Paróquia Santo André - Dourados MS

Paróquia Santo André - Dourados MS Paróquia criada em 30/11/13 por Dom Redovino, sendo desmembrada da Catedral. O atual pároco é o Padre Teodoro Benitez, empossado em 01/02/2026.

PAPA SOBRE O COMBATE AOS VÍCIOS:A IGREJA DEVE SER A FAMÍLIA DE TODAS AS PESSOAS"Nossa contribuição", afirma Leão XIV a p...
27/08/2026

PAPA SOBRE O COMBATE AOS VÍCIOS:
A IGREJA DEVE SER A FAMÍLIA DE TODAS AS PESSOAS

"Nossa contribuição", afirma Leão XIV a participantes de encontro internacional sobre enfrentamento à problemática dos vícios, "deve ser direcionada ao cuidado, à presença e à reconstrução do tecido comunitário", sem ficar indiferentes diante de famílias desestruturadas. Esse fenômeno complexo "revela o fracasso de um mundo desumanizado": que "a Igreja seja a família de todas as pessoas" que ficaram à margem do caminho, pois "não há melhor prevenção contra as dr**as do que boa família".
Andressa Collet - Vatican News

A audiência com o Papa Leão XIV nesta quinta-feira (27/08) marcou o encerramento de três dias de um encontro internacional em Roma direcionado ao enfrentamento do fenômeno dos vícios e do recrutamento de jovens ao crime. Desde terça-feira (25/08), o evento organizado pela Comissão Pontifícia para a América Latina (CAL), pela Pastoral Latino-Americana de Acompanhamento e Prevenção das Adições (PLAPA) do Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho), além da Comissão Interamericana para o Controle do Abuso de Dr**as (CICAD) da OEA (Organização dos Estados Americanos), reúne representantes de várias partes do mundo, inclusive do Brasil. Denise Ferreira, coordenadora nacional da Pastoral da Sobriedade, enalteceu que o diálogo e o convívio familiar são ferramentas seguras de prevenção, e não só: "onde a Igreja consegue chegar, a prevenção também consegue chegar", afirmou ela sobre a relevância da integração dos esforços das organizações religiosas que conseguem alcançar as periferias e as comunidades vulneráveis.

O trabalho realizado de forma integral através de "centros de acompanhamento, prevenção, recuperação e integração para jovens, baseados na fé, que vêm da Ásia, África, Europa e América" ganhou reconhecimento do Pontífice que, em discurso, lembrou que "o sofrimento e a esperança não têm fronteiras", sobretudo dos jovens. Os vícios, continuou o Papa, "são um fenômeno complexo que revela o fracasso de um mundo desumanizado". A resposta ao problema das dependências precisa ser através da "prevenção comunitária, atenção científica, justiça com rosto humano e acompanhamento pastoral próximo. Nossa contribuição deve ser direcionada ao cuidado, à presença e à reconstrução do tecido comunitário", explicou o Papa.

As 4 pontes de colaboração da Igreja
Leão XIV, com satisfação, disse ter conhecimento de "quatro pontes" que também estão colaborando na questão dos vícios na América Latina: a primeira é entre a Igreja e os organismos internacionais, "já que ninguém pode enfrentar sozinho o problema das dr**as". A segunda ponte é entre a ciência e a fé, com a compreensão integral da pessoa humana através da Igreja, sem "a pretensão de competir ou ocupar o lugar das neurociências, da psiquiatria ou da saúde pública". A terceira ponte está dentro da Igreja "que peregrina nos diversos continentes" - a exemplo do encontro internacional que se realiza em Roma e dá espaço à partilha de "dores, esperanças e entusiasmos pastorais". Já a quarta ponte é ecumênica, quando a Igreja Católica encontra "uma linguagem comum a partir da fé" para acompanhar a necessidade dos jovens.

