22/02/2026
Signf**ados de palavras usadas na Umbanda
CONGÁ (Gongá ou Congar) – A palavra gongá é de origem banto, é utilizada no ritual de Umbanda para denominar o “altar sagrado” do Terreiro. Este altar é composto de imagens de santos católicos, caboclos, pretos-velhos e outras.
COMPADRE – Designação para Exu.
CORPO FECHADO – Nenhum espírito maléfico pode incorporar no médium, ou nenhum espírito pode trazer o mal a pessoa que tem o corpo fechado.
CORREDOR DE GIRAS – Freqüentador que passa por vários terreiros, sem ter firmado compromisso espiritual com nenhum deles.
CREDO-EM-CRUZ – Creio na cruz. Interjeição que traduz espanto, admiração ou repulsa.
CURIAR – Comer ou beber.
CURIAU – Comida de Santo, despacho.
CURIMAR – Cantar. Entoar pontos cantados.
CURIMBA – Dança do Orixá ou Entidade no meio do Terreiro. Conjunto de instrumentos musicais do terreiro. Os instrumentos que compõe a curimba: atabaques, tambor, agogôs, chocalhos, berimbau, violões, etc. Curimba é a orquestra de um terreiro.
CURIMBAR – Dançar cantando.
CURUMIM – Do tupi Kurumí – menino.
D
DAR FIRMEZA AO TERREIRO – Riscar ponto na porteira, sob o altar, defumar, cantar pontos, etc. São feitas antes de uma sessão, para afastar ou impedir a entrada de más influências espirituais.
DAR PASSAGEM – Ato do orixá ou guia deixar o médium para que outra entidade nele se incorpore.
DAR PASSES – Axé da entidade transmitido através do médium incorporado. Emitir vibrações que anulem as más influências e mazelas sofridas pelos consulentes através de feitiço, olho gordo, inveja, etc. Abrir os caminhos do consulente através do Axé do Orixá.
DANDALUNDA – Outro nome dado a Janaína, Iemanjá, ou Mãe Dandá.
DAR COMIDA AO SANTO – Entrega, agrado, oferecimento de alimentos aos Orixás com o objetivo de receber Axé em troca. (Ver Amalá).
DESCARGA – Ação para afastar do corpo de alguém, ou de um ambiente, vibrações negativas ou maléf**as por meio de: banhos, passes, defumação, queima ou pólvora e etc.
DESCARREGAR – Livrar alguém de vibrações maléf**as ou negativas.
DESCARREGO – O mesmo que descarregar. Despachar restos de vela, pontas de charuto e demais sobras do trabalho da entidade em local adequado.
DESCER (DESCIDA) – Ato de orixá ou entidade incorporar. Quando as Entidades Espirituais vão incorporar no médium.
DESENCARNAR – Ato do espírito da pessoa deixar o corpo – morrer.
DESENVOLVIMENTO – Treino do iniciado nos trabalhos espirituais visando seu aperfeiçoamento mediúnico e pessoal. Aprendizado dos iniciados para melhoria de sua capacidade mediúnica; com a finalidade de incorporação de entidades.
DESMACHE – Espécie de muleta usada em alguns terreiros como instrumento de Xangô
DESMANCHAR TRABALHOS – É tornar livre uma pessoa dos efeitos de trabalho de enfeitiçamento, como também beneficiar alguém que tenha sido vítima de magia negra.
DESPACHAR – Entregar ao Orixá o que é do Orixá. Despachar também é um termo usado para tudo que é sagrado, seja comida de santo, seja qualquer objeto sacro seja entregue num local adequado a cada Orixá.
DESPACHO – Trabalho entregue para anular um feitiço, desmanchar trabalhos de magia negra
ESPIRITISMO DE LINHA – Designação dada a Umbanda e as sessões no terreiro.
ESPIRITISMO DE MESA – Sessão espírita Kardecista. Designação dada a Umbanda nas sessões de cura por médicos incorporados.
ESPÍRITO DE LUZ – Espírito com alto grau de evolução, superior e puro.
ESPÍRITOS OBSESSORES – Espíritos com muito pouco ou mesmo nenhum desenvolvimento, são entidades que se apossam das pessoas, fazendo-as sentirem doentes e prejudicando-as em todos os sentidos.
