17/07/2026
"Uma confissão" é um livro que temos há anos, mas sempre adiei a leitura pensando que seria um clássico difícil demais de enfrentar, mas, empolgada pela leitura de "O conde de Monte Cristo", resolvi tirar da prateleira e lê-lo. É um daqueles livros que aparecem com frequência nas indicações de cristãos e senti que estava preparada para enfrentar minha segunda leitura de um dos gigantes russos.
Estava enganada.
Li metade do livro até aqui e simplesmente estou triste e desanimada. Tolstói está refletindo sobre o valor e sentido da vida, e, por enquanto, não vê beleza nenhuma nela. Parei no capítulo em que ele conclui ser um covarde por não ter dado fim à sua vida ainda, mesmo sem ver sentido nela. E aí resolvi escrever esse post.
Esta leitura simplesmente não é aconselhável para pessoas com depressão ou pensamentos negativos sobre manter sua vida. O autor está no fundo do poço e não vê como sair dali, o que pode sim gerar gatilhos ou mesmo incentivo a pessoas que estejam na mesma situação.
Creio que haverá alguma mudança radical em sua forma de pensar na parte final do livro, caso contrário, não seria uma indicação comum entre cristãos, mas para pessoas com a saúde mental já fragilizada, creio que a parte pessimista possa ter um peso gigante, sem dar tempo de chegar na parte "otimista" do livro.
Mesmo eu que estou mentalmente bem (para o possível de um mundo em colapso) me senti triste e angustiada lendo. Creio ser um livro que pode sim gerar reflexões importantes, mas o cuidado para o momento certo para a leitura deve ser considerado.