Lírio dos Vales

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28/05/2019

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Alimentando e trazendo conhecimento da palavra de Deus!!

O nardo significa: a presença de Deus conosco todos os dias, adoração ao Senhor, fortalecimento. Assim, a Igreja tem Cri...
06/12/2016

O nardo significa: a presença de Deus conosco todos os dias, adoração ao Senhor, fortalecimento. Assim, a Igreja tem Cristo como cabeça trazendo-lhe o fortalecimento. Foi com nardo que Maria, irmã de Lázaro, ungiu Jesus em Betânia (Jo 12: 1-8). Jesus deseja estar conosco todos os dias, para que outros possam também conhecê-lO. O nardo se refere à planta cujo nome científico é Nardostachys jatamansi, uma planta perene da família da valeriana, mas dotada de raízes ainda mais perfumadas. É nativa do norte da Índia, onde até hoje é usada para perfumar os cabelos. Nos tempos bíblicos, o nardo era caríssimo e importado em receptáculos selados de alabastro que só eram abertos em ocasiões especiais; talvez por isso a indignação dos discípulos de Jesus pelo seu uso aparentemente indevido (Jo 12: 1-8, Mt 26: 6-12 e Mc 14: 6-8).

O açafrão é terapêutico, além de tingir e colorir alimentos. Como terapêutico é anti-espasmódico, ou seja, tira as cólicas e os espasmos. Os egípcios usavam o açafrão para colorir as mortalhas das múmias. O que isso significa para nós? Significa que a palavra de Deus na nossa boca vem tirar as dores e colorir a vida dos que estão “cinzas” e sem motivo para existir.

O cálamo (gr. Kalamos) significa: cana, caniço, junco. É uma raiz conhecida como Cana Doce. Só exala perfume quando a raiz é quebrada. Era de cálamo (junco) a cesta de Moisés, quando foi colocado, ainda bebê, no rio Nilo. Representa o preço que Jesus pagou pela nossa redenção, reverência ao Senhor, voltar às raízes, renovação de alianças, humildade. Significa que devemos ser dependentes do Senhor como crianças que necessitam crescer e ser ensinadas; que, de tempos em tempos, precisamos renovar nossa aliança de fidelidade e compromisso com Ele. Pode ser de várias maneiras; a ceia de que participamos na igreja é uma forma. A unção do cálamo também significa que precisamos ser “partidos” por Deus, trabalhados por Ele no nosso interior para que Sua essência possa ser exalada através de nós. Faz parte do óleo da santa unção dos sacerdotes.

O cinamomo é a casca de um tronco que se restaura a cada estação. É a mesma família do louro, da cássia e da canela. Significa: temor de Deus, resgate, restauração das coisas pessoais, não voltar a cometer os mesmos erros do passado. A canela é semelhante a um arbusto, oriunda do extremo Oriente. Como ela é macerada (a casca e a sementes) até se tornar pó, é uma figura profética da aceitação de Jesus Cristo em Sua morte e cruz. Representa nossa aproximação de Jesus em humildade, despindo-nos da nossa carne, tornando-nos mais como Ele é, assim como também pode significar paz e amor no lar. A cássia (Acacia nilotica), junto com o aloés e a mirra (Sl 45: 7-8), compõe o óleo da alegria. O aloés deve ter pelo menos trinta anos de idade para produzir óleo e, para ser extraído, o seu tronco precisa ser machucado ou dilacerado. Significa: ferir-se, assim como alegria e posição de glória. Portanto, para conquistar a unção de alegria é preciso, primeiro, nos despir do “eu” e “ser ferido” pelas mãos do Senhor para remover de nós o que não serve, extraindo, então, Seu óleo precioso do nosso interior, ou seja, o que temos de melhor. Cássia significa: potencial, nobreza. A acácia (cássia) é uma árvore de muitas espécies, disseminada no Egito, Arábia e Palestina. Era a árvore que fornecia sua madeira aos povos hebreus, a sagrada e aromática madeira de Sitim, fazendo parte do óleo da santa unção dos sacerdotes (Êx 30: 24-25) e foi muito empregada na construção do tabernáculo. Sitim era lugar de idolatria e imoralidade, defronte de Jericó, nas planícies de Moabe, a leste do Jordão. Há uma profecia em Jl 3: 18: “E há de ser que, naquele dia, os montes destilarão mosto, e os outeiros manarão leite, e todos os rios de Judá estarão cheios de águas; sairá uma fonte da Casa do Senhor e regará o vale de Sitim”. Isso quer dizer que após o arrependimento sincero, o povo que antes era depravado, receberá a água doadora de vida, no “Dia do Senhor”.