FALANGE – O mesmo que legião, conjunto de seres espirituais que trabalham dentro de uma mesma corrente (linha). Subdivisão das linhas de umbanda, cada uma com suas funções definidas e dirigidas por um “chefe” – espírito superior. Falange em Umbanda signif**a a subdivisão de Linhas onde cada falange é composta de um número incalculável de espíritos orientados por um Guia chefe da mesma.
FALANGEIRO – Espírito pertencente a uma determinada Falange.
FAZER MESA – Abrir a sessão, abrir a gira.
FILHO OU FILHA DE SANTO – Médium que se submeteu a doutrina e todo ritual.
FIRMA – Peça central da guia utilizada pelos iniciados pendurada no pescoço durante as sessões, é colocada no ponto no qual a guia de proteção é amarrada/fechada.
FIRMAR – Concentrar-se para a incorporação.
FIRMAR ANJO DA GUARDA – Fortalecer por meio de rituais especiais e oferendas de comida votivas e orixá patrono do médium.
FIRMAR PORTEIRA – Riscar a entrada do templo, um ponto especial para protegê-lo de más influências ou fazer defumação na entrada. É a segurança para os trabalhos da sessão que será realizada.
FIRMAR PONTO – Cantar coletivamente o ponto (cântico) determinado pela entidade que vai dirigir os trabalhos para conseguir uma concentração da corrente espiritual. O Ponto Firmado pode ser apenas cantado como também riscado ou a combinação de ambos. Signif**a também quando o Guia dá seu ponto cantado e/ou riscado, como prova de identidade.
FIRMEZA – O mesmo que segurança, conjunto de objetos com força mística (axé); que enterrados no chão protegem um terreiro e constituem sua base espiritual.
FORÇA ESPIRITUAL – Poderes e conhecimento que um médium tem quando em transe e quando as entidades que o protege têm. Grande poder, são fortes e importante no mundo astral.
FUNDAMENTOS – Leis de Umbanda, suas crenças.
FUNDANGA – Pólvora.
G
GANGA – A palavra Ganga, na realidade “Nganga” palavra de origem Kimbundo signif**a mágico, feiticeiro ou vidente. Para os Angola-congolenses seria a denominação do chefe supremo, seria o mesmo que Tata ou o Grande Alufá. O nome Ganga denomina os chefes dos antigos terreiros cabindas.
FILHO OU FILHA DE SANTO – Médium que se submeteu a doutrina e todo ritual.
FIRMA – Peça central da guia utilizada pelos iniciados pendurada no pescoço durante as sessões, é colocada no ponto no qual a guia de proteção é amarrada/fechada.
FIRMAR – Concentrar-se para a incorporação.
FIRMAR ANJO DA GUARDA – Fortalecer por meio de rituais especiais e oferendas de comida votivas e orixá patrono do médium.
FIRMAR PORTEIRA – Riscar a entrada do templo, um ponto especial para protegê-lo de más influências ou fazer defumação na entrada. É a segurança para os trabalhos da sessão que será realizada.
FIRMAR PONTO – Cantar coletivamente o ponto (cântico) determinado pela entidade que vai dirigir os trabalhos para conseguir uma concentração da corrente espiritual. O Ponto Firmado pode ser apenas cantado como também riscado ou a combinação de ambos. Signif**a também quando o Guia dá seu ponto cantado e/ou riscado, como prova de identidade.
FIRMEZA – O mesmo que segurança, conjunto de objetos com força mística (axé); que enterrados no chão protegem um terreiro e constituem sua base espiritual.
FORÇA ESPIRITUAL – Poderes e conhecimento que um médium tem quando em transe e quando as entidades que o protege têm. Grande poder, são fortes e importante no mundo astral.
FUNDAMENTOS – Leis de Umbanda, suas crenças.
FUNDANGA – Pólvora.
G
GANGA – A palavra Ganga, na realidade “Nganga” palavra de origem Kimbundo signif**a mágico, feiticeiro ou vidente. Para os Angola-congolenses seria a denominação do chefe supremo, seria o mesmo que Tata ou o Grande Alufá. O nome Ganga denomina os chefes dos antigos terreiros cabindas.
GARRAFADA – Bebida preparada com a maceração de ervas em aguardente ou água.