A Igreja é a família de quem precisa
Em seguida, no discurso pronunciado em espanhol, o Papa procurou explanar sobre outra instituição importante no enfrentamento à problemática dos vícios: a família, a "Igreja doméstica", como descreveu o Concílio Vaticano II, "lugar onde se cultiva a vida, onde é cuidada e planejada. Não há melhor prevenção contra as dr**as do que uma boa família", reforçou o Pontífice, ao citar inclusive seus predecessores: João Paulo II pediu para "fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão" e, Papa Francisco, a exemplo de Jesus, que "toquemos a miséria humana, a carne sofredora dos outros".

Essa é a missão da Igreja, acrescentou Leão XIV, que "seja uma família, incluindo especialmente as pessoas que sofrem", ajudando a dar uma resposta à dor vivida dentro de muitos lares, "seja pelo uso de dr**as, pela violência, pelo recrutamento de um filho para o crime, pela pobreza ou pela falta de oportunidades que empurram à margem da sociedade":

“Gostaria de expressar um desejo a vocês: que a Igreja seja a família de todas as pessoas que ficaram à beira da estrada. Assim como o samaritano que se fez próximo do homem caído; não passemos indiferentes. Vamos construir uma Igreja que se detém, se aproxima, se comove, unge as feridas, alimenta e se torna um lar.”

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27/08/2026

"L I T U R G I A DO D I A"
Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026

21ª SEMANA DO TEMPO COMUM
Santa Mônica, Memória

LEITURAS:
1Coríntios 1,1-9
Salmo 144(145),2-3.4-5.6-7 (R. cf. 1b)
Mateus 24,42-51

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PRIMEIRA LEITURA
Nele fostes enriquecidos em tudo.

Início da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 1,1-9

1
Paulo, chamado a ser apóstolo de Jesus Cristo,
por vontade de Deus,
e o irmão Sóstenes,
2
à Igreja de Deus que está em Corinto:
aos que foram santificados em Cristo Jesus,
chamados a ser santos
junto com todos que, em qualquer lugar,
invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo,
Senhor deles e nosso.
3
Para vós, graça e paz,
da parte de Deus, nosso Pai,
e do Senhor Jesus Cristo.
4
Dou graças a Deus sempre a vosso respeito,
por causa da graça que Deus vos concedeu
em Cristo Jesus:
5
Nele fostes enriquecidos em tudo,
em toda a palavra e em todo o conhecimento,
6
à medida que o testemunho sobre Cristo
se confirmou entre vós.
7
Assim, não tendes falta de nenhum dom,
vós que aguardais
a revelação do Senhor nosso, Jesus Cristo.
8
É ele também que vos dará perseverança
em vosso procedimento irrepreensível,
até ao fim,
até ao dia de nosso Senhor, Jesus Cristo.
9
Deus é fiel;
por ele fostes chamados à comunhão com seu Filho,
Jesus Cristo, Senhor nosso.
Palavra do Senhor.

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SALMO RESPONSORIAL

Salmo 144(145),2-3.4-5.6-7 (R. cf. 1b)

R. Bendirei o vosso nome, pelos séculos, Senhor!

2
Todos os dias haverei de bendizer-vos, *
hei de louvar o vosso nome para sempre.
3
Grande é o Senhor e muito digno de louvores, *
e ninguém pode medir sua grandeza. R.

4
Uma idade conta à outra vossas obras *
e publica os vossos feitos poderosos;
5
proclamam todos o esplendor de vossa glória *
e divulgam vossas obras portentosas! R.

6
Narram todos vossas obras poderosas, *
e de vossa imensidade todos falam.
7
Eles recordam vosso amor tão grandioso *
e exaltam, ó Senhor, vossa justiça. R.

+ + + + + + +

Aclamação ao Evangelho
Mateus 24,42a.44

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Vigiai, diz Jesus, vigiai,
pois, no dia em que não esperais,
o vosso Senhor há de vir.

