Catequese Bom Conselho

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MISSAS:

MATRIZ:
Terça, quarta e sexta-feira: 19h
Sábado: 18h
Domingo: 08h30 e 18h

CAPELA NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS:
Quinta-feira: 20h;
Primeira sexta-feira: 20h
Sábado: 19h30
Domingo: 10h30

01/11/2021

𝐓𝐨𝐝𝐨𝐬 𝐨𝐬 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐞 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐚𝐬

Todos os Santos é uma a festa celebrada na igreja Católica no dia primeiro de novembro. Como o próprio nome diz, trata-se de uma festa em honra a todos os Santos e Santas, todos os mártires, de todos os tempos, sejam eles conhecidos ou não. A Igreja tem consciência de que o número de santos no céu é muito maior do que aqueles que foram canonizados e que estão nos altares das Igrejas. A grande maioria é desconhecida, mas são santos e estão no céu. Por isso, nada mais justo do que uma festa para celebrá-los.

História de Todos os Santos

Documentos históricos atestam que já final do Século II os cristãos celebravam e rezavam por todos os santos e santas falecidos. Eles rezavam também por todos os mártires que testemunharam o nome de Jesus e morreram por causa de sua fé. Nesse tempo, os imperadores romanos deixaram sua marca de intolerância e perseguição levando à morte milhares de cristãos. Mas isso não aconteceu só em Roma.

Muitos cristãos foram martirizados em todos os cantos da terra e em todos os tempos, inclusive nos tempos atuais, confirmando aquilo que disse Jesus a seus discípulos: O servo não é maior que seu senhor. Se perseguiram a mim, perseguirão também a vocês. Mas, tende coragem, eu venci o mundo! (João 15, 20) Por isso, é impossível destinar um dia para celebrar cada mártir ou cada santo. Esta é a razão pela qual a igreja resolveu homenageá-los numa data especial.

Devoção a Todos os Santos

A festa de Todos os Santos começou a ser celebrada oficialmente no ano de 610. E aconteceu numa data muito especial: foi quando o Papa Bonifácio VI fez a dedicação do panteão, que era templo pagão romano, a Nossa Senhora e a todos os Santos e Santas da Igreja. Na época, a festa começou a ser celebrada no dia 13 de maio. Mais tarde, o Papa Gregório III mudou o dia da celebração para 1º de novembro, véspera do Dia de todos os fiéis falecidos, celebrado no dia 2 de novembro. Na ocasião, o Papa Gregório III consagrou uma igreja em Roma. Esta passou a ser a igreja de todos os Santos.

Catequese da igreja

O desejo maior da igreja ao instituir a festa e a devoção a Todos os Santos é chamar a todos os fiéis para o seguimento de Cristo Jesus, buscando inspiração no exemplo de Todos os Santos e Santas de todos os tempos, sejam eles conhecidos ou não. Esta comemoração leva todos os fiéis a se lembrarem de que são chamados à santidade, mesmo que, e principalmente, levem uma vida oculta e desconhecida. O que importa é viver a santidade, pois assim, o mundo será melhor.

Comunhão de Todos os Santos

A festa de Todos os Santos nos trás também uma outra convicção não menos importante: o fato de que vivemos a Comunhão dos Santos. Isto que dizer que os fiéis que ainda estão neste mundo, recebem a intercessão de Todos os Santos que estão no céu. Tanto nós, que estamos na terra, quanto aqueles que já estão no céu, fazemos parte de um só corpo: o Corpo Místico de Cristo. Todos os Santos, que já estão na glória de Deus, querem que nós também alcancemos a vitória e o bem supremo, que é a vida eterna na presença maravilhosa de Deus.

