19/08/2026
HISTÓRIA:
Em 1997 passei pelo Ìtẹfá, sem imaginar tudo o que eu e a Ẹ̀sìn Òrìṣà Ìbílẹ̀ viveríamos juntos.
De 1997 até hoje, conheci e convivi com inúmeros sacerdotes Yorùbá legítimos, com os quais pude aprender muito sobre cultura, tradição, rituais e idioma.
Sou grato.
Tive a imensa honra e a alegria de ir à terra Yorùbá, conhecer e conviver com a dura realidade daquele povo.
Nos últimos 11 anos, através do meu templo, ajudei e continuo ajudando inúmeras famílias Yorùbá. Crianças estudaram e ainda estudam. Meninos aprenderam Ifá e Òrìṣà, com financiamento do nosso Templo.
Evito tornar isso público, pois nunca fiz para dizer que faço, e sim para somar à tradição da qual faço parte há 29 anos.
Nunca tive nem tenho como propósito ser grande na religião, tanto que tenho apenas um título, o de Aṣojú Ìjọ, dentro de uma pequena comunidade.
Sou grande na minha vida, como ser humano e disso, não abro mão.
Na vida, não há fórmulas.
Para algumas pessoas, ir à Bahia todo ano faz sentido. Para outras, não.
Ir à Nigéria todo ano faz sentido para algumas. Para outras, não. E está tudo bem, cada Orí tem seu kádàrá (destino).
O Ifá nos ensina que cada um tem um Orí e um destino. É curioso que o próprio Ifá tenha Odù que diz que uma pessoa deve viajar muito, e outros Odù que alertam sobre não viajar demais.
Não é o outro quem sabe o que é melhor para o seu Orí. É o seu Orí que sabe.
Assuma o protagonismo da sua vida, e não de uma religião e/ou tradição. Afinal, os costumes mudam, mas a sua vida é única nesta jornada.
Aos que solicitaram a minha visão sobre o assunto, digo: cada ser humano constrói o seu próprio caminho, e eu não recomendo seguir o caminho nem a cabeça de ninguém.
Tenho orgulho de, ao longo desses 29 anos, ter ajudado e ainda ajudar a propagar a Religião Tradicional Yorùbá de forma saudável e responsável. Assim, mantemos muitas famílias da terra Yorùbá que dependem dessa troca. Que ela seja sempre uma troca justa.
Atenciosamente,
Elésìrẹ́ Awódélé Zarcel.
18/08/2026