EVANGELHO
Ficai preparados!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 24,42-51

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos:
42
"Ficai atentos!
porque não sabeis em que dia virá o Senhor.
43
Compreendei bem isso:
se o dono da casa soubesse
a que horas viria o ladrão,
certamente vigiaria e não deixaria
que a sua casa fosse arrombada.
44
Por isso, também vós ficai preparados!
Porque na hora em que menos pensais,
o Filho do Homem virá.
45
Qual é o empregado fiel e prudente,
que o senhor colocou como responsável
pelos demais empregados,
para lhes dar alimento na hora certa?
46
Feliz o empregado,
cujo senhor o encontrar agindo assim,
quando voltar.
47
Em verdade vos digo,
ele lhe confiará a administração de todos os seus bens.
48
Mas, se o empregado mau pensar:
'Meu senhor está demorando',
49
e começar a bater nos companheiros,
a comer e a beber com os bêbados;
50
então o senhor desse empregado
virá no dia em que ele não espera,
e na hora que ele não sabe.
51
Ele o partirá ao meio
e lhe imporá a sorte dos hipócritas.
Ali haverá choro e ranger de dentes".
Palavra da Salvação.

+ + + + + + +

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"S A N T O   DO   D I A"- 27 de agosto - SANTA MÔNICAMônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 331, no ...
27/08/2026

"S A N T O DO D I A"
- 27 de agosto -

SANTA MÔNICA

Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 331, no seio de uma família cristã. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com frequência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. Teve uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. Encontrava o co***lo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer.

Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. Porém, Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. Mesmo dando bons conselhos e educando o filho nos princípios da religião cristã, a vivacidade, inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram que a sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio que ele profanasse o sacramento.

E teria acontecido, porque Agostinho, aos dezesseis anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios. O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. Certa vez, ela foi pedir os conselhos do bispo, que a co***lou dizendo: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.

Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago. Mas, procurando fugir da vigilância da mãe aflita, às escondidas embarcou em um navio para Roma, e depois para Milão, onde conseguiu o cargo de professor oficial de retórica.

Mônica, desejando a todo custo ver a recuperação do filho, viajou também para Milão, onde, aos poucos, terminou seu sofrimento. Isso porque Agostinho, no início por curiosidade e retórica, depois por interesse espiritual, tinha se tornado frequentador dos envolventes sermões de santo Ambrósio. Foi assim que Agostinho se converteu e recebeu o batismo, junto com seu filho Adeodato. Assim, Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas.

Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo depois faleceu. Era 27 de agosto de 387 e ela tinha 56 anos.

O papa Alexandre III confirmou o tradicional culto a santa Mônica, em 1153, quando a proclamou Padroeira das Mães Cristãs. A sua festa deve ser celebrada no mesmo dia em que morreu. O seu corpo, venerado durante séculos na igreja de Santa Áurea, em Óstia, em 1430 foi trasladado para Roma e depositado na igreja de Santo Agostinho.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos:
Eutália e Antusa Menor.

- FRANCISCANOS -
Imagem ilustrativa: Benozzo Gozzoli, “Santa Mônica,” c. 1465 (Domínio Público) postagem do site .

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV PARA O DIA DA CRIAÇÃO IMPULCIONA APELO PELA CONSTRUÇÃO DA PAZ E PELO CUIDADO COM A CRIAÇÃOO Pa...
26/08/2026

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV PARA O DIA DA CRIAÇÃO IMPULCIONA APELO PELA CONSTRUÇÃO DA PAZ E PELO CUIDADO COM A CRIAÇÃO

O Papa Leão XIV publicou sua mensagem para o XI Dia Mundial de Oração pela Criação, que será celebrado no próximo dia 1º de setembro. No texto, o Pontífice relaciona os conflitos armados à crise ambiental e faz um apelo a uma conversão pessoal e coletiva para construir a paz e cuidar da criação.

Com o título “Transformarão as suas espadas em relhas de arados e as suas lanças em foices (Is 2,4)”, o Pontífice convida a contemplar o dom da vida e a valorizar a terra que a sustenta como uma forma concreta de louvar o Criador.

Leão XIV adverte em sua mensagem que as atuais crises humanas e ecológicas não podem ser compreendidas separadamente: “Esses fenômenos não estão dissociados; são um único apelo por cura e paz que brota de um mundo ferido”.

