Rinzai Zen Brasil

Rinzai Zen Brasil Página dedicada a disseminação dos ensinamentos e praticas budistas da escola Rinzai Zen.

22/03/2025
No Zen consideramos hoje dia 15 de fevereiro como a data do Parinirvana de Shakyamuni Buda e, é celebrada o Nehan-e uma ...
15/02/2025

No Zen consideramos hoje dia 15 de fevereiro como a data do Parinirvana de Shakyamuni Buda e, é celebrada o Nehan-e uma cerimônia de agradecimento pelos ensinamentos que ele nos deixou:

"Ó monges e monjas! Vocês, que mantêm os Preceitos, devem controlar os cinco sentidos. Não deixem os sentidos desprotegidos, permitindo que os cinco desejos penetrem e controlem vocês. É como o vaqueiro que brande sua vara para evitar que o gado invada a plantação de outra pessoa. Se há indulgência nos cinco sentidos, os cinco desejos ficarão à solta e vocês serão incapazes de controlá-los. Novamente repito: é como um cavalo bravo que não pode ser controlado pelo chicote e cai numa vala, levando seu cavaleiro com ele. Embora o sofrimento de ser ferido por um ladrão dure apenas uma vida, o mal causado pelos cinco sentidos se estende através de muitas vidas, criando grande dor. Não negligenciem a atenção. É por essa razão que a pessoa sábia controla seus sentidos e não os segue; os mantém guardados, não permitindo que vagueiem ao léu. Os sábios, quando libertam os cinco sentidos, logo os aquietam. A mestra dos cinco sentidos é a mente. Por essa razão, vocês devem controlar sua mente. A mente deve ser mais temida que cobras venenosas, bestas selvagens ou assaltantes vingadores. Grandes incêndios e destrutivas enchentes não podem ser comparados a ela. É como uma pessoa que, correndo celeremente com uma jarra de mel nas mãos, olhasse apenas para o mel e não visse um grande buraco. Repito: é como um elefante enlouquecido sem uma corrente ou um macaco pulando nas árvores – ambos são muito difíceis de controlar. Dominem logo a mente e não a deixem desembestar. Se cederem, perderão a boa sorte de terem nascido humanos. Se mantiverem a mente focada, não haverá algo que não possam obter. Por essa razão, monges e monjas, vocês devem se esforçar com muita diligência para manter a mente sob controle"

Ó monges e monjas! Vocês devem sempre, de todo o coração, procurar o Caminho da libertação. Todas as coisas no mundo, tanto as que se movem como as que não se movem, são caracterizadas por instabilidade e desaparecimento.

- Trecho do "Breve Parinirvana Sutra

Se um elefante é selvagem, ele é muito perigoso para todos os outros animais. Da mesma forma, se a mente não for control...
13/02/2025

Se um elefante é selvagem, ele é muito perigoso para todos os outros animais. Da mesma forma, se a mente não for controlada, ela pode prejudicar os outros. Todo sofrimento é causado por uma mente indomável.

Se um elefante é domesticado, ele obedece ao seu mestre melhor do que qualquer outro animal. Mesmo que o mestre diga para pegar uma bola muito grande e quente com sua tromba, o elefante o fará. Se a mente for domesticada, ela pode realizar qualquer ação, não importa quão difícil.

A pegada do elefante é maior do que a de qualquer outro animal. Se nossa mente for domesticada e ficar sob o controle do Dharma, ela serve ao seu mestre melhor do que qualquer outra coisa. Se nossa mente for muito pacífica e bem domesticada, por exemplo, não haverá mais inimigos dessa pessoa em lugar nenhum, tornamos todos os outros ao nosso redor pacíficos.

Todos os resultados de nossa mente — sejam bons ou ruins, são expressivos. O corpo e a fala de uma pessoa são apenas servos de sua mente.

Com a prática se alcança o "elefante"
Com a prática se domina o "elefante"
Com a prática nos tornamos UM com o "elefante".

- Kyozen Kaito

Sentado sob a árvore Bodhi, decido a empreender seu esforço final, Siddharta foi acossado por inúmeras distrações. Māra,...
08/12/2024

Sentado sob a árvore Bodhi, decido a empreender seu esforço final, Siddharta foi acossado por inúmeras distrações. Māra, a personificação da ilusão, estendeu sobre Siddharta toda forma de engodo, perturbação e tentação possível.