Oração a Todos os Santos

Ó, Deus, Onipotente e Eterno, que pela força do teu Espírito Santo santificastes a vida de tantos fiéis que vos serviram ao longo de todos os tempos e em todos os lugares, testemunhando a vossa grandeza, amor e bondade, fazei que, pela poderosa intercessão de Todos os Santos, que vós bem conheceis, cheguemos nós também à graça da vida eterna junto de vós, na companhia de Vosso Santíssimo Filho Jesus Cristo, Nossa Senhora e Todos os Santos e Santas. Todos os Santos de Deus, rogai por nós. Amém

01/11/2021

𝐒𝐎𝐋𝐄𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐃𝐄 𝐓𝐎𝐃𝐎𝐒 𝐎𝐒 𝐒𝐀𝐍𝐓𝐎𝐒

SER SANTO(A) É TER A AUDÁCIA DE REINVENTAR O HUMANO; É RESGATAR A PAIXÃO POR UM IDEAL IRRECUSÁVEL; PAIXÃO REBELDE E INQUIETA DIANTE DOS FATOS; PAIXÃO PELA VITÓRIA DA ESPERANÇA; PAIXÃO PELO SONHO DE MELHORAR A SI MESMO E O MUNDO; PAIXÃO PELO FUTURO; ENFIM, SER SANTO(A) É TER CAPACIDADE ILIMITADA DE PAIXÃO.

O SEGUIMENTO DE JESUS PEDE UMA NOVA FORMA DE SANTIDADE: A SANTIDADE DA VIDA COMUM, DA RESPOSTA À PROVIDÊNCIA DIVINA EM MEIO ÀS ROTINAS DO TEMPO, UMA CARIDADE TECIDA NOS PEQUENOS GESTOS...

28/08/2021

𝐏𝐚𝐫𝐭𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐫 𝐝𝐚 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐚 𝐌𝐢𝐬𝐬𝐚 é 𝐚𝐧𝐭𝐞𝐜𝐢𝐩𝐚𝐫 𝐨 𝐜é𝐮 𝐧𝐚 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐚

Francisco refletiu, antes da oração do Ângelus sobre o Evangelho em que Jesus se apresenta como o pão vivo que desceu do céu

A passagem do Evangelho (cf. Jo 6,51-58) deste domingo, 19, em que Jesus se apresenta como o pão vivo que desceu do céu, foi tema da reflexão do Papa Francisco que antecedeu a oração do Ângelus, tradicionalmente realizada todo o domingo na Praça São Pedro, no Vaticano. Na ocasião o Pontífice ressaltou a importância dos fiéis experienciarem a comunhão com Cristo, principalmente na Santa Missa. “Toda vez que participamos da Santa Missa, em certo sentido, antecipamos o céu na terra, porque da comida eucarística, do Corpo e do Sangue de Jesus, aprendemos o que é a vida eterna”.

Além do pão que simboliza o corpo de Cristo, Francisco explicou sobre o vinho, que simboliza o sangue de Jesus. “Carne e sangue na linguagem bíblica expressam a humanidade concreta”, comentou. Ao convidar as pessoas e os próprios discípulos a comerem de sua carne e beberem do seu sangue, Jesus os convidou, segundo Francisco, a entrarem em comunhão com Ele, a ‘comer’ a sua humanidade, e a compartilhar com Ele o dom da vida para o mundo.

“Este pão da vida, o sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo, nos é dado gratuitamente na mesa da Eucaristia. Em volta do altar, encontramos o que nos alimenta hoje e por toda a eternidade”, explicou. De acordo com o Santo Padre, a Eucaristia molda o homem a viver não apenas por ele mesmo, mas para o Senhor e os irmãos. “A felicidade e a eternidade da vida dependem da nossa capacidade de tornar frutuoso o amor evangélico que recebemos na Eucaristia”, suscitou.

Por fim, o Pontífice exortou: “Jesus, como naquele tempo, repete a cada um de nós hoje: ‘Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós” (v. 53). O Papa afirmou que diante do convite de Jesus ao homem, para nutrir-se com seu Corpo e Sangue, surgem sentimentos, como discussão e resistência, que tentam distanciar o homem do propósito de moldar a sua existência à de Jesus.

“Nutrindo-nos com essa comida, podemos entrar plenamente em harmonia com Cristo, com seus sentimentos, com seu comportamento. Isto é tão importante: ir à missa e comunicar-se, porque receber a comunhão é receber esse Cristo vivo, que nos transforma e nos prepara para o céu”, finalizou.

