Franciscanas de São José

Franciscanas de São José Somos a Congregação das Irmãs Franciscanas de São José, presentes no Brasil desde 1926. Temos a missão de difundir no universo o Deus da misericórdia.

Somos as Irmãs Franciscanas de São José, uma Congregação de Vida Consagrada Apostólica e de Direito Pontifício. Observamos a Regra e Vida dos Irmãos e Irmãs da Terceira Ordem Regular de São Francisco de Assis. Conforme nossas Constituições Gerais, vivemos os votos de pobreza, castidade e obediência em espírito de misericórdia, carisma da Congregação. Desde Madre Alphonsa, somos chamadas a dedicar-

nos ao cultivo de nossa vocação e consagração, renunciando às coisas do mundo, na pobreza e na humildade, realizando obras de misericórdia, dedicadas ao cuidado dos doentes, pobres, abandonados, idosos e necessitados. Nesta entrega, buscamos tornar-nos, nós mesma, imagem de Cristo que se tornou pobre com os pobres. "As misericordiosas Irmãs de São Francisco dedicam sua vida única e exclusivamente a servir Jesus Cristo o esposo escolhido...”(Est 1869 Parte Geral, n.1). A obra de Madre Alphonsa era marcada pela vivência radical da pobreza e do sacrifício para seguir Jesus Cristo o Crucificado, entregues à vida de oração e à vida fraterna. Com grande amor, somos chamadas a abraçar o ideal de levar a todos o amor do Pai, trabalhar e a todos servir em espírito de misericórdia. Queremos assumir isso como um voto “Semelhantes ao seu divino Esposo, cuja vida inteira no mundo foi uma ininterrupta obra de misericórdia, as Irmãs alegres e satisfeitas unam ao nome de franciscanas misericordiosas as suas obras de amor, sem elogios, sem recompensa diante dos homens, somente para a glória de Deus e sua Igreja, por puro amor a seu Deus e Senhor, no seguimento do Salvador Crucificado” (Est VI, §2, n. 2 ).

Ingresso ao Noviciado em AngolaComo é bom agradecer ao Senhor todos os dias! Hoje, de modo especial,  as Irmãs da Congre...
05/09/2026

Ingresso ao Noviciado em Angola

Como é bom agradecer ao Senhor todos os dias! Hoje, de modo especial, as Irmãs da Congregação agradecem pelo ingresso ao Noviciado das três jovens: Cláudia Laurinda Trigo Eduardo, Domingos Lucunga dos Santos e Judith Kavaifolwa, em Calomboloca/Angola, acompanhadas da formadora Ir. Voneide. Seja a caminhada das noviças sustentada pela oração e o desejo de seguir Jesus Cristo de acordo com a forma de vida de São Francisco de Assis, Santa Clara e Madre Alphonsa.
Parabéns, Noviças!