A mirra significa: libertação, cura, purificação, mudança de vida, assim como também era usada pela realeza para ungir as vestes de casamento. Também era usado como perfume sedutor. Foi usada para preparar Ester por seis meses, após os quais vieram mais seis meses com outros ungüentos e perfumarias para levá-la ao rei Assuero (Et 2: 12-13). A mirra é um arbusto que cresce nas regiões desérticas, especialmente na África (nativa da Somália e partes orientais da Etiópia) e no Oriente Médio. É também o nome dado à resina oleosa de coloração marrom-avermelhada obtida da seiva seca dessa árvore (Commiphora myrrha ou Balsamodendron myrrha). A palavra origina-se do hebraico, maror ou murr, que significa “amargo”, por isso é amarga e, muitas vezes, usada na bíblia como sinônimo de fel. Tem poder de anestesiar e tirar as dores, por isso foi oferecida a Jesus na cruz. Em Pv 31: 6-7 está escrito: “Dai bebida forte aos que perecem e vinho aos amargurados de espírito; para que bebam, e se esqueçam da sua pobreza, e de suas fadigas não se lembrem mais”. A bebida forte a que se refere era o vinho de alto teor alcoólico (shekhãr) misturado com a mirra dado pelas mulheres judias aos condenados à cruz para que pudessem suportar a punição e o sofrimento. No Sl 69: 21 (salmo profético de Davi) há outra referência à mirra: “Por alimento me deram fel e na minha sede me deram a beber vinagre”. Quanto à mirra em relação aos presentes que Jesus recebeu dos magos após seu nascimento, nós podemos dizer que eles lhe trouxeram presentes que confirmavam ser Ele o Messias; em outras palavras, Sua natureza divina e Sua missão salvadora e redentora: o ouro, simbolizando um tributo ao Rei dos reis, o precioso da humanidade dado ao Senhor. Quanto ao incenso, vem confirmar a posição de Jesus como sumo sacerdote e como nosso intercessor, já que, para nós, o incenso simboliza as orações dos santos. Em terceiro lugar, os magos lhe deram a mirra, como um ato profético do Seu sofrimento pela humanidade. Você pode ler mais sobre isso no tema "Estudo sobre Natal".

A mirra, o cálamo, a cássia, o cinamomo (ou canela) e o azeite de oliva (= unção e provisão de Deus para um propósito), fazem parte do óleo da santa unção, com o qual se ungia apenas os sacerdotes (Êx 30: 22-33 e 2 Co 2: 14-16). Isso quer dizer que o Senhor nos ungiu com alegria, amor, nobreza, propósito, aliança e humildade, temor e resgate, libertação e cura para que possamos ser bálsamo e suavizar as dores dos aflitos e desesperançados e elevá-los para um novo patamar.

O Bálsamo era um produto de Gileade exportado para o Egito (Gn 37: 25 e 43: 11) e para Tiro (Ez 27: 17). É celebrado pelas suas propriedades curativas (Jr 46: 11; Jr 8: 22 e Jr 51: 8) e freqüentemente usado como cosmético, também empregado para simbolizar livramento de desastres nacionais. Provavelmente, era uma goma ou especiaria aromática, mas o sentido original da palavra não é claro e não pode ser atualmente identificada com qualquer planta em Gileade, a despeito das reivindicações feitas a favor do produto da zaqqii (Balanites aegyptiaca) e do mastich (Gn 37: 25), produto da Pistacia lenticus, empregada para propósitos curativos. Em sentido geral, o bálsamo é símbolo de cura da alma, de fortalecimento, frescor, alívio, calma, paz e equilíbrio. Gileade era a terra ocupada pela tribo de Gade, Rúben e meia tribo de Manassés (Nm 32: 33-42; Dt 3: 12-13). É uma região montanhosa, coberta de bosques. Ao sul há um platô apropriado à criação do gado e rebanhos de ovelhas e cabras. Provia refúgio para os fugitivos (Jacó e Davi). O significado de Gileade é 'espinhoso', talvez por ser região montanhosa, mas é um símbolo da providência divina suprindo com refrigério, cura e alívio algo que é gerado numa situação “espinhosa”. Em outras palavras, junto com a tentação e o sofrimento, Deus dá livramento e bálsamo (1 Co 10: 13). Como foi escrito acima, o bálsamo de Gileade, provavelmente era uma goma ou resina, como o própolis, com propriedades curativas sobre o aparelho digestivo (vermífugo e contra icterícia) e como antibiótico, e ainda não se pode provar a sua relação com as resinas da Pistácia lenticus ou da Balanites Aegyptiaca (árvores comuns no Oriente Médio com propriedades curativas).

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05/12/2016

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28/11/2016
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