GIRA – Sessão espírita com cânticos e danças para cultuar as entidades e Orixás. Corrente espiritual. Caminho.
CONGÁ (GONGÁ ou CONGAR) – Altar no qual os Santos católicos são sincretizados com os Orixás africanos. Altar principal de um Terreiro de Umbanda.
GUIA – Colar ritualístico especial para cada entidade, feito com miçangas de cristal e/ou de porcelana, da cor especial do Orixá ou Entidade Espiritual que representa e identif**a.. GUIA Pode também signif**ar o próprio Orixá, ou uma entidade espiritual, espírito superior. Alguns são os guias protetores do templo, outros do médium. Geralmente o guia do terreiro incorpora no dirigente espiritual do terreiro.
GUIA DE CABEÇA (GUIA DE FRENTE)- Orixá ou entidade principal do médium, seu protetor. Pai de cabeça.
HOMEM DAS ENCRUZILHADAS (HOMEM DA RUA) – Exú.
HUMAITÁ – Do tupi-guarani: Hu = negro, ma = agora, itá = pedra – “a pedra agora é negra”. Relativo a Ogum, sua morada/reino
JUNTÓ (AJUNTÓ) – Conjunto de forças dos Orixás.
JUREMA – Uma das caboclas de Oxossi, chefe de falange. Local onde todos os caboclos f**am espiritualmente. A Jurema é a cidade, o lugar, do mundo espiritual conhecido por Juremá.
JUREMÁ – Na Umbanda os Caboclos vem de Aruanda, no Catimbó eles vem do Juremá. O Juremá como no nosso mundo real, é composto de aldeias, cidades e estados ou reinados. Nestes estados e cidades moram os encantados, mestres e caboclos.
KAÔ – Saudação de Xangô. Salve! Viva!
KARDECISMO – Um dos pontos básicos em que se fundamentam todas as teorias espiritualistas. Decodif**ação do Espiritismo por Alan Kardec, de onde se origina o nome Kardecismo.
KARMA (CARMA) – Do sânscrito कर्म, transl. Karmam, e em pali, Kamma, “ação”. É um termo milenar de uso religioso dentro das doutrinas budista, hinduísta e jainista, adotado posteriormente também pela Teosofia, pelo Espiritismo e por um subgrupo signif**ativo do movimento New Age. A palavra expressa um conjunto de ações dos homens e suas consequências. É a conseqüência de vidas passadas, as quais dirigem a presente e organizam as futuras encarnações.
KIUMBA (QUIUMBA) – Espírito maléfico e obsessor. Espírito atrasado e sem nenhuma luz. Zombeteiro. Encosto.
L
LAÇAR O COBRERO – É assim chamada a oração que se escreve com tinta em volta do “cobrero” para fins curativos.
LÁGRIMAS DE NOSSA SENHORA – Além do capim e da miçanga, assim também são conhecidas as contas de semente dessa planta para confecção de terços, guias e outros objetos. Bastante comuns nas guias de Pretos e Pretas velhos.
LANCATÉ DE VOVÔ – É o mesmo nome por que é conhecida a igreja Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador – Bahia.
LAVAGEM DE CABEÇA – A lavagem de cabeça é feita derramando-se o Amaci (banho preparado especialmente para essa cerimônia) sobre a cabeça do médium, enquanto se entoa um ponto de caboclo. A confirmação do Guia de Cabeça verif**a-se após a lavagem de cabeça, quando o Guia incorpora e risca seu ponto em frente ao Congá.
LEGIÃO – Exercício de seres espirituais, o mesmo que falange. Conjunto de seres espirituais de grande evolução, conjunto de espíritos elementares (exus) em evolução.
LEI DE UMBANDA – A crença da Umbanda e seus rituais.
LINHA – Faixa de vibração, dentro da corrente vibratória espiritual. Um Orixá também chamado protetor e que é chefe dos seres que vibram e atuam nessa faixa. Conjunto de falanges e que se subdivide uma faixa vibratória. Conjunto de representações (corporal, dança, cores, símbolos) e rituais (comidas, bebidas, dia da semana), etc.; de cada Orixá ou entidade. Conjunto de cerimônias rituais de determinado tipo. Ex. linha de Umbanda, linha branca, etc. União das falanges, sendo que cada um tem seu chefe.
