13/08/2026
Nesta Semana da Família, somos convidados a olhar para os nossos relacionamentos com mais verdade e também com mais misericórdia.
Muitas vezes desejamos uma família perfeita, um esposo perfeito, uma esposa perfeita, filhos perfeitos e relações sem conflitos. Mas precisamos reconhecer que a perfeição que tanto esperamos dos outros também não existe em nós. Esposos, filhos, pais e familiares somos todos seres humanos, com qualidades, limites, erros e imperfeições.
É justamente aí que o amor se torna essencial. Amar não significa ignorar os defeitos do outro, mas aprender a acolher, perdoar, ter paciência e caminhar juntos. O verdadeiro amor acolhe a pessoa como ela é, mas também deseja que ela se lapide, amadureça e se torne cada dia melhor.
Amar é ter a paciência de esperar o tempo do outro, sem deixar de ajudá-lo a crescer. É corrigir com carinho, dialogar com respeito e acreditar que ninguém está condenado a permanecer para sempre com os mesmos erros.
A Palavra de Deus nos recorda: “Sobretudo, cultivai o amor, que é o vínculo da perfeição” (Cl 3,14). O amor não encobre as nossas imperfeições para que permaneçamos iguais; ele as acolhe para que, juntos, possamos nos transformar.
Nesta Semana da Família, peçamos a Deus a graça de olhar menos para aquilo que falta no outro e mais para aquilo que podemos oferecer: perdão, paciência, diálogo, compreensão e amor.
Porque uma família não é formada por pessoas perfeitas, mas por pessoas imperfeitas que, amando umas às outras, ajudam-se a crescer, a amadurecer e a se tornar melhores a cada dia.
Pensemos nisso.
Paz e bem.
Claudio O Santos