03/09/2026

23º Domingo do Tempo Comum

“Se o teu irmão pecar” - Mt 18,15-20 – As leituras da liturgia deste 23º domingo sugerem-nos uma reflexão sobre as nossas relações com as pessoas com quem convivemos ou que conhecemos. Ninguém pode se omitir diante de situações que ameaçam a vida e a felicidade de um irmão, de uma irmã. Somos sempre responsáveis uns pelos outros. A primeira leitura, do livro de Ezequiel, apresenta o profeta como uma “sentinela”, isto é, um “guarda de posto”, que Deus colocou para “vigiar” a cidade. Como “sentinela”, ele vigia a comunidade sobre os perigos que a ameaçam e alerta para o necessário cuidado. Na segunda leitura, Paulo convida os cristãos de Roma a assumirem o amor como centro da existência cristã. Não se trata de um simples conselho, mas de uma espécie de “dívida” que temos para com nossos irmãos e que nunca estará completamente saldada. Não devais a ninguém coisa alguma, a não ser o amor de uns para com os outros. O Evangelho nos indica o caminho a ser seguido em caso de irmão que comete erros. O capítulo 18 de Mateus é conhecido como “discurso eclesial”. Trata-se de uma catequese de Jesus sobre a experiência da vida da Igreja, da vida em comunidade. A comunidade de Mateus, certamente, é uma comunidade “normal”, parecida com as nossas de hoje. Existem tensões e problemas de convivência; há os que se julgam superiores aos outros, os que tomam atitudes prepotentes e escandalizam os fracos, os que magoam e ofendem, os que têm dificuldade em perdoar as falhas e os erros dos outros… Temos então a exortação de Jesus que convida à simplicidade e humildade, ao acolhimento dos pequenos, dos pobres e dos excluídos, ao perdão e ao amor. O texto deste domingo se concentra no modo de proceder para com o irmão que errou e que provocou conflitos no seio da comunidade. Não se trata apenas de alguma ofensa pessoal, de um desentendimento qualquer. Trata-se de um procedimento que gera escândalo, que faz cair os fracos, que causa prejuízos à comunidade. Qual o procedimento correto? O Evangelho propõe algumas etapas, feitas com bom senso, maturidade, equilíbrio, tolerância e muito amor. Em primeiro lugar, um encontro pessoal com o irmão. Depois, testemunhas e assim por diante. O caminho a ser seguido, exige tratar sempre a pessoa que errou, com respeito e o cuidado. O recurso final é acolher a decisão do outro, mesmo que ela signifique o afastamento da comunidade. Assegurar que não haja expulsão da Igreja, pois sua missão é acolher, perdoar, agir com misericórdia. Trata-se de aprender com Jesus a tratar a liberdade das pessoas, como ele respeitou os publicanos e os pagãos! A comunidade é convocada a exercer o poder de “ligar” e “desligar”, de libertar e perdoar, interpretando e atualizando as palavras de Jesus, exercendo o caminho da misericórdia. O que nos torna capazes de questionar a atitude de um irmão/irmã não é a certeza de possuir a verdade, mas o cuidado em realizar a fraternidade! Deus é amor e se faz presente onde dois ou três experimentam e buscam a força do amor. O texto ainda sugere que as decisões graves para a vida da comunidade devem ser tomadas em clima de oração e que o Pai vai escutar, pois onde há comunidade reunida, Jesus está no meio dela. As tentativas de correção e de reconciliação entre irmãos, no seio da comunidade, terão o apoio e a assistência de Jesus. A proposta de “correção fraterna” deste evangelho é, certamente, um desafio e uma grande necessidade para nossa Igreja hoje. Ir. Zenilda Luzia Petry - FSJ

Encontro das Irmãs da Região Centro OesteAs Irmãs Franciscanas de São José, da Região Centro Oeste, estiveram reunidas n...
31/08/2026

Encontro das Irmãs da Região Centro Oeste

As Irmãs Franciscanas de São José, da Região Centro Oeste, estiveram reunidas neste “fim de semana”, em Nova Alvorada do Sul – MS, para um Encontro fraterno e para cuidar de sua Formação, na alegria de serem Irmãs!
O Encontro iniciou na sexta feira com o Café da Manhã seguindo-se a Celebração de Abertura que desembocou em um rico momento de partilha de sua vida, missão e toda a caminhada das três Fraternidades do Mato Grosso do Sul que se fizeram presentes.
Momentos formativos também fizeram parte do Encontro envolvendo a temática: Espiritualidade, Carisma, Identidade, Saúde Mental, na tarefa de cuidar de quem cuida: corpo e mente, coração e missão na força do Espírito! A primeira parte foi em Nova Alvorada, no dia 28 que terminou com a Oração da Congregação no fim da tarde.
No sábado partimos cedo para Campo Grande na Fraternidade Mãe da Misericórdia, nas Moreninhas, onde o Café da manhã nos esperava. Seguiu-se uma manhã formação com Frei Wagner José da Rosa – OFM da Paróquia São Francisco – Campo Grande. À tarde um passeio e visita ao “Bioparque Pantanal”, o maior aquário de água doce do mundo. Abriga mais de 40 mil animais aquáticos e cerca de 450 espécies diferentes de peixes do Pantanal e da Amazônia, e outras origens - jacarés, sucuris e arraias. Uma maravilha que transporta os visitantes à exuberância de nossa bela e agreste natureza.
No Domingo, novamente em Nova Alvorada, participaram da Santa Missa na Paróquia São Cristóvão e então o encerramento do encontro, com algumas partilhas sobre a caminhada da Congregação, avaliação do encontro, propostas para o próximo ano, encontro fraterno e despedidas! Deus seja louvado por este bom tempo de encontro e muita alegria!