LINHA BRANCA – Linha de Guias que não cruzam com a linha da esquerda.
LINHA CRUZADA – Ritual com influência de duas ou mais procedências. É quando se unem duas ou mais linhas com o fim de tornar mais forte um trabalho no terreiro. Normalmente esse cruzamento se dá com um guia da direita com um da esquerda.
LINHA DAS ALMAS – Corrente vibratória que congrega espíritos evoluídos.
LINHA DE CURA – Ritual que se ocupa mais com a cura física e espiritual do adepto.
LINHA DO ORIENTE – Congrega espíritos que viveram em povos do Oriente
MACUMBA – Termo antigo que se denominava aos cultos dos escravos nas senzalas. Candomblé, depois esse termo passou a ser vulgar e passou a nomear rituais de magia como o feitiço ou culto de feiticeiros. Antigo instrumento musical usado outrora nos terreiros afro-brasileiros. Nome (pejorativo) com que os leigos denominam “despacho” de rua e os rituais de Umbanda, Quimbanda e demais cultos afro-brasileiros.
MACUMBADO – enfeitiçado
MADRINHA – O mesmo que Mãe de Santo, Babá.
MÃE D´ÁGUA – Iemanjá.
MÃE de SANTO – Médium feminino chefe ou dirigente de terreiro, Madrinha, Babá
MALEME (MALEIME ou MALEMBE) – Pedido de socorro, de clemencia, de auxílio ou ajuda, de misericórdia. Podem vir em forma de canticos ou preces pedindo perdão. Pedido de perdão.
MANDINGA – Feitiço, encantamento, também praga rogada em voz alta.
MANIFESTAÇÃO – Quando o corpo do médium é tomado por um Guia. Conhecido também como transe mediúnico, incorporação.
MARACÁ – Do tupi mbaraká – chocalho usado em solenidades.
MARAFA (MARAFO) – Aguardente, cachaça. Bebida de Exú.
MATÉRIA – Corpo, parte material do homem, a mais afastada da pureza espiritual.
MAU OLHADO – Quebranto, feitiço. Doença ou mal estar causado por um olhar mau, invejado.
MÉDIUM – Pessoa que tem a Faculdade Especial de servir de intermediário entre o mundo físico e espiritual. Termo do Espiritismo, adotado pela Umbanda.
MESA BRANCA – Trabalhos no terreiro quando há incorporação apenas de médicos e enfermeiras.
MEISINHA – Despacho, mandinga, trabalho.
MIRONGA – Feitiço, segredo, feitiço feito pelos Espíritos Nagôs. Mistério.
MISTIFICAÇÃO – É o mais importante dos casos do falso espiritismo, pois constitui um recurso muito empregado por falsos médiuns, ou pessoas de má fé, com a vã finalidade de auferirem vantagens pecuniárias e aumentarem sua fama e sua vaidade.
OBRIGAÇÕES – Festas em homenagem aos Guias ou Orixás. São também as determinações feitas aos médiuns ou consulentes pelos Guias com o objetivo de auxilio ou como parte de um ritual do desenvolvimento mediúnico.
OBSEDIAR – Perseguir. Ação pela qual os espíritos perturbados que prejudicam as pessoas levando a situações econômicas difíceis, loucura, etc.
OBSSESSOR – Espírito perturbador ou zombeteiro (quiumba) que prejudica as pessoas.
ODÉ – Oxossi. Oxossi mais velho.
ODÔ, IÁ – Saudação de Iemanjá
OFÃ – Médium responsável pela colheita e seleção das ervas nos rituais.
OGÃ – Auxiliar nas sessões do terreiro. Ogã pode ser um protetor de Terreiro ou como um Chefe das Curimbas. Ambos tem o mesmo grau hierárquico. Na Umbanda, os Ogãs são naturalmente e normalmente os tocadores de atabaques.
OIÁ – Outro nome conhecido por Iansã
OKÊ – Saudação aos Caboclos. Diz-se assim : Okê Caboclo! Okê Oxossi.
OLHO-DE-BOI – Semente de Tucumã, gozando de propriedades protetoras contra cargas negativas como feitiços, mau-olhado, inveja. Tem muitas utilidades no terreiro, desde patuás até guia (colar).
