27/08/2026
Há mães que carregam os filhos no ventre. E há mães que os carregam também nas lágrimas, nas orações e nas longas noites de espera.
Santa Mônica conheceu profundamente essa segunda maternidade.
Esposa de Patrício, homem pagão e de temperamento difícil, soube unir a firmeza à paciência, a palavra prudente à oração perseverante. E sua perseverança não foi inútil: antes de morrer, viu o marido abraçar a fé.
Mas seria Agostinho, seu primogênito, quem lhe causaria as maiores lágrimas.
Brilhante, ambicioso e de coração inquieto, ele se afastou da fé e procurou a verdade por caminhos equivocados. Mônica, porém, não desistiu. Rezou. Chorou. Esperou. Acompanhou o filho em suas viagens e jamais deixou de apresentá-lo a Deus.
Foram anos.
Até que a graça venceu.
Em Milão, Agostinho encontrou-se com Santo Ambrósio e, finalmente, abriu-se à ação de Deus. Recebeu o Batismo e tornou-se aquele que seria um dos maiores santos e doutores da Igreja.
Em Óstia, pouco antes de morrer, Mônica e Agostinho tiveram um profundo diálogo sobre a vida eterna. Ela então pôde dizer, em outras palavras, que nada mais a prendia à terra: Deus havia atendido o grande pedido de seu coração.
Que lição para nós!
Nunca digais que uma alma está perdida. Nunca considereis inútil uma oração feita com fé. Nunca desistais de apresentar a Deus aqueles que mais amais.
A conversão pertence à graça. O tempo pertence a Deus. Mas a perseverança na oração é nossa responsabilidade.
Santa Mônica não converteu Agostinho pela força. Ela o entregou, incessantemente, Àquele que podia alcançar o mais profundo de seu coração.
E Deus ouviu aquelas lágrimas.
Santa Mônica, rogai pelas mães que choram por seus filhos, pelos pais que sofrem com seus familiares afastados da fé e por todos aqueles que esperam, há anos, uma conversão. Dai-nos a vossa perseverança e confiança na graça de Deus.