06/08/2021

𝐓𝐫𝐚𝐧𝐬𝐟𝐢𝐠𝐮𝐫𝐚çã𝐨 𝐝𝐨 𝐒𝐞𝐧𝐡𝐨𝐫

A Transfiguração do Senhor é celebrada na Igreja oriental desde o século V, fixada em seu calendário solene como uma das grandes festas litúrgicas em honra de Nosso Senhor Jesus Cristo, e celebra-se em 06 de agosto. Essa data é celebrada com comemorações populares no ocidente, como Bom Jesus (com várias denominações), Santo Cristo, Santíssimo Salvador, Salvador do Mundo, e tantas outras invocações. Foi nessa data significativa que voltou para a casa do Pai, o Beato Papa Paulo VI, protetor da vida por nascer (EV) que será canonizado em outubro próximo.

A Transfiguração do Senhor está entre as grandes festas e solenidades da Igreja oriental, vem precedida com a oração das vésperas solene, seguido da grande vigília de oração, é evidente que para os nossos irmãos orientais esta festa tem uma importância extraordinária pois traduz profundamente a teologia da divinização do homem.

A motivação pela qual se celebra em 06 de agosto provavelmente está associado a festa da dedicação da Igreja do Monte Tabor, mas também porque é o dia do grande meio-dia, o apogeu da luz do verão. Tem também a questão de ser quarenta dias antes da Festa da Exaltação da Santa Cruz. Segundo uma tradição esse acontecimento teria ocorrido quarenta dias antes da crucifixão.

Na tradição histórica do povo bíblico neste dia os frutos da estação eram abençoados no altar do Senhor, algumas vezes simbolizados pela Uva. Mesmo sendo de origem palestina, a festa da Transfiguração do Senhor também se estendeu às Igrejas Armênia e Siríaca; somente depois começou a fazer parte das festas da Igreja Ocidental, e foi introduzido no calendário católico ocidental por volta do ano de 1457, pelo Papa Calisto II (cf. Missal Romano).

Neste dia celebramos a Transfiguração do Senhor e Nosso Salvador Jesus Cristo, além de católicos e ortodoxos, para esta solenidade se unem os irmãos anglicanos e luteranos, iluminados e irmanados pelo mesmo espírito, unidade que congrega a mesma inspiração e carisma do seguimento de Jesus Cristo.
A Igreja ao celebrar a Transfiguração do Senhor recorda o episódio da própria transfiguração narrado no Evangelho, acompanhando mais de perto os aspectos cronológicos da vida de Jesus Cristo, sua história.

O episódio da Transfiguração chegou até nós através dos relatos dos Evangelhos Sinóticos (Mt 17,1-9; Mc 9,2-10; Lc 9,28-36), mas também através de uma alusão contidas na Segunda Carta de São Pedro Apóstolo (1.16 a 18) proposta pela forma litúrgica como uma leitura do livro do profeta Daniel (7-9-10.13-14), se a festa for celebrada na semana.

O profeta Daniel, na primeira leitura (Dn 7,9-10.13-14), nos prepara para a compreensão da Transfiguração de Jesus através da forma literária bíblica da visão apocalíptica, que, graças ao conhecimento da história do Evangelho, podemos entender a profecia de forma cristológica. Em sua visão noturna, Daniel fala de um ancião de ” roupas brancas como a neve” e do cabelo “branco como a da lã”, (cf. Dan 7,9), ambas as características ele atribui a esse ancião de muitos anos que se senta em seu ardente trono, em torno do qual existe o tribunal celestial ao seu serviço. A estes é apresentada uma pessoa que chegou com as nuvens do céu, “como um filho do homem” (cf. Dan 7, 13), a quem é dado um poder eterno, glória e seu reino que permanecerá para sempre; todos os povos o servirão.

Esta profecia está em uma chave cristológica, porque lemos a expressão filho do homem em referência a Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, filho do homem e Filho de Deus. O próprio Jesus Cristo usou o nome filho do homem para ajudar os ouvintes a refletir sobre sua pessoa e missão.

É interessante lembrar que durante o julgamento perante Pilatos, Jesus se declara o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, e por isso ele foi acusado de blasfêmia, que irá levá-lo à morte ignominiosa da cruz.