OLHO GRANDE – Mau Olhado, inveja, malefício, quebranto.
OLORUM – Deus Supremo. Entidade suprema, força maior, que está acima de todos os Orixás (Zambi).
OMOLOCÔ – Culto de origem angolense.
OPELÊ DE IFÁ – Rosário deito de pequenos búzios e que é utilizado para ler o futuro.
ORAÇÃO FORTE – Patuá que consiste em uma oração escrita em pequeno pedaço de papel, que a pessoa preserva em seu poder, quer guardado no bolso, ou dentro de um pano em forma de saquinho pendurado no pescoço a fim de proteger-se ou livrá-la de todos os males.
ORI – Cabeça.
ORIXÁ – Divindades africanas que representam as forças do Universo Infinito. Espírito puro. Santo.
ORIXÁ DE CABEÇA – Orixá principal do médium.
ORIXÁ DE FRENTE – O mesmo que orixá de cabeça.
OTÁ – pedra ritual, elemento e objeto sagrado e secreto do culto.
P
PADÊ – Despacho para Exú no início das sessões ou festas, constando alimentos, bebidas, velas, flores e outras oferendas, a fim de que os mesmos afastem as perturbações nas cerimonias.
PADRINHO – pai-de-santo, Chefe de Terreiro.
PAI-DE-SANTO – Zelador do Santo, Chefe de Gira, Chefe de Mesa, Chefe do Terreiro. Médium e conhecedor perfeito de todos os detalhes para o bom andamento de uma sessão.
PALINÓ – Cântico ou poema em louvor a Iemanjá
PÃO BENTO – Pão ázimo ou qualquer outro tipo de pão, ao qual se dota de forças mágicas. É utilizado em inúmeros trabalhos para diversas finalidades. Há trabalhos com pão e vela benta para se localizar num rio ou no mar o corpo de uma pessoa afogada, por exemplo.
PARAMENTO(s) – Roupas e objetos utilizados em cerimônias do ritual religioso.
PATUÁ – PA = erradicar doenças, antídoto, TU = propiciar, WA = viver, existir (viver, sem doenças). Amuleto que é colocado num saquitel (pedaço de pano costurado em forma de saquinho) e é pendurado no pescoço, ou se prende na roupa de uso.
PAXORÔ – Instrumento simbólico de Oxalá usado pelos pais-de-santo em trabalhos.
PEDRA-DE-RAIO – Meteorito, Fetiche de Xangô , itá.
PEJI – altar, congar.
PEMBA – Espécie de giz em forma cônico-arredondada, em diversas cores, como sejam : branco, vermelho, amarelo, rosa, roxo, azul, marrom, verde e preto, servindo para riscar pontos e outras determinações ordenadas pelos Guias, sendo que conforme a cor trabalhada com pemba, pode se identif**ar a Linha a que pertence a Entidade, ou a Linha que trabalhará naquele ponto. Pedra de giz usada para traçar desenhos mágico-religiosos e de caráter invocatório, frequentemente empregados nos ritos de Umbanda.
PERNA DE CALÇA – Signif**a homem na linguagem de Exu e Pretos-velhos.
PIPOCA – comida de Omulu/Obaluaê. Grão de milho arrebentado na areia quente para ser utilizado em descarrego. Descarrego de Pipoca.
PIRIGUAIA – Variedade de búzio.
PITO – Ca****bo ou cigarro de palha usado pelos Pretos-velhos.
PONTEIRO – Pequeno punhal utilizado em magias e diversos rituais.
PONTOS CANTADOS (MANTRAS DE UMBANDA) – Letra e melodia de cântico sagrado, diferente para cada entidade. É uma prece evocativa cantada que tem por finalidade atrair as entidades espirituais, homenageá-las. Quando chegam e despedi-las quando devem partir. Assim os pontos podem ser apenas de louvor ou cantados com finalidades rituais durante determinadas cerimônias. Os pontos cantados na Umbanda são preces e a invocação das falanges e Linhas, chamando-as ao convívio das reuniões e no auxilio dos que buscam caridade. Assim, como toda a religião tem seus canticos, a Umbanda usa seus pontos cantados, dos quais, não se deve abusar. Esses hinos representam e atraem forças das Falanges, para trabalhos de descarrego e desenvolvimento mediúnico. Pontos cantados não devem ser deturpados, ou modif**ados, para que sua força não se altere, uma vez alterado o efeito não será o mesmo, podendo até ser prejudicial.