O Papa destaca ainda que os conflitos armados e a degradação ambiental geram ciclos de destruição que afetam os ecossistemas, contaminam recursos essenciais como o ar e a água, reduzem a segurança alimentar e alimentam novas situações de pobreza, desigualdade e conflito.

“Os danos da guerra e a deterioração da terra estão, portanto, profundamente ligados à condição do coração humano”, afirma Leão XIV.

O apelo ocorre em um contexto de múltiplas ondas de calor extremo que estão batendo recordes em todo o mundo. A ONU alertou recentemente que “o alarme climático ressoa por toda parte”.

Recursos para preparar as celebrações de 1º de setembro
A publicação da mensagem acontece enquanto dioceses, paróquias e comunidades cristãs de todo o mundo começam a preparar as celebrações litúrgicas do Dia da Criação.

Com esse objetivo, o site DiaCriacao.com reúne recursos litúrgicos e pastorais para facilitar as celebrações do próximo dia 1º de setembro e do fim de semana seguinte.

Entre os materiais disponíveis estão os textos da nova Missa pelo Cuidado da Criação, com o formulário das orações litúrgicas e as respectivas leituras bíblicas.

Preparado por organismos episcopais continentais como CELAM e diversas redes eclesiais, o site também oferece recursos pastorais com sugestões para a preparação da celebração, incluindo propostas de cantos, sugestões para homilias, orações dos fiéis e ideias para atividades após a Missa.

Sacerdotes, responsáveis diocesanos e equipes paroquiais também podem acessar materiais de formação sobre a história do Dia Mundial de Oração, o significado teológico e pastoral da celebração e os aspectos práticos relacionados ao novo formulário e lecionário.

Os conteúdos estão disponíveis em vários idiomas, entre eles português, espanhol, inglês, italiano e francês.

Uma nova Missa para celebrar o Dia da Criação
As celebrações litúrgicas do Dia ganharam um novo impulso depois que Leão XIV promulgou, em 2025, a nova Missa pelo Cuidado da Criação, incorporada ao Missal Romano.

Ao anunciá-la no ano passado, o Dicastério para o Culto Divino explicou que a Missa havia sido promulgada tendo em vista seu uso no Dia Mundial de Oração pela Criação.

A nova celebração conta com um conjunto específico de orações e leituras bíblicas relacionadas à criação, tornando possível, pela primeira vez, celebrar o Dia de 1º de setembro com um formulário eucarístico especificamente dedicado a esse tema.

Após as primeiras celebrações litúrgicas do Dia no ano passado, espera-se que neste ano a participação se amplie ainda mais, com muitas Conferências Episcopais disponibilizando traduções da Missa em novos idiomas.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibilizou o texto da missa em português. Acesse (aqui).

Uma festa com raízes antigas e caráter ecumênico
O Dia da Criação é celebrado todos os anos em 1º de setembro e se inspira em uma antiga festa litúrgica da Igreja Oriental, que atribui a essa data o simbolismo do ato criador de Deus. A comemoração da criação do mundo se torna, assim, uma motivação para cuidar do fruto desse ato criador: o mundo criado.

Em 2015, o Papa Francisco instituiu oficialmente esse Dia para a Igreja Católica, unindo-se assim a uma celebração que já havia sido promovida pela Igreja Ortodoxa e acolhida por muitas outras igrejas cristãs que também celebram essa data como a “Festa da Criação em Cristo” em seus calendários. Em suma, trata-se de “unidade na diversidade”, à medida que celebramos esse dia especial com nossas diversas modalidades litúrgicas.

O Dia também marca o início do chamado Tempo da Criação, uma celebração ecumênica que se estende até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis.

Todos os recursos
Os textos litúrgicos, materiais pastorais, recursos de formação e orientações práticas para celebrar o Dia da Criação estão disponíveis (aqui).

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibilizou o texto da missa em português. Acesse (aqui).