Na carta apostólica de Pedro (2Pd 1, 16-19), uma leitura alternativa para hoje, podemos ouvir de uma testemunha mais que ocular, sua experiência de fé, que se torna para nós a esperança daquilo que nos espera na vida eterna, quando seremos como ele, como Ele é, tudo resplandecente de luz.

No Evangelho de Marcos (Mc 9, 2-10), estamos no contexto que antecede a paixão de Jesus, que, antes de subir para a última hora da Galileia a Jerusalém, reunido com seus discípulos amados, Pedro, Tiago e João, para levá-los a uma alta montanha: a tradição da Igreja identifica como sendo o Monte Tabor. Aqui, Jesus foi transfigurado diante deles seu rosto e suas roupas tornaram-se brilhantes e brancas, de modo que nenhuma lavadeira poderia fazer o mesmo.

Neste evento prodigioso, Moisés e Elias (a Lei e os Profetas) apareceram conversando com Jesus. Diante de tudo isto, Pedro se voltou para Jesus para expressar sua admiração e seu temor pelo que ele e os outros dois discípulos tinham visto e em que eles estavam participando: Rabino, que quer dizer (mestre) é bom estarmos aqui: vamos fazer três tendas, uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias. Uma nuvem chegou, símbolo da presença divina como a que acompanha os judeus, (cf. Êxodo 16, 16), que os envolveu com sua sombra, da qual veio uma voz: “Este é o meu Filho amado: escutai-o!”, repetindo o que Deus, o Pai, já havia revelado por ocasião do batismo de Jesus no Jordão, a primeira teofania da Trindade. “Filho Amado” é um dos mais importantes títulos cristológicos, inspirados por (Isaías 42, 1), onde o termo “amor” significa o Servo de Javé, enquanto o convite: “ouvir”, lembra (Deuteronômio 18,25), onde Moisés anuncia a vinda do profeta do fim dos tempos ao qual o povo deve ouvir.

Essa voz e a sombra da nuvem lançaram os discípulos em grande medo, de modo a prostrá-los ao chão. Mas quando os discípulos olharam em volta, não viram senão só Jesus. Esta presença, é o único essencial, é a coisa mais importante a ser encontrada no final de uma grande experiência. Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém sobre a experiência teofânica vivida, exceto depois que o Filho do Homem ressuscitou dos mortos, o que eles não compreenderam.

O texto bíblico de Marcos começa com a expressão temporal depois de seis dias que a liturgia da Palavra de hoje não mantém fim de não criar vínculos com o que precede este episódio e, assim, para não dispersar a atenção da dimensão litúrgica que esta solenidade propõe.

Neste contexto de explicação, ele lembra que seis dias é o intervalo de tempo entre a confissão de Pedro, que na cidade de Cesaréia de Filipe proclamou Jesus como o Filho de Deus, e o anúncio de Jesus como o Filho amado de Deus que aconteceu no monte da transfiguração. É, portanto, uma confirmação, e foi o que fortaleceu a fé dos três discípulos, para que um este testemunho fosse transmitido através da tradição apostólica em todo o mundo Cristão.

Por esta razão, Deus revela no Monte da glória do seu Filho, como ele faz nas margens do Jordão, no início do ministério público de Jesus. Esta é uma característica do modo de agir de Deus que se aproxima do homem e se reúne no Monte para elevar a coragem que em breve será colocada à prova através da paixão e morte de Jesus a quem seus discípulos ajudarão com grande medo e desapontamento.
Jesus toma a iniciativa de levar consigo Pedro, Tiago e João em uma alta montanha, em um lugar recluso, sozinho (cf. Mc 9,2). Eles são os mesmos discípulos que testemunharão os milagres mais significativos e, finalmente, sua agonia. A alta montanha recorda a teofania do Sinai, na qual Moisés desfrutava da glória de Deus, a mesma que agora no Tabor, é refletida no rosto e nas vestes brancas de Jesus, enquanto a nuvem representa a presença de Deus e sua transcendência. Moisés e Elias são representados nos ícones que retratam a Transfiguração em uma convergência física, um olhar para a pessoa de Jesus, como para sublinhar o cumprimento da antiga aliança, agora inaugurada por Jesus dando-lhe um sentido novo e transformador.

