13/05/2026
13 de maio nunca foi sobre comemoração.
Foi, e continua sendo, sobre memória, resistência e consciência.
Enquanto a história oficial tentou transformar essa data em símbolo de uma falsa libertação, os povos negros seguem lembrando que liberdade sem dignidade, reparação e justiça nunca foi liberdade de verdade.
E talvez por isso seja tão potente que, dentro da Umbanda, este também seja o dia consagrado aos Pretos Velhos.
Os Pretos Velhos representam os corpos negros que resistiram ao horror da escravidão sem perder a humanidade, a sabedoria, a fé e a capacidade de acolher. São espíritos que transformaram dor em cura, violência em conselho e sofrimento em aprendizado coletivo.
Curvados pelo peso da matéria, mas gigantes espiritualmente.
Nas religiões de matriz africana e afro-brasileiras, os Pretos Velhos não são figuras folclóricas. São memória ancestral viva. São símbolo de resistência preta, paciência, sabedoria, escuta e fundamento.
Cada ca****bo aceso, cada café servido, cada reza soprada e cada ponto cantado carregam a força de quem sobreviveu para que hoje fosse possível existir, ocupar espaços e continuar caminhando.
A Casa do Pai Chico reverencia hoje todos os Pretos e Pretas Velhas que sustentam este chão, esta corrente e esta caminhada.
Que nunca se romantize a escravidão.
Que nunca se apague a violência da história.
E que nunca se perca a capacidade de aprender com aqueles que fizeram do amor uma forma de resistência.
Adorei as Almas.
Saravá todas as Pretas e Pretos Velhos.