Sem retroceder em sua determinação, Siddharta conseguiu reconhecer cada ilusão como tal; sem ceder às armadilhas do desejo, da aversão e do ressentimento; sem se abater pela desesperança ou se deixar arrastar pelo orgulho, Siddharta estabeleceu sua mente em firme equanimidade. Como as águas cristalinas de um lago tranquilo, sua mente se tornou também clara e transparente. Ele estava em profundo samādhi.

Imerso na tranquilidade do samādhi, Siddhārta empreendeu uma investigação profunda. Primeiro, dirigindo a mente para a origem de sua própria vida, adquiriu o poder de rememorar as existências passadas Depois, ao aprofundar ainda mais sua observação, adquiriu também a visão divina ou seja, o poder de vislumbrar mentalmente todas as coisas, tornando-se capaz de visualizar diretamente outros planos de existência e avistar os renascimentos dos seres que transmigram. A essa altura, compreendeu como os seres renascem e morrem sucessivamente num ciclo interminável, existência após existência; ele compreendeu também como estes renascimentos se dão mediante o karma gerado por cada um desses seres – isto é, são decorrentes de suas ações corporais, verbais e mentais.

Por último, ele localizou a causa primordial que mantém os seres agrilhoados a esse processo: a ignorância e o desejo. Mediante essa compreensão, Siddhārta adquiriu a total compreensão das mais profundas impurezas mentais, juntamente com a habilidade de abandoná-las e extingui-las por completo. Amparado por grande concentração e sabedoria, ele pôs fim aos venenos da ira, cobiça e ignorância. Siddharta havia alcançado a perfeita paz do nirvana; ele agora sabia que havia finalmente se liberado, e sabia ter encontrado o método para a eliminação definitiva do sofrimento. Siddharta estava, enfim, Desperto.

Com a idade de 35 anos, Siddharta Gautama consumou a Buddhidade, passando o ser Buddha Sakyamuni um exemplo de grande compaixão e sabedoria ensinando a todos o caminho para libertação.

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15/11/2024

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O deus do ar.Um eremita estava meditando à beira de um rio quando um jovem o interrompeu."Mestre, eu desejo me tornar se...
05/11/2024

O deus do ar.

Um eremita estava meditando à beira de um rio quando um jovem o interrompeu.

"Mestre, eu desejo me tornar seu discípulo," disse o jovem.

"Por quê?" respondeu o eremita.

O jovem pensou por um momento.

"Porque eu quero encontrar Deus."

O mestre levantou-se de repente, agarrou-o pela nuca, arrastou-o para o rio e mergulhou sua cabeça na água.

Depois de segurá-lo lá por um minuto, com o jovem se debatendo e lutando para se libertar, o mestre finalmente o puxou para fora do rio. O jovem tossiu água e ofegou para recuperar o fôlego. Quando ele finalmente se acalmou, o mestre falou.

"Diga-me, o que você mais queria enquanto estava debaixo d'água?"

"Ar!" respondeu o jovem.

"Muito bem," disse o mestre. "Vá para casa e volte para mim quando você desejar Deus tanto quanto acabou de desejar o ar."

Moderação Um monge idoso, que havia vivido uma vida longa e ativa, foi designado para o papel de capelão em uma escola p...
29/10/2024

Moderação

Um monge idoso, que havia vivido uma vida longa e ativa, foi designado para o papel de capelão em uma escola para meninas. Nos grupos de discussão, ele frequentemente descobria que o tema do amor se tornava um assunto central. Esta era sua advertência para as jovens:

“Compreendam o perigo de qualquer coisa em excesso em suas vidas. Muita raiva no combate pode levar à imprudência e à morte. Muito fervor nas crenças religiosas pode levar à mente fechada e à perseguição.

Muita paixão no amor cria imagens de sonho do amado – imagens que, em última instância, se provam falsas e geram raiva. Amar demais é como lamber mel na ponta de uma faca.”

“Mas, como um monge celibatário,” perguntou uma jovem, “como pode saber sobre o amor entre um homem e uma mulher?”

“Um dia, queridas crianças,” respondeu o velho mestre, “eu lhes direi por que me tornei monge.”

Sem Mundo ObjetivoCerta vez um jovem monge que se especializava nos preceitos budistas, enquanto caminhava à noite pisou...
22/10/2024

Sem Mundo Objetivo

Certa vez um jovem monge que se especializava nos preceitos budistas, enquanto caminhava à noite pisou em algo que fez um som de esmagamento, e ele imaginou ter pisado em uma rã carregada de ovos.

Isso lhe causou grande alarme e arrependimento, em vista do preceito budista contra tirar a vida, e quando finalmente foi dormir naquela noite, ele sonhou que centenas de rãs vinham exigir sua vida.

