04/04/2026
O caminho até o domingo da Ressurreição não é imediato. Jesus realmente morreu e foi sepultado. Para os discípulos e para toda a multidão que testemunhara os acontecimentos da Sexta-feira Santa, a morte aparentemente havia vencido.
O domingo certamente viria, mas, no drama da crucificação e na história da redenção como um todo, a fé pressupõe espera. O sábado ecoa a história entre a queda e a consumação e a espera à qual Deus nos convida pela fé.
Nesse dia, somos convidados a permanecer na tensão entre o “já” e o “ainda não”. Cristo já venceu na cruz, mas a manifestação plena de sua vitória se dará na ressurreição, assim como a nossa. Ainda padecemos tentações, ainda sofremos com a morte e a dor de nossas perdas, mas, pela fé, ao olharmos para a morte de Jesus como sacrifício único e suficiente por nossos pecados, somos infundidos de uma esperança que transcende a espera!
O Sábado de Aleluia nos convida a permanecer em silêncio e, pela fé, a silenciar as dúvidas e os temores de nossos corações, que ainda esperam a redenção final. Nessa espera, celebrando o Sábado de Aleluia, somos convidados a olhar para Cristo e perceber que ele nos representa perfeitamente nessa espera necessária à fé. Todos os crentes, de todos os cantos e de todas as eras — incluindo os do Antigo Testamento —, são contemplados por Cristo, que aguardava pacientemente a reversão dos poderes da morte e a gloriosa ressurreição anunciada no domingo da Ressurreição
No Sábado de Aleluia, alimentamos a esperança de que o domingo da Ressurreição certamente chegará para nós também.