PONTOS RISCADOS – Desenho formado por um conjunto de sinais cabalísticos, que riscado com pemba ajuda a chamar a entidade ao mundo terreno. Quando riscado pelo médium incorporado identif**a a entidade. São identif**ação dos Guias. Cada Guia e cada Orixá tem seu ponto riscado. Os pontos são riscados com pemba. Mas o ponto não se resume apenas a identif**ação de um guia, linha, falange ou Orixá; ele pode fechar o corpo de um médium, pois a escrita sagrada se utiliza de magia para que qualquer espírito perturbado não se aproxime.
PORTEIRA – Entrada do Terreiro / Templo.
POVO DA ENCRUZA (POVO DE RUA) – Exús.
PRECEITO – Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos fiéis.
PUXAR O PONTO – Iniciar um cântico. É geralmente feito por um Ogã.
Q
QUARÔ – Flor chamada Resedá possuidora de notáveis virtudes mágicas e grandemente empregada em banhos e defumações.
QUEBRANTO – Mau olhado, feitiço, coisa feita. Normalmente atinge mais crianças pagãs, mas pode atingir também crianças batizadas e adultos. O quebranto é cortado com benzimento.
QUEBRAR DEMANDA (QUEBRAR AS FORÇAS) – É anular, desmanchar o efeito de um trabalho para prejudicar ou perturbar uma pessoa.
QUEBRAR PRECEITO – Desrespeitar as regras e hábitos estabelecidos no ritual do desenvolvimento ou dos trabalhos.
QUIMBANDA – Linha de esquerda que com a Umbanda forma o equilíbrio. Linha espiritual na qual trabalham os Exus e Pomba-giras. clique e saiba mais.
QUIUMBA – Espírito atrasadíssimo, obsessor e pertubador. Zombeteiro. São ainda mistif**adores, fazendo-se passar por espíritos mais elevados. Chamados também “rabos de encruza”.
QUIZILA (QUEZILA ou QUEZíLIA) – Tabu, implicância, interdição, indisposição em relação a algo ou alguém, conjunto de proibições. Aversão, antipatia, repugnância, alergia a alguma coisa.
R
RAÚRA – Cambone. Auxiliar nos trabalhos do Terreiro.
RECEBER O SANTO – Incorporar. Entrar em estado de transe com o Guia ou Orixá
REDENTOR – Jesus Cristo
REINOS – Uma das divisões dos mundos espirituais. Domínios dos Orixás. Alguns exemplos : Juremá, Pedreiras, Fundo do Mar, Humaitá, etc
RESPONSO – Oração em latim para determinado santo para se conseguir uma graça.
RISCAR PONTO – Fazer desenhos de sinais cabalísticos que representam determinadas entidades espirituais e que possuem poderes de chamamento das mesmas ou lhe servem de identif**ação.
ROÇA – Terreiro, centro.
RONKÓ – Quarto onde estão os assentamentos dos Orixás.
S
SACUDIMENTO – Ato de realizar limpeza, lavagem e varredura do terreiro e/ou seus filhos. Descarrego.
SAÍDA de YAÔ – Cerimônia de iniciação do filho-de-santo no Candomblé ou no culto Omolokô.
SAL (GROSSO) – Empregado sob diversas modalidades nos Terreiros, principalmente como elemento em banho fixador de determinada energia. Também empregado como elemento para descarrego do local quando colocado com um copo de água atrás da porta, absorvendo assim as energias que por ali passam. É erroneamente empregado como banho de descarrego, para tal deve-se utilizar apenas as ervas do Pai-de-cabeça do usuário deste.
SALUBÁ (SALUBÃ) – Saudação de Nanã
SAMBORE – Também vem do Cabula e do Omolokô, samba = pular com alegria, ou seja, momento de grande energia onde as sambas do Cabula e do Omolokô pulavam com alegria. “Sambore, pemba de angola” – quando risca o ponto, canta o ponto para a firmeza dos trabalhos.
SANTERIA – Nome da religião de origem caribenha irmã do Candomblé. Também conhecida por: Regla de Ocha, La Regla Lucumi ou simplesmente Lukumi.
