13/08/2019
O mês de agosto, é marcado na comunidade candomblecista, por ser o mês em que comemoramos o ritual do Olugbajé, um ritual totalmente voltado à família Kàrèjébe.
Nanã, Iyewá, Omolú, Iroko, Agué, Osumare e Obaluaiye, são deuses que são cultuados anualmente em um ritual, específico, chamado de Olugbajé. Que em sua tradução, significa; O banquete do Rei.
Obaluaiyê, tem seu nome traduzido para; O rei da terra, devidas às suas grandes características.
Senhor das chagas e da cura para elas, Omolú é conhecido como o Deus Iorubá protetor da saúde do corpo humano.
Nanã é a agbá mais velha do panteão dos Deuses, conhecida como progenitora do barro que modulado, formou o corpo do ser humano, matriarca da família Ungi e senhora do Igbiri, uma arma, usada para afastar espíritos ruins, e também uma ferramenta utilizada para proporcionar-nos vida e longevidade.
Iyewá, é o orixá da beleza, geralmente cultuada junto a seu irmão inseparável oxumaré, juntos conduzem o arco íris e o ciclo da água, Deusa da transformação e da mutação, início e término de ciclo.
Agué, senhor das folhas, da flora, grande senhor medicinal, usa de suas folhas para suas curas, feitiços e encantamentos, senhor que é cultuado em todos os espaços dos terreiros de candomblé, um dos provérbios Iorubá é: Kosi ewe, Kosi Orisá. Que significa, sem folhas não há Orisá, dada sua importância no culto, é de extrema importância realizar-se a cada início de uma obrigação nos terreiros de candomblé, o ritual de Sassanha, um ritual mágico e complexo feito especificamente para o Orisá Agué, ou como mais conhecido, Ossain.
Iroko, é um dos Orisáa mais antigos, ele representa o tempo e rege a Ancestralidade. Ele foi a primeira árvore plantada na terra, por onde desceram todos os Orixás, por este motivo ele é o líder de todos os espíritos das árvores sagradas.
Osumare, divindade da riqueza e prosperidade, inicio e término de ciclo, deus conhecido por ser detentor do poder da mutação, Orisá responsável pelo ciclo da água, que desce e irriga a terra, que evapora e sobe para novamente descer e trazer vida aos terrenos.
Esses deuses são presentes no ritual do Olugbajé, um culto voltado somente a eles, onde todos os presentes comem das comidas sagradas, envoltas em folha quente, uma folha chamada Ewe lará, que tem por significado, folha do corpo, onde comungam com o rei da terra de seu banquete, e após o término, a folha é passada no corpo como um ebó, para que os deuses nos tragam saúde e longevidade. Depois, é entregue em um balaio específico que terá seu destino final o Peji de Omolu.