102 anos de vida de Irmã Rosa BorguesanAs Irmãs da Congregação e familiares reunidos neste domingo, na Sede da Província...
30/08/2026

102 anos de vida de Irmã Rosa Borguesan

As Irmãs da Congregação e familiares reunidos neste domingo, na Sede da Província Cristo Redentor em Curitiba, homenagearam Irmã Rosa que completou 102 anos de vida!
Sua trajetória é uma verdadeira inspiração de vida, repleta de coragem, amor e doação ao serviço dos mais necessitados.
Parabéns por deixar a sua marca na vida de tantas pessoas por onde passou e que tiveram a sorte de cruzar o seu caminho.
Que a graça e o amor de Deus estejam presentes a cada de sua vida. Felicidades!

27/08/2026

22º Domingo do Tempo Comum

“Se alguém quiser seguir-Me…” Mt 16,21-27 - Com a liturgia da Palavra do 22º Domingo do Tempo Comum, continuamos a refletir sobre as exigências de caminhar com Jesus, seguindo com Ele e como Ele, tendo a cruz como horizonte que se aproxima. As duas leituras e o salmo nos ajudam a melhor compreender o Evangelho deste dia. Na primeira, o profeta Jeremias descreve a sua experiência com Deus: sente-se seduzido e decepcionado, chega a dizer de sua vergonha por anunciar a Palavra de Deus! O salmista faz uso da experiência da sede e da secura parra falar de sua busca por sentido na vida. Ao escrever para as Comunidades de Roma, Paulo os convida a não se acomodar às estruturas e mentalidades do império, animando-os a oferecer suas vidas como verdadeiro sacrifício a Deus! No Evangelho, Jesus avisa aos discípulos que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas pelo amor e pela entrega da vida. Jesus avisa que vai percorrer esse caminho e convida cada discípulo a fazê-lo junto com Ele. O episódio que o Evangelho de hoje nos propõe está em continuidade ao que lemos e refletimos no domingo passado, quando Pedro, em nome dos demais discípulos, manifestou sua fé em Jesus como o “Messias, Filho de Deus vivo”. No final do relato, Jesus ordena que não divulguem que Ele é o Messias. Pode ser significativo que não haja restrições para proclamarem que Ele seja o “Filho do Deus vivo”. A compreensão do “messianismo” de Jesus necessita de purificação. Jesus vai explicar o sentido autêntico do seu messianismo e da sua filiação divina. O foco central das instruções continua sendo o “reinado de Deus”. No Evangelho de Mateus, assim como em Marcos, a primeira fase das ações e instruções de Jesus, geraram entusiasmo e atraíram multidões. A medida que isto ia ocorrendo, os líderes religiosos foram se opondo e manifestado a decisão de eliminar Jesus. Os discípulos acreditavam que Jesus era o “Messias esperado”. Queriam participar do seu destino de glória e de triunfo. No entanto, Jesus vai explicar-lhes que o seu “messianismo” não passa por triunfos e êxitos humanos, mas pela cruz. Ser discípulo é seguir esse caminho da entrega e do dom da vida. Pedro não está de acordo com este final e se opõe, decididamente, que o caminho de Jesus siga em direção da cruz. A oposição de Pedro e dos discípulos, mostra que a compreensão do mistério de Jesus ainda é muito imperfeita. Para eles, a missão do “Messias, Filho de Deus” é uma missão gloriosa e vencedora. A lógica do mundo jamais inclui a cruz e a entrega da vida. Jesus não cede a nenhuma das objeções dos discípulos e prossegue instruindo sobre as atitudes próprias de seus seguidores: “renunciar a si mesmo”, “tomar a cruz” e “seguir Jesus” no seu caminho de amor, de entrega e de dom da vida. Ser discípulo é escolha livre. “Se quiser”. A decisão por seguir é livre, mas fazendo tal opção, então “deve” fazer da sua vida um dom generoso a Deus e aos irmãos. Só assim poderá ser discípulo de Jesus e integrar a comunidade do Reino. “Se alguém quiser seguir-Me. Ir. Zenilda Luzia Petry – FSJ