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PAPA SOBRE A REFORMA LITÚRGIA:A PARTICIPAÇÃO DOS FIÉIS NÃO PODE SER PASSIVA Leão XIV dedicou a catequese da Audiência Ge...
26/08/2026

PAPA SOBRE A REFORMA LITÚRGIA:
A PARTICIPAÇÃO DOS FIÉIS NÃO PODE SER PASSIVA

Leão XIV dedicou a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (26/08) às razões que levaram o Concílio Vaticano II a promover a reforma litúrgica. O Pontífice destacou que a liturgia é uma realidade viva, inserida na tradição da Igreja, e deve favorecer a participação consciente, ativa e piedosa. "Os fiéis não podem nem devem continuar a permanecer em silêncio e passivos. A sua presença material não pode coexistir com a sua ausência espiritual", afirmou.
Thulio Fonseca - Vatican News

A reforma litúrgica não surgiu de maneira repentina nem representou uma ruptura com o passado. Foi o que afirmou o Papa Leão XIV na Audiência Geral desta quarta-feira, 26 de agosto, realizada na Basílica de São Pedro, em sua última catequese dedicada à Constituição Sacrosanctum Concilium, do Concílio Vaticano II. Segundo o Pontífice, esse caminho amadureceu no interior da Igreja e foi preparado pelo Movimento Litúrgico e pelo Magistério ao longo do século XX. Ao retomar as razões da reforma, Leão XIV recordou uma carta de 1962 do então arcebispo de Milão, cardeal Giovanni Battista Montini, futuro São Paulo VI, que definia a liturgia como expressão do divino e do humano e como voz do diálogo com Deus.

Fiéis não podem permanecer passivos
Na carta, Montini afirmava que os fiéis “não podem nem devem continuar a permanecer em silêncio e passivos” e que a presença material não pode coexistir com a ausência espiritual. Leão XIV observou que essas palavras estão em sintonia com a Sacrosanctum Concilium, que pede aos cristãos que não entrem no mistério da fé como estranhos ou espectadores mudos, mas participem da ação sagrada de modo consciente, ativo e piedoso:

“Uma vez que os gestos e as palavras da sagrada liturgia são decisivos para concretizar esta experiência, a participação dos fiéis não pode ser passiva.”

Por meio das ações rituais da Igreja, explicou o Papa, realiza-se a memória da obra da salvação e os fiéis podem viver uma verdadeira relação com Deus, entrando em contato com o acontecimento salvífico. Os gestos e as palavras da celebração são, portanto, essenciais para que essa experiência se concretize.

A liturgia, uma realidade viva
Ao colocar no centro o que constitui o cerne da experiência eclesial, a reforma buscou tornar a riqueza dos textos bíblicos e das orações mais acessível a todos os fiéis e simplificar a estrutura das celebrações em relação à prevista nos livros litúrgicos então em vigor:

“A reforma conciliar, ao colocar no centro aquilo que constitui o cerne da experiência eclesial, procurou fazer resplandecer a liturgia como ‘fonte primeira da vida divina que nos é comunicada’.”

A liturgia, recordou Leão XIV, é uma realidade viva e esteve sempre sujeita a evoluções e mudanças. Com respeito pelo patrimônio da tradição, o Concílio distinguiu os elementos divinos e imutáveis daqueles que podem ser modificados com o passar do tempo, para que os textos e os ritos expressem com maior clareza as realidades santas e favoreçam uma celebração plena, ativa e comunitária. Essa distinção, acrescentou, já havia sido apresentada por Pio XII na encíclica Mediator Dei, de 1947.

Um caminho preparado antes do Concílio
O desejo de uma “reforma geral” não surgiu de repente, observou Leão XIV, mas já se manifestava na ação dos Papas desde o início do século XX, em sintonia com as solicitações do Movimento Litúrgico. A constituição apostólica Divini Cultus, de Pio XI, também já havia retomado a necessidade de os fiéis não assistirem às celebrações como estranhos ou espectadores mudos. Pio XII, por sua vez, reorganizou os ritos da Semana Santa, recolocando-os nos horários correspondentes aos acontecimentos pascais, depois de terem sido antecipados por séculos para o período da manhã. São João XXIII também promoveu uma simplificação das rubricas do Breviário e do Missal por meio do motu proprio Rubricarum instructum, de 25 de julho de 1960, remetendo ao futuro Concílio Ecumênico a definição dos princípios fundamentais de uma reforma litúrgica.

