17/04/2026
10 ENSINAMENTOS DE MESTRE RAMATÍS PARA OS UMBANDISTAS QUE SERVEM PARA TODOS!
A literatura de Ramatís sobre Umbanda, traz uma abordagem que une as diversas tradições dos terreiros ao universalismo. Suas obras, como Umbanda Pé no Chão, Elucidações de Umbanda e A Missão da Umbanda, focam na "Umbanda de raiz", despida de vaidades e centrada na melhora do caráter e no autoconhecimento.
Aqui estão 10 ensinamentos fundamentais extraídos dessa doutrina para os médiuns:
1. A Reforma Ìntima como Prioridade
O mediunismo sem o burilamento do caráter é como uma lâmpada suja que impede a passagem da luz. Ramatís enfatiza que o médium deve ser o primeiro a se curar, combatendo o orgulho e o egoísmo, para que a comunicação com os Guias não seja filtrada por suas próprias imperfeições.
2. O Estudo Constante e a Ciência da Fé
A fé na Umbanda não deve ser cega. Ramatís orienta que o médium precisa compreender a "mecânica" dos fluidos, a ação dos elementos naturais e a função de cada ritual. O conhecimento intelectual protege o médium da exploração, do animismo vicioso e da mistificação.
3. A Higiene Mental e Vibratória
O trabalho mediúnico começa muito antes de entrar no terreiro. O controle dos pensamentos, a qualidade das leituras e o que se consome visual ou emocionalmente no dia a dia determinam a sintonia com as esferas superiores. O médium é um rádio que precisa estar limpo para captar a frequência dos Pretos Velhos e Caboclos.
4. O Uso Ético do Axé (Energia)
A energia manipulada no terreiro é sagrada. Ramatís condena qualquer uso de forças espirituais para fins de vingança, amarração ou ganhos financeiros. A Umbanda é vista como "magia benfeitora", voltada estritamente para o altruísmo e o equilíbrio planetário.
5. O Respeito à Natureza
Como a Umbanda se fundamenta nos elementos naturais, o médium deve ser um ecologista por definição. O ensinamento foca na importância das matas, rios e mares como "usinas de força" dos Orixás que devem ser preservadas, evitando oferendas que poluem o meio ambiente.
6. A Simplicidade do Ritual (Umbanda Pé no Chão)
Ramatís frequentemente critica o excesso de "paramentos", a performance teatral e o brilho excessivo. O verdadeiro poder espiritual não reside na cor da guia ou no tamanho da coroa, mas na intenção e na pureza do coração. A simplicidade facilita a conexão fluídica firme.
7. A Disciplina e o Compromisso
A mediunidade não é um passatempo, mas um compromisso cármico. A pontualidade, pertença, assiduidade e o respeito às hierarquias do terreiro são formas de exercitar a humildade e a responsabilidade perante o Plano Espiritual.
8. O Cuidado com a Alimentação e Vícios
Há um forte apelo à moderação. O consumo de carne, álcool e fumo deve ser evitado de todo, pois essas substâncias densificam o perispírito e dificultam a acoplagem das entidades de luz nos dias de trabalho mediúnico.
9. A Mediunidade é Doação (Serviço Desinteressado)
"Dai de graça o que de graça recebestes". O ensinamento é pétreo: qualquer cobrança por atendimentos espirituais desvirtua a missão da Umbanda e atrai obsessores que se alimentam da cobiça de ganhos financeiros.
10. A Consciência da Interculturalidade
Ramatís propõe uma Umbanda universalista, eclética e convergente. O médium deve entender que as entidades (como o Caboclo ou o Baiano) são exemplos de sabedoria ancestral que transcendem a forma. Isso ajuda o médium a não se prender a preconceitos e a entender que a espiritualidade é uma só, independentemente da roupagem e de religião.
A obra de Ramatís é conhecida por ser direta e, por vezes, austera em relação à conduta pessoal e à ética comportamental dos médiuns, visando sempre a transição planetária e a evolução definitiva e permanente do espírito humano, acima das formas religiosas transitórias.