13/06/2026
No dia imediato à solenidade do Coração de Jesus, a Igreja nos convida a celebrar a Memória do Coração de Maria, fazendo-nos remontar à própria origem histórica dessa devoção tão profunda e unida. Essa ligação íntima entre Mãe e Filho atravessa os séculos. Já no século XVII, São João Eudes, em seus escritos não separava os “dois corações”. Posteriormente, as aparições de Fátima contribuíram de maneira decisiva para que essa devoção se estendesse pelo mundo inteiro. Foi inspirado por essa graça que, em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, o Papa Pio XII consagrou toda a humanidade ao Coração de Maria, com o intuito especial de pedir a paz.
“Chamar-me-ão bem-aventurada todas as nações”, predissera a Virgem Santíssima em seu canto do Magnificat. Diante disso, compreendemos que toda abertura de horizonte sobre os infinitos tesouros de amor e graça encerrados no Coração de Jesus vale também, por reflexo e transbordo, para Maria. Durante nove meses sagrados, a própria vida do Filho de Deus encarnado pulsou ritmicamente com a vida de Sua Mãe. Essa ligação única e divina nunca foi interrompida; antes, foi eternamente reforçada desde o momento em que Maria foi assunta ao céu em corpo e alma.