocacional, a Dom Girônimo que o acolheu para o Seminário, a Dom José que o acompanhou ultimamente e acabava de ordená-lo, à família, aos que rezam pelas vocações. Convidou a todos para sua primeira missa neste domingo em Faxinalzinho e na igreja São Cristóvão no próximo dia 21. Concluiu sua manifestação solicitando a todos a rezarem a oração pelas vocações recitada no primeiro domingo de cada mês nas celebrações das comunidades da Diocese.
-------------------.
Íntegra da homilia de Dom José
Ordenação Presbiteral do Diácono Edegar
Capela Nossa Senhora da Salete - Faxinalzinho
Lema: “Em nome de Cristo, o Pão da Vida” – (Jo 6,35).
15 de dezembro de 2018
Sob a proteção de Deus, o olhar e a ternura de Nossa Senhora da Salete, padroeira desta comunidade, saúdo o Vigário Geral da Diocese, Pe. Cleocir Bonetti; o Coordenador Diocesano de Pastoral, Pe. Maicon Malacarne; o Reitor do Seminário São José, Pe. Clair Favreto; o pároco desta Paróquia dedicada a São Roque, Pe. Mauro Parcianello, em nome do qual saúdo todos os sacerdotes concelebrantes, diáconos, religiosos, religiosas, seminaristas e autoridades civis aqui presentes.
Com alegria, saúdo e agradeço aos pais do Diácono Edegar, senhor Adão Passaglia e senhora Lourdes Cavrucov, por oferecerem um filho para servir o Senhor e a Igreja povo de Deus. Minha saudação se estende às irmãs, ao irmão, aos cunhados, à cunhada, aos sobrinhos do diácono Edegar, aos membros das famílias Passaglia e Cavrucov. Saúdo o povo de Deus desta comunidade Nossa Senhora da Salete e de outras comunidades desta Paróquia, os que vieram das comunidades de Erechim, de Getúlio Vargas e de outros lugares para participarem desta celebração eucarística, na qual o Diácono Edegar Passaglia será ordenado presbítero da nossa Igreja Católica e Apostólica Romana, para servir o Senhor através do seu ministério sacerdotal, na Igreja povo de Deus a caminho da casa do Pai.
Queremos louvar e agradecer a Deus por este momento de alegria e esperança na nossa Igreja Diocesana, por esta comunidade que está oferecendo à Igreja o segundo sacerdote em 7 anos depois de amanhã. É um momento para ser partilhado com o povo de Deus das nossas comunidades, que rezam pelas vocações e contribuem economicamente, através das zeladoras de capelinhas e dos benfeitores, para mantermos os seminários e cuidarmos da formação dos seminaristas, nossos futuros padres.
Queridos irmãos e irmãs, a imposição das mãos do Bispo e dos sacerdotes concelebrantes sobre aquele que será ordenado sacerdote, a Prece de Ordenação, a unção da palma das suas mãos com o óleo do Santo Crisma e a entrega a ele do pão e do vinho marcam os momentos mais signif**ativos do rito da ordenação presbiteral.
Tocados pela emoção e a alegria de termos um novo sacerdote na Igreja em nossa querida Diocese de Erexim, acolhido na família presbiteral, podemos correr o risco de não termos presente o longo caminho que ele percorreu, preparando-se para estar a serviço do Senhor. Um caminho percorrido, muitas vezes no silêncio, na escuta, com interrogações e na esperança de que o sumo e eterno Sacerdote, Jesus Cristo, que escolheu discípulos para exercerem em seu nome e publicamente na Igreja o ofício sacerdotal, em favor da humanidade, também o escolheu para esta nobre missão de santif**ar o povo de Deus através do seu ministério.
Colocar-se a caminho para chegar à terra prometida por Deus não foi fácil para Abraão, ou para o povo de Israel, provado duramente pela realidade do deserto e tentado continuamente a abandonar a fidelidade a Deus pela provação e o desconforto da caminhada. Não foi fácil também para o profeta Elias, que teve de passar por grandes momentos de provação. Adentrando no deserto, já cansado e desanimado, buscou, no silêncio daquele lugar desolador, uma resposta para a sua vida e sua missão. A força para superar aquele momento crítico lhe veio da comida e da bebida, preparados diretamente por Deus.
Elias viveu uma crise profunda na sua missão, que o colocava numa situação de insegurança, de cansaço e desconforto diante das incompreensões e perseguições dos inimigos da “Aliança”, estabelecida por Deus com seu povo através dos patriarcas. Ele representa uma espécie de espelho das desilusões familiares, profissionais, sociais e políticas do seu tempo. Mas Deus não permaneceu em silêncio diante das perseguições e sofrimentos pelos quais passava seu servo Elias. Ele respondeu ao profeta não com palavras consoladoras, mas com o gesto concreto de um alimento. Elias comeu e bebeu. Naquele gesto, além de não sentir-se abandonado por Deus, também entrou em comunhão com o seu Senhor através do pão e da água.