24/08/2026
20/08/2026

21º Domingo do Tempo Comum

“Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias”- Mt 16,13-20. Celebrando o 21º domingo do Tempo Comum, temos novamente o Evangelho no qual Jesus interroga seus discípulos sobre quem dizem que Ele é. Já vimos este Evangelho na Festa de São Pedro e São Paulo. A primeira leitura, do Profeta Isaías, antecipa a reflexão sobre o “poder das chaves”, que sempre deve estar a serviço, agindo com solicitude, amor e justiça. A segunda leitura, da carta de Paulo aos romanos, é um convite a contemplar a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus, que realiza o projeto de salvação do ser humano, ainda que de forma estranha para a compreensão humana. O Evangelho é um convite de Jesus aos discípulos, para uma adesão plena ao “Messias, Filho de Deus” que se revela “amor crucificado”. Desta adesão nasce a Igreja (assembleia), a comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada em torno de uma pedra e de uma chave, traços de Pedro, símbolo de unidade da Igreja: pedra, alicerce que acolhe a todos e chave que abre espaços para interpretar as palavras de Jesus e adaptar os seus ensinamentos aos desafios do mundo. Olhando o Evangelho mais de perto, vemos que o cenário do relato é o Norte da Galileia, perto das nascentes do rio Jordão, em Cesareia de Filipe. A cidade tinha sido construída por Herodes Filipe, no ano 3 ou 2 a.C., em honra do imperador Augusto. O episódio ocupa um lugar central no Evangelho de Mateus. É uma verdadeira transição literária do Evangelho. Até então, há um grande êxito na missão de Jesus. Atrai multidões, gera entusiasmo entre os discípulos, pronuncia palavras e realiza gestos que encantam. Aos poucos, Jesus experimenta a oposição dos líderes e um certo desinteresse por parte do Povo. A sua proposta do Reino não é acolhida, senão por um pequeno grupo, o grupo dos discípulos. É então que Jesus se dirige aos discípulos com as perguntas sobre si próprio. Não se trata de medir a sua popularidade, mas de esclarecer os discípulos sobre sua “messianidade” e confirmá-los na opção de segui-Lo até o fim e de apostar no Reinado de Deus, o Pai que nos ama com coração de Mãe. Na opinião popular, Jesus é um homem bom, a exemplo dos antepassados, tão amados pelo povo. Não captam a centralidade de Jesus na vinda do Reino. Na opinião dos discípulos, Jesus é mais que um homem bom e justo. Pedro, porta-voz da comunidade dos discípulos, faz a plena profissão de fé da Igreja: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Jesus é o Messias, o Cristo, o esperado de Israel. Mas Jesus não é apenas o Messias, o libertador, o Rei, o Salvador. Ele é o “Filho do Deus vivo”: amor que se dá, se doa na fragilidade e abraça a todos e a tudo. Os discípulos são convidados a entender desta forma o caminhar de Jesus. A confissão de Pedro recebe de Jesus um elogio, mas destaca que não é mérito de Pedro, mas um dom de Deus. Pedro e os demais discípulos pertencem à categoria dos “pobres”, dos “simples”, abertos à novidade de Deus, que têm um coração disponível para acolher os dons e as propostas de Deus. Sobre esta categoria de pessoas será construída a Igreja, cujos alicerces são a adesão a Jesus, Filho de Deus vivo. Esta fé não é espetacular ou miraculosa. Não é adesão a um Messias poderoso. Daí a necessidade de “não dizer a ninguém que Ele é o Messias”, pois se faz necessário ainda percorrer o caminho da cruz. Que o testemunho de Pedro e dos primeiros discípulos inspirem nossas comunidades hoje a percorrerem os caminhos das planícies anunciando o Messias, o Filho do Deus vivo. Ir. Zenilda Luzia Petry - FSJ