A luz é a forma mais perfeita de comunhão porque permite o conhecimento mútuo. Está claro como a transfiguração, com o tema da luz, foi logo escolhida como a leitura básica para a catequese litúrgica em preparação para o batismo (cf. Liturgia do II Domingo da Quaresma): Moisés na sarça ardente, Elias na carruagem de fogo; Pedro, Tiago e João no monte Tabor; os apóstolos com Maria no Cenáculo de Pentecostes, e Paulo no caminho de Damasco.

A Transfiguração é, portanto, uma teofania, uma manifestação tanto da vida divina de Cristo como da Trindade. Nesse sentido, o episódio da vida de Jesus é considerado como o batismo de Jesus no Jordão. A voz do Pai declara Jesus como seu filho amado; o Filho está brilhando de luz, símbolo de sua descida divina; o Espírito envolve os discípulos à sombra da nuvem, tornando-se o portador da voz que testemunha a identidade de Jesus.
Jesus foi transfigurado aos olhos dos seus discípulos, e até mesmo os olhos dos discípulos foram transfigurados, no sentido de uma transformação de sua capacidade de ver, contemplar, para ser capaz de encontrar em Cristo a glória de Deus através do Espírito Santo. Esses discípulos são aqueles que participaram de momentos particulares na vida de Jesus: curas, pregação e depois paixão. É precisamente para fortalecer a fé destes, tendo em vista o escândalo da cruz, que Jesus os escolheu por causa da humilhação de enfrentar a morte e sendo desfigurado pela dor na cruz, eles podem, em seguida, lembrar-se de ter contemplado a natureza divina de Jesus, mesmo por um momento, a fim de acreditar além da morte que parece cancelar a vida.
A Transfiguração é um suporte para a fé, a fim de sustentar a fraqueza de seus apóstolos, uma ajuda gradual diante do mistério de Cristo até a Páscoa. É um lampejo de luz do Reino de Deus que é o próprio Cristo, a luz da Páscoa e do Pentecostes, o tempo da Transfiguração do mundo.

Se Moisés e Elias representam a antiga aliança, aqueles que foram escolhidos para se encontrarem com Deus em favor do povo, Pedro e os dois irmãos Tiago e João representam a nova aliança, aqueles que trarão a mensagem do amor de Deus através de Jesus Cristo.

A transfiguração, podemos vê-lo como uma janela aberta sobre a divindade de Jesus, a participação em sua essência intra-trinitária, ou pelo menos a manifestação que é experimentada por nós pelo que Ele é dentro da Trindade. Esta é a vida que o Filho sempre viveu, antes que o mundo fosse, vida assumida no corpo de carne que Jesus nascido de Maria, e oculta durante sua vida terrena. É, portanto, uma antecipação do que seremos quando formos glorificados na ressurreição, o que seremos quando Cristo transformar nosso corpo mortal e torná-lo semelhante ao seu corpo glorioso, para participar da beleza de Deus.

Em nossa jornada de cada dia estamos gradualmente transformados pela ação do Espírito de Cristo, que, através dos sacramentos, especialmente da Eucaristia, a presença perfeita de Jesus Cristo transfigurado no pão e no vinho que pela transubstanciação se tornam o seu Corpo e do seu Sangue para a remissão dos pecados e para a nossa salvação. Jesus transfigurado já é o que o cristão é chamado a se tornar através de seu batismo e por consequência sua vocação e missão no mundo.

A vida Cristã se compreende como um processo histórico de transformação real em Cristo, parafraseando o prefácio próprio desta solenidade, que revelou a sua glória tanto para preparar os seus discípulos para suportar “o escândalo da cruz” como para antecipar o esplêndido destino da Igreja ao longo de sua história.

Assim, a transfiguração é uma lição de fé para nós também, e é também uma lição de esperança, quando a proclamação da paixão e da morte se aproxima quando a tristeza e o sofrimento entram em nossa existência e somos capazes de Transfigurar com Jesus Cristo para ressurgir transformados e iluminados.

