02/02/2022
Ética Cristã para as Redes Sociais – Parte 5
“…tenham cuidado com a maneira como vocês vivem… (Efésios 5:15a)
Assim como falamos na última pastoral, a ‘religião' do secularismo nega a existência de um Deus pessoal e relacional. Mas isso não quer dizer que a sociedade em que vivemos é menos ‘espiritulizada’. Como podemos ver isso? Através das postagens em redes sociais!
Não é raro vermos as pessoas que conhecemos publicando pensamentos de figuras religiosas como Dalai Lama, Buda, Papa “Fulano”, Pr. “Ciclano”, grandes gurus espíritas e por aí vai. Mas, afinal, não parece incoerente que, em uma sociedade dominada pelo secularismo e, consequentemente, pelo materialismo que o acompanha um compartilhar tão intenso desse tipo de coisas? Não exatamente!
Se não vejamos: será que o compartilhar dessas coisas supostamente ‘espirituais’ não seria motivada por uma idolatria do “bem estar”? As pessoas do século XXI idolatram o bem estar. Se você acompanha as redes sociais, com certeza, você já deve ter visto aqueles que publicam todos os dias sobre a frequência na academia, o compromisso com a estética, a vida fitness, a comida saudável, beba mais água, etc. Todas essas coisas no intuito de manter um “equilíbrio” na vida. É a religião do bem estar! E os conceitos espiritualistas das meditações, Dalai Lama, líderes religiosos e gurus espirituais fazem parte dessa religiosidade do equilíbrio, na mente do homem secular.
No entanto, essas práticas acabam ‘construindo' um ser humano de acordo com seu maior projeto de vida: ele mesmo – o próprio indíviduo. Na mente do homem secular, a espiritualidade é importante para se ter uma completude de mente e não porque essas coisas nos levam a um relacionamento com um Deus pessoal. Mesmo porquê, o princípio de um relacionamento com um Deus pessoal, nos leva a vivermos em obediência a esse Deus – e a religião do bem estar não quer ser ‘limitado' por uma proposta moral trazida por esse relacionamento com o transcendente. Afinal, dessa forma, todo princípio de autonomia humana, liberdade, soberania do indivíduo se tornaria frágil.
Diante disso, nós, cristãos, não estamos alheios a essa religiosidade do bem estar. Eu diria, inclusive, que, em nossos dias, muitos são aqueles que procuram a religião cristã por esse mesmo motivo: viver um equilíbrio na vida – experimentar ainda mais de autonomia, liberdade, etc. E não é incomum que, como cristãos, acabemos encantados com os princípios dessa religião do bem estar. E, assim, acabam expressando isso com o compartilhar desses pensamentos espiritualistas.
Na semana que vem, vamos continuar a pensar sobre essas coisas. No entanto, já deve estar claro pra você que nós, como cristãos, não devemos compartilhar e, muito menos, participar desse tipo de pensamento.
Que o Senhor nos conceda discernimento.
Em Cristo,
Pr. Thiago.
Secretário Sinodal da CSM Curitiba