29/10/2024
SUA IDENTIDADE.
"Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: Quem és tu? Ele confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo. Então, lhe perguntaram: Quem és, pois? És tu Elias? Ele disse: Não sou. És tu o profeta? Respondeu: Não. Disseram-lhe, pois: Declara-nos quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes a respeito de ti mesmo? Então, ele respondeu:
Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías" ((Jo 1.19–23).
Quem ele não é (v. 19-21). A comitiva sugeriu que João Batista poderia ser uma destas três pessoas: Jesus, Elias ou o profeta. João confessou que não era Jesus. Os judeus aguardavam o Messias, e o Sinédrio desconfiava das intenções de João Batista, pois ele poderia ser um impostor, como tantos que surgiram naquela época. Porém, João diz abertamente: “Eu não sou o Cristo” (v. 20; cf. 1. 7, 8; 15). João não poderia ser o Messias porque ele não realizava milagres (Jo 10. 41).
Os líderes também aguardavam a vinda de Elias, porque o Antigo Testamento termina com a promessa de que Elias viria (Ml 4. 5, 6). Elias apareceria no cenário antes do surgimento do Messias (Mt 17.10). Jesus identificou João Batista com Elias, mas João Batista não seria literalmente Elias; João “irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias” (Lc 1.17). Então, sobre Elias, João Batista diz “não sou” (v. 21).
Há outro personagem que os judeus aguardavam, chamado de “o profeta”. Eles esperavam um profeta semelhante a Moisés (Dt 18. 15-18). Este profeta é Jesus, e não João Batista, como vemos no sermão de Pedro e Estevão em Atos (At 3. 22, 23; 7. 37). Percebe-se que a confusão estava instalada entre os religiosos. Havia um homem pregando e atraindo multidões; suas vestes eram de pelos de camelo, ele usava um cinto de couro e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre. Sua mensagem era contundente e exigia arrependimento, mas quem era ele? Ele não era um saduceu, não era um escriba, não era um herodiano, nem se apresentava como sendo o Messias, nem o profeta, nem Elias. Após 400 anos de silêncio profético entre Malaquias e Mateus, surge um homem, nada convencional, pregando do outro lado do Jordão, em Betânia (v. 28).