O monge ficou terrivelmente perturbado, mas quando a manhã chegou, ele olhou e descobriu que o que ele havia pisado era uma berinjela madura demais. Naquele momento, sua sensação de incerteza parou de repente, e pela primeira vez ele entendeu o significado do ditado "não existe um mundo objetivo". Então, ele finalmente soube como praticar o Zen.

O caminho para o NirvanaCerta vez, houve um jovem que ansiava por alcançar o nirvana e experimentar a natureza original....
03/10/2024

O caminho para o Nirvana

Certa vez, houve um jovem que ansiava por alcançar o nirvana e experimentar a natureza original.

Ele foi a muitas pessoas e perguntou a elas: "Qual é o caminho para o nirvana?"

Todos que ouviram essa pergunta lhe disseram: "Todas as estradas levam à terra do Buda, mas há um caminho que leva diretamente aos portões do nirvana. Apenas aquele mestre Zen em particular conhece esse caminho. Vá até ele, e ele te guiará." Eles lhe deram o nome de um famoso mestre Zen e pediram que ele fosse ao mosteiro dele.

O jovem chegou ao mosteiro e se prostrou aos pés do mestre.

Ele perguntou com grande humildade: "Oh, Mestre! Eu me entrego aos seus pés. Por favor, mostre-me o caminho."

O mestre disse: "Está logo ali fora do muro do mosteiro."

O discípulo se perguntou se o mestre não havia entendido sua pergunta corretamente.

Ele disse: "Mestre, eu não estou perguntando sobre a estrada fora do muro. Eu busco o caminho supremo."

"Oh, aquele? É a mesma estrada que vai para a capital. Você não sabia disso?"

"Não, não é essa, Mestre. Onde quer que eu perguntasse, as pessoas me disseram que todas as estradas levam à terra do Buda, mas há um caminho que leva diretamente aos portões do nirvana. E elas disseram que você conhece esse caminho muito bem. Eu quero saber onde esse caminho está."

"Oh, esse caminho? Ele está bem aqui," disse o mestre, apontando para o caminho onde o discípulo veio.

Não sentamos em zazen para atingir algo.Não sentamos em zazen para observar algo.Não sentamos em zazen para nos tornar a...
19/09/2024

Não sentamos em zazen para atingir algo.
Não sentamos em zazen para observar algo.
Não sentamos em zazen para nos tornar algo
Não sentamos em zazen para receber algo.

Apenas sentamos...e que isso possa beneficiar todos os seres.

- Kyozen Kaito.

Quebrando o SilêncioOs alunos da escola Tendai costumavam estudar meditação antes do Zen entrar no Japão. Quatro deles, ...
17/09/2024

Quebrando o Silêncio

Os alunos da escola Tendai costumavam estudar meditação antes do Zen entrar no Japão. Quatro deles, que eram amigos íntimos, prometeram um ao outro observar sete dias de silêncio.

No primeiro dia, todos ficaram em silêncio. A meditação deles havia começado auspiciosamente, mas quando a noite chegou e as lâmpadas de óleo estavam ficando fracas, um dos alunos não conseguiu deixar de exclamar para um servo: “Conserte essas lâmpadas.”

O segundo aluno ficou surpreso ao ouvir o primeiro falar. “Não devemos dizer uma palavra”, ele comentou.

“Vocês dois são estúpidos. Por que conversaram?” perguntou o terceiro.

“Eu sou o único que não falou”, concluiu o quarto aluno.

Uma taça de cristalCerta vez um mestre Zen recebeu uma taça de cristal lindamente trabalhada. Foi um presente de um ex-a...
03/09/2024

Uma taça de cristal

Certa vez um mestre Zen recebeu uma taça de cristal lindamente trabalhada. Foi um presente de um ex-aluno.

Ele ficou muito grato e todos os dias, ele apreciava beber em seu copo. Sempre que podia mostrava o copo aos visitantes e falava sobre a gentileza de seu aluno.

Mas, todas as manhãs, ele segurava a taça na mão por alguns segundos e lembrava a si mesmo: "Este copo já está quebrado."

Um dia, um visitante desajeitado derrubou o copo da prateleira. A taça caiu no chão e se quebrou em milhares de pequenos pedaços.

Os outros visitantes ofegaram de choque, mas o mestre Zen permaneceu calmo. Olhando para a bagunça aos seus pés, ele disse: "Ah. Sim. Vamos começar."

Ele pegou uma vassoura e começou a varrer.

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Cotia, SP

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