16/07/2021

𝐍𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐒𝐞𝐧𝐡𝐨𝐫𝐚 𝐝𝐨 𝐂𝐚𝐫𝐦𝐨

A devoção a Nossa Senhora do Carmo tem origem no século XII, quando se um grupo de eremitas começou a se formar no monte Carmelo, na Palestina, terra Santa, iniciando um estilo de vida simples e pobre, ao lado da fonte de Elias, que se estendeu ao mundo todo.

A palavra Carmo, corresponde ao monte do Carmo ou monte Carmelo, em Israel, onde o profeta Elias se refugiou. A palavra carmo ou carmelo significa jardim.

História de Nossa Senhora do Carmo e os carmelitas

A ordem dos carmelitas venera com carinho o profeta Elias, que é seu patriarca, e a Virgem Maria, venerada com o título de Bem Aventurada Virgem do Carmo. Devido ao lugar, esse grupo foi chamado de carmelitas. Lá, esse grupo de eremitas construiu uma pequena capela dedicada a Senhora do Carmo, ou Nossa Senhora do Carmelo.

Posteriormente os carmelitas foram obrigados a ir para a Europa fugindo da perseguição dos muçulmanos. Aí se espalhou ainda mais a Ordem do Carmelo.

Devoção a Nossa Senhora do Carmo

Com a expulsão dos carmelitas de Israel, a devoção a Nossa Senhora do Carmo começou a se espalhar por toda a Europa. Também foi levada para a América Latina, logo no começo de sua colonização, passando a ser conhecida em todos os lugares. E não somente no Carmelo. Foram construídas várias igrejas, capelas e até catedrais dedicadas a Senhora do Carmo.

Aparição de Nossa Senhora do Carmo a São Simão

São Simão era um dos mais piedosos carmelitas que vivia na Inglaterra. Vendo a Ordem dos Carmelitas ser perseguida até estar prestes a ser eliminada da face da terra, ele sofria muito e pedia socorro a Nossa Senhora do Carmo.

Sua oração, que os carmelitas usam até hoje, foi a seguinte: Flor do Carmelo, vide florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre virgem. Sede propícia aos carmelitas. Ó Estrela do mar.

Então Maria Santíssima, rodeada de anjos, apareceu para São Simão, entregou-lhe o Escapulário e lhe disse: Recebe, meu filho muito amado, este escapulário de tua ordem, sinal do meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas. Quem com ele morrer não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e amor eterno. A partir desse milagre, o escapulário passou a fazer parte do hábito dos carmelitas.

Milagre de Nossa Senhora do Carmo

A partir da aparição de Nossa Senhora do Carmo a São Simão, a Ordem do Carmelo começou a florescer na Europa e em vários lugares do mundo, permanecendo firme até os dias de hoje.

O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, tradição do Carmelo

A palavra escapulário, vem do latim, escápula, que significa armadura, proteção. O escapulário é uma forma de devoção a Maria Santíssima. O uso do escapulário é um sinal de confiança em Nossa Senhora do Carmo. A pessoa que o usa, é coberta com a proteção e as graças da Virgem Do Carmo.

O escapulário, segundo o Concilio do Vaticano II é um Sacramental, um sinal sagrado, obtendo efeitos de proteção da Igreja Católica. É uma realidade visível que nos conduz a Deus. Santa Tereza dizia que: portar o escapulário, era estar vestida com o hábito de Nossa Senhora.

Oração a Nossa Senhora do Carmo

Senhora do Carmo, Rainha dos anjos, canal das mais ternas mercês de Deus para com os homens. Refúgio e advogada dos pecadores, com confiança eu me prostro diante de vós, suplicando-vos que obtenhais a graça que necessito, ( pede-se a graça). Em reconhecimento, solenemente prometo recorrer a vós em todas as minhas dificuldades, sofrimentos e tentações, e farei de tudo que ao meu alcance estiver, a fim de induzir outros a amar-vos, reverenciar-vos e invocar-vos em todas as suas necessidades.

Agradeço as inúmeras bênçãos que tenho recebido de vossa mercê e poderosa intercessão.

Continuai a ser meu escudo nos perigos, minha guia na vida e minha consolação na hora da morte. Amém. Nossa Senhora do Carmo, advogado dos pecadores mais abandonados, rogai pela alma do pecador mais abandonado do mundo. Ó Senhora, rogai por nós que recorremos a vós.

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