Profissão Religiosa de Ir. Ana Tchilombo J. Kwanza e ação de graças pelo jubileu de vida religiosa Nós, Irmãs Franciscan...
15/08/2026

Profissão Religiosa de Ir. Ana Tchilombo J. Kwanza e ação de graças pelo jubileu de vida religiosa

Nós, Irmãs Franciscanas de São José, na alegria do Ano Jubilar em que comemoramos cem anos de nossa presença missionária no Brasil, reunimo-nos hoje, em solene celebração, presidida por Frei Fidêncio Vanboemmel, na Capela da Fraternidade Monte Alverne em Rondinha, Campo Largo, para acolher e celebrar o sim generoso de Ir. Ana Tchilombo Jacinto Kwanza,angolana, que neste dia de graça, emitiu, diante da Igreja, a sua Primeira Profissão Religiosa.
Também com júbilo, rendemos graças à Trindade Santa pelo jubileu de Vida Religiosa Consagrada das Irmãs: Cecília Heerdt - 60 anos. Ana da Silva Couto, Ivódia B.Voges e Natalícia Eger -50 anos e Marilene Aparecida de Souza - 25 anos.
Nossos parabéns e gratidão à Irmã Ana e a cada Irmã jubilar.
Que Maria Santíssima, elevada ao céu, nos ensine a caminhar na terra com o coração voltado para a eternidade.