Deus, enquanto Pai, não se limita a dar qualquer coisa à humanidade. Doa-se a si mesmo em seu próprio Filho. Na experiência de Jesus, a sua existência se torna alimento para enfrentar o caminho da vida. O próprio Jesus vive um aprendizado exigente no período do deserto, que antecede sua vida pública. O Filho Unigênito do Pai, Jesus Cristo, é o pão da vida que o sacerdote ministerial consagra na celebração da Eucaristia, para saciar a fome de amor, de perdão e de comunhão do povo de Deus, às vezes cansado e desanimado, mas não prostrado, nem abatido.
Queridos irmãos e irmãs, o “pão da vida”, que é Jesus, tem o poder de revigorar as nossas forças e renovar nossa esperança para continuarmos a nossa peregrinação para a casa do Pai. A procura de Jesus pela multidão, descrita no Evangelho de São João, parece estar mais ligada ao pão doado na gratuidade e em abundância. Era cômodo seguir Jesus e receber o pão para saciar a fome, sem precisar trabalhar para conseguir ganhá-lo com o próprio suor. Porém, Jesus não foi enviado ao mundo pelo Pai para multiplicar e distribuir o pão material, mas para anunciar o Reino de Deus e a sua justiça. Onde reina o amor, está presente a justiça do Reino, e a dignidade de vida torna-se um direito de todos.
Comentando este texto, Santo Agostinho diz que se pode buscar Jesus por mil motivos, todos muito concretos, mas nenhum simplesmente por ser Jesus. É a mesma desilusão que experimentamos quando alguém busca a nossa amizade por interesse, não para celebrar um encontro na gratuidade. Mesmo com todas essas realidades que o envolveram na sua missão, Jesus doa às pessoas o sinal dos sinais, a sua existência, a sua vida que sacia e mata a sede no profundo do coração humano.
Abraçar o sacerdócio “ministerial” é assumir a dimensão do sacerdócio de Cristo Jesus. Vivemos num mundo onde muitas pessoas vivem saciadas de pão material, mas famintas do Pão descido do céu, Cristo Jesus, que alimenta a nossa fé, a esperança, e abre as portas do nosso coração para vermos o mundo com os olhos de Deus. Esta nova visão nos ajuda a superarmos as barreiras da indiferença e do comodismo, que nos impedem de nos colocarmos em comunhão e a caminho para a casa do Pai, como povo de Deus da Nova Aliança, libertado pelo sangue de Jesus, e alimentado, não pelo maná do deserto, mas pelo seu próprio corpo, o Pão da Vida, o verdadeiro Pão descido do céu.
O alimento que Deus provê não se limita e encher o estômago. Não podemos alimentar com palavras quem tem o estômago vazio. Seria um insulto. Mas seria igualmente uma resposta vazia, dar somente pão, sem alimentar uma busca interior. Na sociedade do bem estar, marcada por uma visão consumista, devemos ter presente que “o segredo da existência humana não está somente no viver, mas naquilo pelo qual se vive” (F. Dostoiévski).
O sacerdote é chamado a celebrar o Santo Sacrifício eucarístico, a meditar constantemente sobre o seu signif**ado e a transformar sua vida numa Eucaristia, o que se manifesta no amor ao sacrifício cotidiano, sobretudo no cumprimento dos próprios deveres de estado. O amor à cruz conduz o sacerdote a tornar-se uma oferta agradável ao Pai por meio de Cristo (Cf. Rm 12,1). Amar a cruz, numa sociedade hedonista, é um escândalo, porém, na perspectiva da fé, esta é a fonte da vida interior, que nos coloca em comunhão de amor com o Cristo Jesus, que no altar da cruz, foi sacerdote, vitima e oferenda pela redenção da humanidade.
Que a Virgem Maria, mãe do Cristo sacerdote, aqui venerada com o título de Nossa Senhora da Salete, a quem confiamos aquele que será ordenado sacerdote, interceda junto ao seu Filho Jesus pelo ministério de todos os sacerdotes, pelos consagrados e consagradas, pelos seminaristas, pelas nossas queridas famílias, pelos jovens, as crianças e todo o querido povo de Deus, que vive este tempo de Advento na espera e com a esperança de ver Jesus, o “Pão da Vida”.
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.

Endereço

Avenida 7 De Setembro, 1251
Erechim, RS
99.709-298

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Diocese de Erexim posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Local De Adoração

Envie uma mensagem para Diocese de Erexim:

Compartilhar