Pão dos Pobres Santo Antônio

Pão dos Pobres Santo Antônio Todos nós, que somos batizados e
cremos em Deus, somos convocados pelo Senhor. Juntos somos a Igreja. A Igreja é mais do que uma instituição porque ela é um.

Mistério ao mesmo tempo humano e divino.

21/08/2026
21/08/2026

“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. Assim o papa Pio XII definiu em 1950, através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, este dogma que é celebrado solenemente hoje (15), a Assunção da Santíssima Virgem Maria.

O dogma da assunção se refere a que a Mãe de Deus, ao cabo de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória celestial.

Na celebração desta solenidade, em 2010, o papa Bento XVI destacou a importância dessa data. “Nesta solenidade da Assunção, contemplamos Maria: ela nos enche de esperança a um futuro repleto de alegria e nos ensina o caminho para alcançá-lo: acolher na fé o Seu Filho; nunca perder a amizade com Ele, deixando-nos iluminar e guiar pela Sua Palavra; segui-lo cada dia, inclusive naqueles momentos nos quais sentimos que nossas cruzes ficam pesadas. Maria, a arca da Aliança que habita no santuário do céu, nos indica com claridade luminosa que estamos em caminha à nossa verdadeira Casa, a comunhão da alegria e da paz com Deus”.

O Catecismo da Igreja Católica explica que “a Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos” (966).

A importância da assunção para homens e mulheres do começo do terceiro milênio da era cristã reside na relação que existe entre a Ressurreição de Cristo e nossa. A presença de Maria, ser humano como nós, que se encontra em corpo e alma já glorificada no Céu, é isso: uma antecipação da nossa própria ressurreição.

O papa João Paulo II, em uma de suas catequeses sobre a assunção, explicou isto nos seguintes termos: “O dogma da Assunção, afirma que o corpo de Maria foi glorificado depois de sua morte. Com efeito, enquanto para os demais homens a ressurreição dos corpos ocorrerá no fim do mundo, para Maria a glorificação do seu corpo se antecipou por singular privilégio”.

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21/08/2026

Hoje, a Igreja celebra Santa Dulce dos Pobres, a religiosa baiana que dedicou sua vida ao serviço aos pobres e doentes. Canonizada em 2019 pelo papa Francisco, tornou-se a primeira santa nascida no Brasil.

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes nasceu em Salvador, em 1914. Desde cedo manifestou interesse pela vida religiosa e, aos 13 anos, começou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família em um centro de atendimento conhecido como “A Portaria de São Francisco”.

Em 1933, ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe, onde recebeu o hábito e passou a ser chamada irmã Dulce. Na década de 1930, iniciou seu trabalho assistencial nas comunidades carentes de Salvador, especialmente nos Alagados.

Em 1939, passou a abrigar doentes que recolhia nas ruas. Depois de ser expulsa de diversos lugares, em 1949 recebeu autorização para ocupar um galinheiro ao lado do convento, onde acolheu os primeiros 70 doentes. A iniciativa deu origem às Obras Sociais Irmã Dulce, hoje um dos maiores complexos de saúde pública do país.

“Quando nenhum hospital quiser aceitar algum paciente, nós aceitaremos. Esta é a última porta e por isso eu não posso fechá-la”, dizia irmã Dulce.

Em 1988, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Também encontrou-se duas vezes com são João Paulo II, que a incentivou a continuar sua obra.

O “anjo bom do Brasil” morreu em 13 de março de 1992, aos 77 anos. Foi beatificada em 2011 e canonizada pelo papa Francisco em 13 de outubro de 2019, após o reconhecimento de um segundo milagre atribuído à sua intercessão.

Santa Dulce dos Pobres, rogai por nós! 🙏

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21/08/2026

Hoje, a Igreja celebra Santa Clara de Assis, jovem da nobreza italiana que deixou tudo por Cristo e, junto a São Francisco de Assis, decidiu atender ao chamado de Deus. Considerada padroeira da televisão e de seus profissionais, viveu episódios em que teve a graça de ver projetadas nas paredes de sua cela cerimônias que desejava acompanhar, mas não podia por causa da enfermidade.

Santa Clara nasceu em Assis, em 1193. Aos 18 anos, ouviu os sermões quaresmais de São Francisco e pediu que ele a ajudasse a viver segundo o Evangelho. No Domingo de Ramos de 1212, fugiu de casa e foi até a Porciúncula, onde trocou seus finos vestidos por um hábito de penitente e São Francisco cortou seus cabelos.

