Terreiro de Umbanda Luzes no Caminho

Terreiro de Umbanda Luzes no Caminho Somos uma casa de demanda, desmanchamos trabalhos, abrimos caminho, fazemos curas espirituais, somos umbanda pé no chão é.

não somos candomblé, não fazemos amarração, não sacrificamos animais, não prejudicamos pessoas, famílias...

Páscoa na umbanda -  parte 2 RESSURREIÇÃO = a Umbanda não cultua ressurreição, mas sim, a vida eterna e reencarnação. Nã...
03/04/2026

Páscoa na umbanda - parte 2

RESSURREIÇÃO = a Umbanda não cultua ressurreição, mas sim, a vida eterna e reencarnação. Não há necessidade de chorar e se lamentar pela morte de Jesus Cristo. Na verdade, Ele não morreu, apenas foi para outra dimensão, uma dimensão muito melhor e superior, devido a sua adiantada evolução espiritual. Respeita-se o sacrifício físico que o grande Mestre se impôs e mais ainda respeita-se o ensinamento que ele quis passar: que existe vida após a morte e que a vida espiritual é mais importante do que a vida carnal. Portanto, Páscoa, para nós umbandistas, é época de reflexão e agradecimento a Cristo pelo ensinamento e exemplo repassado. Mas sem sacrifícios, pois o fato de estarmos vivendo neste planeta de provações já é sacrifício suficiente…
Ovo e coelho de chocolate = o ovo e o coelho são símbolos de fertilidade desde a antiguidade. Entre diversos povos, era hábito presentear nesta data com ovos de verdade pintados e coloridos, como forma de lembrar a passagem dos hebreus pelo deserto. Os franceses tiveram a ideia de fazer estes símbolos de chocolate. Outra grande sacada comercial! Muito gostosa, por sinal… Não que devemos abandonar este ato, até porque é um gesto simpático presentear as pessoas queridas com algo que simboliza carinho e doçura, mas sem nos endividarmos o restante do ano por causa deste costume…
Então, como o umbandista deve se comportar perante a Páscoa? Simplesmente respeitando e agradecendo em oração a Cristo, mas não apenas nesta época, mas durante toda a sua vida. Devemos continuar em nossa missão de ajudar o próximo, sermos caridosos e procurarmos sempre melhorar como seres humanos.



PÁSCOA NA UMBANDA: parte 01Vamos saber mais sobre a Páscoa para os Umbandistas.Jejuar, não comer carne, comer peixe e ba...
03/04/2026

PÁSCOA NA UMBANDA: parte 01

Vamos saber mais sobre a Páscoa para os Umbandistas.
Jejuar, não comer carne, comer peixe e bacalhau = esta é uma tradição especificamente católica, que está tão arraigada na mente das pessoas, por milênios de monopólio da Igreja Católica no mundo, que as pessoas repetem este rito sem ao menos se perguntarem qual é o fundamento. Em primeiro lugar, desculpa informar, mas peixe também é carne. Em segundo lugar, espíritas e umbandistas verdadeiros não seguem este ritual católico. É certo que não há, nas sagradas escrituras (Bíblia), nenhuma norma ou referência que regulamente o consumo de peixe na semana santa. Esta foi uma prática regulamentada por interesses comerciais do Vaticano. Sim, o Vaticano! Isto porque o Vaticano, na virada dos séculos XV e XVI, financiava a maior parte das expedições marítimas e era proprietário da maior frota de bacalhoeiros (barcos de pesca de bacalhau). Acontece que seus armazéns estavam abarrotados de bacalhau, quase não havia saída, seu consumo era muito baixo, pois naquela época as pessoas eram ainda mais carnívoras. Então, antes que sua mercadoria de bacalhau estragasse, pensaram em como escoar a produção, advindo daí a ideia de maximizar seus lucros, com o Vaticano e seus padres proibindo o consumo de carne na Quaresma, dizendo que era pecado e que podiam substituir a carne dita vermelha por peixes e bacalhau. Não deu outra: o consumo de bacalhau explodiu! Grande sacada comercial! E até hoje as pessoas repetem este ritual e nem se perguntam por que… Além do mais, se a ideia é o sacrifício, é jejuar, não tem cabimento se fartar de pratos feitos de peixe e bacalhau! Falando em sacrifício, a Umbanda não trabalha com esta história de sacrifício, pois não adianta a pessoa “se sacrificar” na semana santa e passar o resto do ano sendo egoísta, mau, fofoqueiro, maledicente e outros tantos defeitos. Os Orixás e Entidades desejam que as pessoas evoluam espiritualmente, praticando a caridade e sendo boas umas com as outras, tratando-se como irmãos.
Continua...



Em muitas casas espirituais existe uma frase que aparece quando alguém começa a se afastar do trabalho:“Estou balançado ...
12/03/2026

Em muitas casas espirituais existe uma frase que aparece quando alguém começa a se afastar do trabalho:

“Estou balançado em ficar ou sair por causa dos olhares dos irmãos.”
“Sinto um clima estranho.”
“A energia mudou.”

