03/09/2019
“Então Deus disse: Pegue agora Isaque, seu único filho, a quem você tanto ama, e vá até a terra de Moriá. Ali, na montanha que eu lhe mostrar, queime seu filho como sacrifício.” Gênesis 22:2
Isaque era o filho da promessa. Promessa que levou vinte e cinco anos para se cumprir. Filho gerado em um ventre que de acordo com os padrões normais era estéril. Mais do que um fruto da promessa era também um fruto do impossível. Seu nome significa “riso”. Que alegria este filho trouxe a seus pais quando nasceu!
Alguns anos depois Deus pede que Abraão queime seu filho como sacrifício. Seu filho, sua promessa, seu “pedaço” do impossível.
Abraão obedeceu a Deus. Pegou seu filho e alguns servos e partiu rumo à Moriá. Quando chegaram perto, Abraão disse a seus servos:
“Fiquem aqui com o jumento. Eu e o menino vamos ali adiante para adorar a Deus. Daqui a pouco nós voltamos.”
Que fé é essa? Até aquele momento tudo que Abraão sabia era que teria de sacrificar seu filho. Ele não sabia o que lhe aguardava. Mas havia algo que ele sabia: Deus lhe fez uma promessa. E Deus não volta atrás em Sua palavra, desde que Lhe obedeçamos. Abraão tinha a convicção de que voltaria com Isaque, de que aquele sacrifício não era o fim.
Pai e filho chegam ao lugar indicado por Deus. Abraão prepara o altar, arruma a lenha e coloca Isaque, seu filho, seu único filho, amarrado sobre o altar e se prepara para matá-lo. Aquele parecia o fim da linha. A morte da promessa. O último suspiro da esperança. Mas nesse instante o anjo do Senhor brada dos céus e interrompe Abraão:
“Não machuque o menino e não lhe faça nenhum mal. Agora sei que você teme a Deus, pois não me negou o seu filho, o seu único filho.”
Jeová Jiré providenciou o cordeiro para o sacrifício e a promessa foi reafirmada. Deus quis saber aonde estava o coração de Abraão: no seu filho Isaque ou no Deus Todo-Poderoso. O Senhor provou a obediência de Abraão e este foi aprovado.
Qual é o seu “Isaque”? Qual é a promessa que Deus te fez? Se hoje Ele te pedir para oferecer em sacrifício esse “filho” a quem você tanto ama, você O obedeceria tal como Abraão?
Quando Deus pede para colocarmos nosso “Isaque” no altar e oferecê-lo em sacrifício, Ele o faz para que sejamos forçados a ver onde está nosso coração. É claro que colocar seu “Isaque” no altar sem saber o que acontecerá é assustador, mas recusar-se a fazer isso, agarrar-se ao “Isaque” significa que este assumiu o lugar que pertence apenas a Deus. Nosso coração deve estar guardado no Dono da promessa e não apenas na promessa. Esta, por si só nada faz, quem efetua todas as coisas é Deus.
Toda promessa gerada por Deus, para que seja benção em nossas vidas, depende de nossa postura. Depende do quanto cremos em Deus, do quanto estamos dispostos para “dar à luz” à promessa.
A promessa de Deus está vinculada à obediência. Quando obedecemos vivemos a promessa; quando não obedecemos, abortamo-la.
Deus quer nos levar a um novo nível, a um novo tempo e para isso precisamos nos entregar totalmente. Ou confiamos em Deus ou não confiamos. Ou nos entregamos à Ele ou não nos entregamos. Ou colocamos nosso “Isaque” no altar ou não colocamos.