Seus parentes tentaram tirá-la do convento, pois haviam planejado seu casamento, mas Clara permaneceu firme em sua decisão de servir a Deus. Sua irmã Inês também se uniu a ela e, mais tarde, São Francisco transferiu as duas para uma casa junto à igreja de São Damião, onde Clara foi nomeada superiora. Assim nasceu a comunidade das clarissas, que se espalhou pela Itália, França e Alemanha.

Santa Clara e suas religiosas viviam uma intensa austeridade: não usavam calçado, dormiam no chão, não comiam carne e só falavam quando necessário ou por caridade. Clara imitou à perfeição o espírito de pobreza de São Francisco.

A partir de 1224, Clara adoeceu. Em uma noite de Natal, mesmo impossibilitada de ir à igreja, teve a visão do presépio e pôde assistir ao santo ofício que acontecia na Igreja de Santa Maria dos Anjos. Anos depois, durante o funeral de São Francisco, viu novamente os acontecimentos projetados na parede de sua cela, como se fossem imagens em uma tela. Por essas visões, tornou-se padroeira da televisão.

Em 1240, durante um ataque a Assis, Clara defendeu a cidade levando nas mãos o Santíssimo Sacramento. Também redigiu uma regra para as clarissas, baseada no espírito franciscano e na pobreza, que foi aprovada pelo papa Inocêncio IV dois dias antes de sua morte.

Santa Clara morreu em 11 de agosto de 1253, aos 60 anos. Em 1255, menos de dois anos depois, foi canonizada pelo papa Alexandre IV.

Santa Clara de Assis, rogai por nós!

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21/08/2026

Por ocasião da festa de são Lourenço, diácono e mártir da Igreja, hoje (10) também é celebrado o Dia dos Diáconos Permanentes.

No século III, são Lourenço era um dos sete diáconos de Roma que ajudavam o papa Sisto II, o qual o nomeou administrador dos bens da Igreja e permitiu que distribuíssem esmolas aos pobres e necessitados.

Na história da Igreja, os diáconos sempre ajudavam os sacerdotes a desenvolver seu ministério. Embora o diácono tenha recebido o sacramento da ordem, este não é propriamente um sacerdote e, portanto, não tem suas potestades.

O sacramento da ordem tem três graus – episcopado, presbiterato e diaconato – que estão explicados entre os numerais 1554 e 1571 do Catecismo da Igreja Católica (CIC).

O diácono se ordena ao ministério da palavra, da liturgia e da caridade. Sua função principal é a assistência qualificada ao sacerdote nas celebrações e não é simplesmente um “ajudante”.

As outras funções dos diáconos estão explicadas na constituição dogmática Lumen Gentium e nos cânones 757, 835, 910, 943 e 1087 do Direito Canônico.

Algumas destas competências são: o batismo, conservar e distribuir a Eucaristia, ser ministros da exposição do Santíssimo e da bênção eucarística, ser ministro ordinário da sagrada comunhão, levar o viático aos doentes terminais, em nome da Igreja assistir e abençoar o matrimônio, ler a Sagrada Escritura aos fiéis, administrar os sacramentais como por exemplo a água benta, a bênção das casas, imagens e objetos, presidir o ritual fúnebre e o sepultamento.

O diaconato considerado em si mesmo como ministério permanente decaiu no ocidente depois do século V, e este primeiro grau do sacramento da ordem foi reduzida a uma simples etapa para chegar ao grau sucessivo, ou seja, ao sacerdócio.

Depois do Concílio Vaticano II, foi restabelecido o diaconato “como um grau particular dentro da hierarquia”.

A constituição Lumen Gentium especifica no numeral 29: “Com o consentimento do Romano Pontífice, poderá este diaconado ser conferido a homens de idade madura, mesmo casados, e a jovens idôneos; em relação a estes últimos, porém, permanece em vigor a lei do celibato” (EV, 1/360).

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21/08/2026

A Semana Nacional da Família começa domingo (9) em todo o Brasil. Neste ano, a iniciativa celebra os 45 anos da exortação apostólica Familiares consortio, de são João Paulo II, e os 10 anos de Amoris laetitia, do papa Francisco. O tema é “Família, torna-te aquilo que és” e o lema “O amor jamais acabará” (1Cor 13,8).