Tradição viva da Igreja
Esse percurso histórico, explicou o Pontífice, ajuda a compreender a reforma litúrgica em continuidade com a vida da Igreja. Leão XIV advertiu, porém, que alguns princípios da reforma foram absolutizados ou interpretados de maneira equivocada no período pós-conciliar: “A reforma litúrgica promovida pelo Concílio Vaticano II se insere, portanto, na tradição viva da Igreja.”

Uma compreensão correta da reforma, acrescentou, permite rejeitar esses abusos. O Papa recordou ainda que as ações litúrgicas não são privadas, mas celebrações da Igreja, povo santo reunido e ordenado sob a direção dos bispos. Elas pertencem a todo o Corpo da Igreja e o manifestam.

Uma liturgia de nobre simplicidade
Ao concluir a catequese, o Santo Padre ressaltou a responsabilidade dos bispos e de cada sacerdote de zelar pela liturgia e promovê-la no respeito às normas, para que as celebrações manifestem a Igreja una, santa, católica e apostólica:

“É, portanto, responsabilidade primordial dos pastores, dos bispos, mas também de cada sacerdote, zelar e promover uma liturgia que, no respeito pelas normas litúrgicas, brilhe por sua nobre simplicidade e manifeste assim a Igreja una, santa, católica e apostólica.”

Uma liturgia assim, concluiu Leão XIV, torna-se um veículo fundamental de evangelização e um instrumento de graça, por meio do qual os fiéis aprendem a oferecer a si mesmos e, pela mediação de Cristo, crescem na unidade com Deus e entre si.

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26/08/2026

"L I T U R G I A DO D I A"
Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026

21ª SEMANA DO TEMPO COMUM, Ano Par (II)

LEITURAS:
2Tessalonicenses 3,6-10.16-18
Salmo 127(128),1-2.4-5 (R. 1a)
Mateus 23,27-32

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PRIMEIRA LEITURA
Quem não quer trabalhar, também não deve comer.

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses 3,6-10.16-18
6
Nós vos ordenamos, irmãos,
em nome de nosso Senhor Jesus Cristo,
que vos afasteis de todo irmão
que se comporta de maneira desordenada
e contrária à tradição que de nós receberam.
7
Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo,
pois não temos vivido entre vós na ociosidade.
8
De ninguém recebemos de graça o pão que comemos.
Pelo contrário,
trabalhamos com esforço e cansaço,
de dia e de noite,
para não sermos pesados a ninguém.
9
Não que não tivéssemos o direito de fazê-lo,
mas queríamos apresentar-nos como exemplo
a ser imitado.
10
Com efeito, quando estávamos entre vós,
demos esta regra:
"Quem não quer trabalhar,
também não deve comer".
16
Que o Senhor da paz, ele próprio, vos dê a paz,
sempre e em toda a parte.
O Senhor esteja com todos vós.
17
Esta saudação é de meu próprio punho, de Paulo.
Assim é que assino todas as minhas cartas;
é a minha letra.
18
A graça de nosso Senhor Jesus Cristo
esteja com todos vós.
Palavra do Senhor.

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SALMO RESPONSORIAL

Salmo 127(128),1-2.4-5 (R. 1a)
R. Felizes todos que respeitam o Senhor!

1
Feliz és tu se temes o Senhor*
e trilhas seus caminhos!
2
Do trabalho de tuas mãos hás de viver,*
serás feliz, tudo irá bem! R.

4
Será assim abençoado todo homem*
que teme o Senhor.
5
O Senhor te abençoe de Sião,*
cada dia de tua vida. R.

+ + + + + + +

Aclamação ao Evangelho 1Jo 2,5
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. O amor de Deus se realiza em todo aquele,
que guarda sua palavra fielmente.