13/08/2026

Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria

“Bendita és tu entre as mulheres”- Lc 1,39-56 - Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria! – Dia da Vocação à Vida Religiosa Consagrada - A Liturgia do 20º domingo do Tempo Comum, no Brasil, é substituída pela Solenidade da Assunção de Maria, celebrada mundo a fora no dia 15 de Agosto, desde o século V. As leituras bíblicas que ouvimos neste dia introduzem-nos na contemplação do grande projeto de Deus: a morte não tem a última palavra sobre a vida; é o amor que se manifesta eterno entre terra e céus. A Assunção da Mãe de nosso Deus, elevada ao céu e coroada por seu Filho ressuscitado, é também nossa vocação. Maria encontra-se na glória de Deus; ela alcançou a Meta, onde, um dia, todos nos encontraremos! A primeira Leitura, do livro do Apocalipse, por meio de uma bela imagem (uma mulher vestida de sol) indica que a Igreja, a humanidade, Maria, cada um de nós, somos um pequeno coração pulsando luz em meio às sombras. O que revela nossa vocação comum: estar na vida, doadores de vida. Ser criaturas solares, gerando vida e em luta. Contra o mal, o grande dragão vermelho que devora a luz, que come os frutos da vida. Ter um coração de luz, enviar apenas sinais de vida ao seu redor, e nunca desistir! Assim confirmando a famosa frase de Paulo: “é na fraqueza que está a força de Deus”! O Evangelho deste dia já foi ouvido muitas vezes. Sabe-se quase de memória. Mas, certamente, se faz necessário ir além do já conhecido, atravessar cada palavra e aproximar-nos dos personagens que protagonizam o relato. O melhor caminho é observar o que se diz de cada uma das pessoas presentes no relato. Olhando um pouco mais de perto lemos que quando Maria soube da gravidez de Isabel, “saiu apressadamente”. Acreditou na boa nova do anjo e correu depressa ao encontro da vida. Lá chegando, Maria entra na casa de Zacarias e saúda Isabel... Certamente não se trata de uma distração do evangelista ao narrar tal detalhe, que Maria saúda Isabel e não o chefe da casa, o sacerdote Zacarias. A casa é espaço preferencial da mulher, mas é também a grande boa nova trazida por Jesus. A casa, de ora em diante, será o lugar do encontro da nova comunidade, da Igreja. Na casa, Isabel acolhe Maria e é neste espaço que Maria garante a visibilidade de Isabel. O evangelista diz que Isabel estava “escondida” por ‘cinco meses’. O direito à palavra era negado à mulher. Com a visita de Maria, Isabel se torna “visível”, toma a palavra e assume a louvação pública da ação do Senhor. Confirma-se que a revelação dos mistérios de Deus vem dos pequenos, dos fracos, dos pobres, dos excluídos. As afirmações de Isabel são o alicerce da teologia mariana: “cheia do Espírito, exclamou em alta voz: - “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre; “Como mereço que a Mãe do meu Senhor venha me visitar”?; “Feliz aquela que acreditou”; “O menino saltou de alegria em meu ventre”.- O evangelista ainda detalha que Isabel proclama em “altos brados”, em alta voz. Não foi apenas um murmúrio. Quem era silenciada, humilhada, agora proclama, grita, solta a voz, e isto em altos brados. O menino salta de alegria - O ventre de Isabel, ventre de uma mulher estéril e idosa, é um ventre profético. Faz o menino saltar de alegria, antecipar a alegre boa nova de Jesus, anunciar a esperança, proclamar a boa notícia da salvação que se aproxima. Neste encontro destas duas mulheres marginalizadas: uma idosa e estéril, outra muito jovem, não casada e grávida, se revela a misericórdia de Deus. Ainda mais: dentre as proclamações proféticas de Isabel neste cenário da visitação, duas delas são de especial revelação. “Como mereço que a Mãe do meu Senhor venha me visitar” e “Feliz aquela que acreditou”. A mãe do meu Senhor! Isabel confessa sua fé e proclama Maria como a “mãe de Deus”. Numa cultura patriarcal, a confissão vem de Isabel, mulher estéril e idosa. Não vem do sacerdote Zacarias, que continua mudo. Na casa, fora do espaço religioso oficial, a mulher silenciada, escondida, humilhada revela-se uma grande teóloga. Feliz aquela que acreditou. Maria é reconhecida como feliz, imagem pouco explorada na piedade, na espiritualidade e até mesmo na Teologia Mariana. Ela é mais vista como a mulher do Sim, a Virgem, a Serva do Senhor, a mulher vigilante e atenta, a Mãe das Dores ao pé da cruz. Na festa da Assunção de Maria poderíamos dar um novo título a Maria: “Nossa Senhora da Alegria”, pois ela é “cheia de graça”, é “feliz porque acreditou”, foi elevada ao céu, coroada por seu Filho Ressuscitado. As razões da alegria de Maria estão sintetizadas no Magnificat, cântico este que nos convoca ao silêncio contemplativo. Louvamos a Deus pelas maravilhas que tem feito em nós e por nós: no trânsito entre céu e terra (encarnação), entre terra e céu (ressurreição/assunção), entre Nazaré e Judá (nas periferias do mundo), entre mulheres (e homens) grávidos de esperança! -. Ir. Zenilda Luzia Petry - FSJ

Dando continuidade ao nosso Encontro Internacional das irmãs Junioristas da Congregação, após termos peregrinado em noss...
08/08/2026

Dando continuidade ao nosso Encontro Internacional das irmãs Junioristas da Congregação, após termos peregrinado em nossas Fraternidades espalhadas em Angola, com períodos formativos e missões nas aldeias, de três a sete de agosto aconteceu em Cangandala/Malange o retiro assessorado pelo Pe. Joseph Salvador Motumbá Maboyi, Missionários dos Oblatos de Maria Imaculada com o tema: Jeremias, um profeta para os dias de hoje.
Foram dias onde tivemos a graça de mergulhar no mistério da purificação do coração, através de alguns textos e à luz do Profeta Jeremias e de alguns textos dos nossos documentos. Pudemos perceber que a nossa vida e vocação é um chamado que Deus nos faz para uma missão neste mundo secularizado em que vivemos e tal como Jeremias, somos chamadas por Deus para sermos suas testemunhas no mundo de hoje. É este o nosso Projeto, sermos enviadas de Deus, profetas, servas da Palavra de Deus.
Agradecemos o Pe. Joseph por este momento de graça e de retomada de nossa vocação e missão.

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