A Semana Nacional da Família é promovida pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) e Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Teve início em 1992 e é realizada sempre na segunda semana de agosto, mês vocacional, começando no Dia dos Pais e o domingo em que a Igreja no país celebra a vocação matrimonial.

“É um momento de reflexão tanto por parte da Igreja como para fora, com a sociedade civil organizada”, disse o assessor da Comissão para a Vida e a Família, padre Rodolfo Chagas Pinho. “Nós queremos, com a Semana Nacional da Família, construir pontes para que, de fato, a família continue sendo a base da nossa sociedade”, acrescentou.

A abertura da Semana Nacional da Família será no domingo, com missa celebrada pelo bispo de Ponta Grossa (PR), dom Bruno Elizeu Versari, presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, às 11h, na catedral Sant’Ana, em Ponta Grossa. O bispo auxiliar de Curitiba (PR), dom Reginei Modolo, também vai celebrar este momento às 18h, na capital paranaense, com transmissão pela TV Evangelizar.

Durante a semana, cada diocese, paróquia, comunidade tem sua programação que envolve encontros, formações, momentos de oração. Para apoiar as celebrações, a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) elaborou o subsídio Hora da Família, que está na 30ª edição. São sete encontros, divididos em: missa de abertura; À luz da Palavra; Aa realidade e os desafios das famílias; A espiritualidade da família: um caminho de amor e santidade; O amor que se torna fecundo; Reforço na educação dos filhos; e encerramento da Semana Nacional da Família.

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21/08/2026

A Igreja celebra hoje (6) a festa litúrgica da Transfiguração do Senhor. Segundo a tradição, ela aconteceu no Monte Tabor (Israel), na presença dos apóstolos Pedro, Tiago e João. Foi neste episódio que Jesus conversou com Moisés e Elias e escutou-se de uma nuvem a voz de Deus Pai que dizia “Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha afeição; ouvi-o” (Mt 17),5.

No Catecismo da Igreja Católica (555), em referência à passagem bíblica, menciona-se que “por um momento, Jesus mostra a sua glória divina, confirmando assim a confissão de Pedro. Mostra também que, para ‘entrar na sua glória’ (Lc 24, 26), tem de passar pela cruz em Jerusalém”.

“Moisés e Elias tinham visto a glória de Deus sobre a montanha; a Lei e os Profetas tinham anunciado os sofrimentos do Messias. A paixão de Jesus é da vontade do Pai”, assinala o Catecismo.

Deste modo, recorda as palavras de santo Tomás de Aquino, que afirmou que neste acontecimento “apareceu toda a Trindade: o Pai na voz; o Filho na humanidade; o Espírito Santo na nuvem luminosa”.

Segundo o relato evangélico, a Transfiguração ocorreu em um monte alto e afastado chamado Monte Tabor, que em hebraico significa “o abraço de Deus”.

São Jerônimo comentava este episódio da vida de Jesus com muito ardor e acrescentava inclusive palavras na boca de Deus Pai para explicar a predileção de Jesus. “Este é meu Filho, não Moisés nem Elias. Esses são meus servos; aquele, meu Filho. Este é meu Filho: de minha mesma natureza, da minha mesma substância, que em Mim permanece e é tudo o que Eu sou. Também aqueles outros são certamente amados, mas este é meu amadíssimo. Por isso escutem-no”, disse o santo.

“Ele é o Senhor, estes outros, os servos. Moisés e Elias falam de Cristo. São seus servos. Não honrem os servos do mesmo modo que o Senhor: escutem somente o Filho de Deus”, acrescentou.

Quando a Transfiguração acabou, Pedro, que havia dito “Senhor, é bom estarmos aqui!”, desce sem compreender o que havia acontecido. Por isso, santo Agostinho, em um dos seus sermões, se refere ao primeiro papa com palavras de reflexão, que na verdade se transformam em uma interpelação para cada cristão no mundo de hoje:

“Desce para sofrer na terra, para servir na terra, para ser desprezado, crucificado na terra. A Vida desce para fazer-se matar; o Pão desce para ter fome; o Caminho desce para cansar-se da caminhada; a Fonte desce para ter sede; e tu recusas sofrer?”.

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