EVANGELHO
Sois filhos daqueles que mataram os profetas.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 23,27-32

Naquele tempo, disse Jesus:
27
"Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas!
Vós sois como sepulcros caiados:
por fora parecem belos,
mas por dentro estão cheios de ossos de mortos
e de toda podridão!
28
Assim também vós:
por fora, pareceis justos diante dos outros,
mas por dentro
estais cheios de hipocrisia e injustiça.
29
Aí de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas!
Vós construís sepulcros para os profetas
e enfeitais os túmulos dos justos,
30
e dizeis:
'Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais,
não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas'.
31
Com isso, confessais que sois filhos
daqueles que mataram os profetas.
32
Completai, pois, a medida de vossos pais!"
Palavra da Salvação.

+ + + + + + +

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"S A N T O   DO   D I A"- 26 de agosto -SÃO ZEFERINOO papa Zeferino exerceu um dos pontificados mais longos da Igreja de...
26/08/2026

"S A N T O DO D I A"
- 26 de agosto -

SÃO ZEFERINO

O papa Zeferino exerceu um dos pontificados mais longos da Igreja de Cristo, de 199 a 217. E os únicos dados de sua vida registrados declaram que: depois do papa Vitor, de origem africana, clero e povo elegeram para a cátedra de Pedro um romano, Zeferino, filho de um certo Abôndio.

Zeferino foi o 14º papa a substituir são Pedro. Enfrentou um período difícil e tumultuado, com perseguições para os cristãos e de heresias entre eles próprios, que abalavam a Igreja mais do que os próprios martírios. As heresias residiam no desejo de alguns em elaborar só com dados filosóficos o nascimento, a vida e a morte de Jesus Cristo. A confusão era generalizada, uns negavam a divindade de Jesus Cristo, outros se apresentavam como a própria revelação do Espírito Santo, profetizando e pregando o fim do mundo.

Mas o papa Zeferino, que não era teólogo, foi muito sensato e, amparado pelo poder do Espírito Santo, livrou-se dos hereges. Para isso uniu-se aos grandes sábios da época, como santo Irineu, Hipólito e Tertuliano, dando um fim ao tumulto e livrando os cristãos da mentira e dos rigorismos.

O papa Zeferino era dotado de inspiração e visão especial. Seu grande mérito foi ter valorizado a capacidade de Calisto, um pagão convertido e membro do clero romano, que depois foi seu sucessor. Ele determinou que Calisto organizasse cemitérios cristãos separados daqueles dos pagãos. Isso porque os cristãos não aceitavam cremar seus corpos e também queriam estar livres para tributarem o culto aos mártires.

O papa Zeferino conseguiu que as nobres famílias cristãs, possuidoras de tumbas amplas e profundas, transferissem-nas para a Igreja. Assim, Calisto começou a fazer galerias subterrâneas ligando umas às outras e, nas laterais, foi abrindo túmulos para os cristãos e para os mártires. Todo esse complexo deu origem às catacumbas, mais tarde chamadas de catacumbas de Calisto.

Esse foi o longo pontificado de Zeferino, encerrado pela intensificação às perseguições e pela proibição das atividades da Igreja, impostas pelo imperador Sétimo Severo.

O papa são Zeferino foi martirizado junto com o bispo santo Irineu, em 217, e foi sepultado numa capela nas catacumbas que ele mandou construir em Roma, Itália.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos:
Joana Isabel e Isabel Richier.

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LEÃO XIV:QUE A LITURGIA ALIMENTE A FÉ, GERANDO CARIDADE FRATERNA E PAZEm uma mensagem assinada pelo secretário de Estado...
25/08/2026