Mas quase sempre, quando olhamos com sinceridade, o processo começou dentro da própria pessoa.

Quando o médium começa a se desligar do compromisso, a diminuir sua dedicação ou a se afastar do propósito do trabalho espiritual, é comum que ele passe a sentir desconforto no ambiente.

E então surgem justificativas externas para explicar aquilo que, na verdade, é um movimento interno.

Nem sempre é o olhar do outro que pesa.
Às vezes é a própria consciência que começa a cobrar postura.

O terreiro é um campo de verdade.
Quando estamos alinhados com o trabalho, sentimos pertencimento.
Quando começamos a nos afastar do compromisso, o próprio campo espiritual passa a nos convidar à reflexão.

Por isso, antes de atribuir ao ambiente ou aos irmãos aquilo que sentimos, vale sempre fazer uma pergunta sincera:

Estou realmente em paz com a postura que estou tendo dentro do trabalho espiritual?

Porque muitas vezes o que parece pressão externa é apenas a alma pedindo coerência entre o que se fala, o que se sente e o que se pratica.

E amadurecer na mediunidade também significa ter coragem de olhar primeiro para dentro.


Dentro de uma casa espiritual existem diferentes formas de amar o trabalho e o dirigente.Existe o amor emocional.É o amo...
08/03/2026

Dentro de uma casa espiritual existem diferentes formas de amar o trabalho e o dirigente.

Existe o amor emocional.
É o amor de quem chegou ferido, foi acolhido, recebeu orientação, encontrou apoio. Nesse momento, o coração se enche de gratidão e a pessoa sente um vínculo muito forte com a casa e com quem a conduziu até ali.

Esse amor é sincero… mas muitas vezes ainda é frágil.

Porque ele existe enquanto tudo está confortável, enquanto há acolhimento, compreensão e cuidado.

Mas existe também outro tipo de amor, mais raro e mais profundo:
o amor consciente.

Esse é o amor do médium que entende que o terreiro não é apenas um lugar de acolhimento — é também uma escola espiritual.
É o amor de quem aceita ser orientado, corrigido, chamado à responsabilidade e ao crescimento.

O amor emocional busca colo.
O amor consciente sustenta a obra.

O primeiro nasce do sentimento.
O segundo nasce do compromisso.

E toda casa espiritual, em algum momento da sua caminhada, passa por esse processo de amadurecimento. Alguns ficam pelo acolhimento. Outros permanecem pelo propósito.

Nenhum caminho é errado. Cada alma está no seu tempo.

Mas a verdadeira mediunidade começa quando o médium deixa de buscar apenas ser cuidado… e passa a sentir alegria em também cuidar do campo, da corrente e da missão espiritual que abraçou.


Dentro de uma casa espiritual existem dois tipos de caminhada que muitas vezes se confundem.Há o médium em processo de c...
05/03/2026

Dentro de uma casa espiritual existem dois tipos de caminhada que muitas vezes se confundem.
Há o médium em processo de cura e há o médium em processo de missão.
Muita gente chega ao terreiro machucada pela vida, carregando dores, confusões, perdas e desequilíbrios. E isso não é um problema. A casa espiritual existe justamente para acolher, organizar e fortalecer quem precisa se reconstruir.
Mas chega um momento em que algo precisa mudar por dentro.
O médium que estava sendo cuidado precisa começar a aprender a cuidar do campo, sustentar a energia da casa, assumir responsabilidade espiritual e postura diante da própria vida.
Nem todos conseguem — ou querem — fazer essa transição.
E está tudo bem compreender isso com honestidade.
O terreiro não é uma muleta existencial.
O terreiro é uma escola espiritual.

03/02/2026




Nesse final de semana, tivemos o encontro dos homens, celebrando o sagrado masculino com toda a sua força O encontro do ...
02/02/2026

Nesse final de semana, tivemos o encontro dos homens, celebrando o sagrado masculino com toda a sua força

