26/07/2023
Ana e seu marido, Joaquim, já estavam com idade avançada e ainda não tinham filhos, o que, para os judeus de sua época, era quase um desgosto e uma vergonha também. Os motivos são óbvios, pois os judeus esperavam a chegada do messias, como previam as sagradas profecias. Assim, toda esposa judia esperava que dela nascesse o Salvador e, para tanto, ela tinha de dispor das condições para servir de veículo aos desígnios de Deus, se assim ele o desejasse. Por isso, a esterilidade causava sofrimento e vergonha, e é nessa situação constrangedora que vamos encontrar o casal.
Mas Ana e Joaquim não desistiram. Rezaram por muito e muito tempo, até que, quando já estavam quase perdendo a esperança, Ana engravidou. Não se sabe muito sobre a vida deles, pois passaram a ser citados apenas a partir do século II, mas pelos escritos apócrifos, que não compõem a Bíblia Sagrada, porque se entende que não foram inspirados por Deus. E esses escritos apenas revelam o nome dos pais da Virgem Maria, que seria a Mãe do Messias. No Evangelho, Jesus disse: “Dos frutos conhecereis a planta”. Assim, não foram necessários outros elementos para descrever-lhes a santidade, senão o exemplo de santidade da filha Maria. Afinal, Deus não escolheria filhos sem princípios ou dignidade para fazer deles o instrumento de sua ação.
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Santa Ana e São Joaquim, rogai por nós.