LEÃO XIV:
QUE A LITURGIA ALIMENTE A FÉ, GERANDO CARIDADE FRATERNA E PAZ

Em uma mensagem assinada pelo secretário de Estado, cardeal Parolin, o Papa saúda os participantes da 76ª Semana Litúrgica Nacional, que ocorre em Catânia – sul da Itália - de 24 a 27 de agosto, e destaca a “importância especial” que o tema escolhido, liturgia e iniciação cristã, reveste hoje na vida da Igreja. O Pontífice encoraja os responsáveis pela pastoral a ensinar a “riqueza dos gestos litúrgicos”, dos quais brotam a “comunhão” e a “reconciliação”
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Somente uma fé que brota e é forjada pela liturgia é capaz de alcançar as “ruas da humanidade” e trazer “frutos de bem, de reconciliação e de paz” . Esse é o cerne da mensagem, assinada pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, que Leão XIV faz chegar, por meio do arcebispo metropolita de Catanzaro, dom Claudio Maniago, aos participantes da 76ª Semana Litúrgica Nacional, que ocorre em Catânia, na Sicília, sul da Itália, de 24 a 27 de agosto. O Pontífice define o tema do encontro, “Uma Igreja que gera. Liturgia e Iniciação Cristã”, como de “especial importância”, retomando as palavras que proferiu aos bispos italianos durante a 82ª Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana.

A Igreja nasce da liturgia e da catequese
A iniciação cristã, baseada na oferta catequética, argumenta o Bispo de Roma, não deve ser concebida como mera “preparação para os sacramentos”, mas deve ser, antes, o “ventre” no qual uma comunidade gera para a fé e “introduz à vida pascal”. Foi justamente essa sinergia entre catequese e celebração que caracterizou as origens da vida da Igreja: os irmãos absorviam, por um lado, “o ensinamento dos Apóstolos” e, por outro, partiam o pão juntos, “na comunhão”. Leão XIV convida, portanto, a retornar a essa fonte, “reforçando e, quando necessário, recuperando, na formação cristã, o valor da Liturgia, na qual o mistério de Cristo nos envolve, nos transforma e nos faz nascer como criaturas novas”.

Um tema que o próprio Pontífice escolheu aprofundar em suas catequeses semanais, durante a audiência geral de quarta-feira, centradas nos grandes documentos do Concílio Vaticano II, entre os quais a Sacrosanctum Concilium: a constituição conciliar que destaca como a “liturgia cristã” não é um simples “revestimento exterior do mistério sacramental”, mas “a mediação eclesial por meio da qual o dom divino nos alcança”. Daí a importância de recuperar a “gestualidade” e a “simbolística litúrgica”, educando o povo de Deus — e especialmente aqueles que estão dando os primeiros passos no caminho da fé — a estilos de celebração que “favorecem a abertura do coração à ação atual e real de Deus em nós”.

Uma celebração autêntica traz frutos de caridade
A liturgia celebrada pela Igreja é uma educação contínua para a comunhão. Para que essa transmissão seja eficaz, é necessário ensinar a cultivar a “sobriedade solene dos gestos litúrgicos”, ajudando as pessoas a compreender o significado dos ritos “em toda a sua riqueza”. O teste decisivo da autenticidade de toda celebração, como reiterava o Papa Francisco na carta apostólica Desiderio desideravi, é sua capacidade de evangelizar, ou seja, de produzir, em última instância, um “testemunho de caridade”.

Mas a liturgia é também “um lugar privilegiado para a escuta da Palavra de Deus”, que a Igreja oferece aos fiéis ao proclamar os textos sagrados e explicá-los. Nesse sentido, observa o Pontífice, o Concílio Vaticano II deu uma enorme contribuição para o “enriquecimento da quantidade e variedade dos textos”, um patrimônio do qual devemos “fazer tesouro”. É “fundamental” torná-lo conhecido àqueles que se aproximam da iniciação cristã, fornecendo-lhes instrumentos interpretativos adequados, que os tornem capazes de “mergulhar frequentemente” na riqueza da Palavra.

No final da mensagem — antes de confiar à intercessão de Maria o “pleno bom êxito” dos trabalhos da assembleia —, o Papa resume as atitudes necessárias para que a liturgia possa representar um “espaço gerador” da iniciação cristã. Os responsáveis pela pastoral devem “ter a peito” o acolhimento, ensinar o significado dos mistérios sagrados e zelar para que a celebração litúrgica traga de fato frutos concretos na vida, promovendo a caridade e a reconciliação.

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