O encontro do Sagrado Masculino é, antes de tudo, um chamado à consciência.
É um espaço onde o homem pode se despir das armaduras impostas pela vida, pelo medo, pela rigidez e pelas expectativas externas, e se reconectar com sua essência mais verdadeira.
Por muito tempo, o masculino foi ensinado a calar, endurecer e suportar sozinho. Aqui, ele aprende o contrário: a sentir, escutar, compartilhar e sustentar com presença. Esse encontro não fala apenas de força — fala de responsabilidade, honra, proteção e equilíbrio.
No terreiro, o Sagrado Masculino se alinha às forças ancestrais que regem o agir correto, o cuidado com a palavra, o respeito ao coletivo e a firmeza espiritual. É o masculino que protege sem dominar, que lidera sem oprimir, que constrói sem destruir.
Quando homens se reúnem com propósito espiritual, algo muito maior acontece:
curam-se vínculos, quebram-se padrões antigos e fortalece-se a corrente como um todo. O homem que se conhece, se acolhe e se responsabiliza por sua própria caminhada, torna-se um pilar vivo dentro da casa espiritual e dentro da família.
Este encontro não termina aqui.
Ele segue em cada gesto mais consciente, em cada silêncio respeitoso, em cada atitude guiada pelo equilíbrio entre razão e sensibilidade. O Sagrado Masculino desperto não precisa provar nada — ele simplesmente é.
Que cada homem leve consigo a certeza de que sua presença importa, sua energia sustenta e seu caminho, quando alinhado ao espiritual, fortalece toda a comunidade.
Que esse círculo se feche com gratidão, respeito e compromisso com a própria evolução.

Conduzido por Enzo Vinícius - terapeuta



masculino

Nosso círculo de mulheres desse ano teve a confecção da boneca da prosperidade, saúde,auto cuidado e valorização “Hoje, ...
01/02/2026

Nosso círculo de mulheres desse ano teve a confecção da boneca da prosperidade, saúde,auto cuidado e valorização

“Hoje, cada uma de nós vai dar forma a uma boneca.
Mas essa boneca não é um enfeite… ela é um espelho.”
“Desde os tempos mais antigos, as mulheres criam bonecas, amuletos e figuras não para brincar, mas para ancorar intenções, proteger sonhos e lembrar quem elas são.”
“Essa boneca representa o feminino que habita em você:
o seu corpo, a sua história, suas feridas, sua força, sua fertilidade criativa e espiritual.”

“Quando você cuida da sua boneca, você está simbolicamente cuidando de si.
Cada ponto, cada nó, cada detalhe é um gesto de amor próprio.”
“Muitas vezes fomos ensinadas a cuidar de tudo e de todos, menos de nós mesmas.
Hoje, este ritual nos convida a inverter essa lógica:
eu me vejo, eu me honro, eu me acolho.”
“Essa boneca não precisa ser perfeita.
Assim como você, ela carrega beleza na imperfeição, força na delicadeza e verdade na simplicidade.”



feminino

Antes que os atabaques soem, antes que as velas sejam acesas e que os guias se manifestem, existe um gesto silencioso e ...
01/02/2026

Antes que os atabaques soem, antes que as velas sejam acesas e que os guias se manifestem, existe um gesto silencioso e profundamente sagrado: lavar o terreiro.
A lavagem do terreiro, realizada pelas mulheres no início dos trabalhos do ano, é um fundamento ancestral que nasce da tradição viva, passada de geração em geração, muito antes de ser escrita ou explicada. É um ritual que carrega o mesmo princípio espiritual da Lavagem do Bonfim: limpar para consagrar, cuidar para abrir caminhos.

Na espiritualidade de matriz africana, lavar não é apenas limpar o chão. Lavar é retirar memórias, dissolver cargas, levar embora o peso dos ciclos que se encerraram.

O chão do terreiro guarda histórias, lágrimas, pedidos, dores, curas e aprendizados. Ele absorve tudo. Por isso, precisa ser cuidado.
Quando as mulheres lavam o terreiro, elas não executam um serviço — elas realizam um ato sagrado.

Representam a força da água que gera, acolhe, nutre e renova. São a expressão do ventre espiritual da casa, preparando o espaço para que a vida, a fé e o sagrado possam florescer novamente.

A lavagem do terreiro marca o encerramento de um ciclo e o nascimento de outro. Ela limpa não só o espaço físico, mas o campo espiritual, emocional e energético da casa. Retira o cansaço do ano que passou e prepara o chão para receber novas histórias, novos trabalhos e novas curas.
Esse ritual ensina algo simples e profundo: não se começa um novo ano espiritual sem antes cuidar do que sustenta a casa. É um gesto de humildade, respeito e amor. Um fundamento que não busca espetáculo, mas equilíbrio.

Na Umbanda, não existe tarefa pequena.Existe entrega.⠀Cada mão que age com fé firma mais um ponto de luz no terreiro.Que...
02/07/2025

Na Umbanda, não existe tarefa pequena.
Existe entrega.

Cada mão que age com fé firma mais um ponto de luz no terreiro.
Quem varre o chão, varre o caminho para os guias.
Quem prepara a defumação, perfuma o ar que acolhe o sagrado.
Quem limpa o banheiro, também cuida do corpo de quem veio buscar cura.

Umbanda é serviço.
E serviço é oração em movimento.

Quando entendemos que tudo é importante, aprendemos que o milagre começa nos detalhes.

Porque não existe gira sem bastidor, nem terreiro forte com médiuns ausentes da responsabilidade.

Quem ama, serve.
Quem serve, sustenta.
Quem sustenta, faz parte da corrente.


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Curitiba, PR
81550-220

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