SARABUMBA – Salve, o mesmo que Aruê.
SARAVÁ – Saudação umbandista que corresponde a Salve! Viva!
SEREIA DO MAR – Janaína, princesa d´água. Pode representar também como Yemanjá dentro de um contexto.
SINCRETISMO – Fusão de diferentes cultos ou doutrinas religiosas, com reinterpretarão de seus elementos. Fenômeno de identif**ação/coligação dos Orixás com os Santos Católicos.
T
TRONQUEIRA – Local destinado para ser feita a segurança primeira do terreiro, localiza-se de frente para a rua, do lado esquerdo de quem entra.
TUIA – O mesmo que Fundango, Pólvora.
TUMBA – É uma palavra congo-angolesa [Kimbundu] que signif**a parente ou pessoa íntima. Dic.: sepultura, campa, jazigo, sepulcro.
U
UMBANDA (AUMBANDAN) – Manifestação do Espírito para a caridade. Religião brasileira fundada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas em 1908. Definição no dicionário Michaelis: “sf. (quimbundo umbanda) 1 Folc. Primeiramente designava o chefe das macumbas cariocas, mas passou a designar a própria cerimônia. É culto religioso e mágico e atualmente até sincretizado com o catolicismo romano e o espiritismo. 2 Magia branca praticada com finalidade construtiva, cura, orientação moral dos transviados etc. 3 Cerimônia religiosa. 4 O mesmo que quimbanda”. 5 Outra definição interessante encontra-se na origem da palavra Umbanda no alfabeto Adâmico; no qual: Aum = “Divindade Suprema” + Ban = “conjunto ou sistema” + Dan = “regra ou lei”, formando: “CONJUNTO DAS LEIS DIVINAS”.
UMBANDISTA – Praticante, crente, seguidor da Umbanda.
UMBRAL – Estado ou local por onde passam a maioria dos humanos após a morte, lá os desencarnados experimentam sofrimentos “físicos” e morais, como a sensação da necrose do corpo e a vergonha de se ver incapaz de ocultar suas fraquezas e desejos mais íntimos dos olhares curiosos e/ou inquisidores de outros espíritos. Região interdimensional destinada ao esgotamento dos resíduos mentais no processo em que a alma abandona o corpo após sua morte. O Purgatório.
V
VIRAR NO SANTO – Entrar em transe. Incorporar.
VODUN (VOODOO, VODU ou VUDU) – Também conhecido por “Sèvis Gine” ou “Serviço Africano”, é uma religião originada na África Ocidental que se tornou conhecida no Novo Mundo através dos escravos vindos da Africa. O Vodun da África Ocidental é a forma original da religião que se desdobrou no Vodou Haitiano, Voodoo da Louisiana e Candomblé Jejê no Brasil. Na Quimbanda é conhecida e trabalhada pelos Exús, principalmente os Caveiras.
X
XANGÔ (SHANGO ou SANGO, na origem Yorubá) – Orixá da justiça. é sincretizado com São Jerônimo, São Pedro, São João Batista, cujo poder se manifesta na pedreira. Seu símbolo é o machado de duas faces; signif**ando que o machado tanto protege seus filhos das injustiças como os pune quando as cometem, bem como a estrela de 6 pontas cujo símbolo é em si o poder equilibrador do universo.
Y
YALAORIXÁ (IALORIXÁ) – Mãe de Santo.
YAÔ (IAÔ) – Médium feminino no primeiro grau de desenvolvimento do Terreiro.
YANSÃ (YANSAN, IANSÃ ou INHAÇÃ) – Santa Bárbará. Senhora dos ventos, raios e tempestades. No Candomblé, onde também é chamada de Oyá, é representada com um alfange e uma cauda de animal nas mãos, e com um chifre de búfalo na cintura.
YEMANJÁ (IEMANJÁ) – Orixá sincretizada com Maria mãe de Jesus. Senhora da calunga grande (mar). Mãe das Águas. Nossa Senhora dos Navegantes. Nsa. Sra da Glória.
Z
ZAMBI (NZAMBI) – O Deus supremo na Umbanda. O Criador nos candomblés de Nação Angola, equivalente à Olorun do Candomblé Ketu. Zambi é o princípio e o fim de tudo.