20/09/2024
Prezada irmã, em verdade, considero essas duas correntes irreconciliáveis e mutuamente excludentes. Ou seja, se crermos numa delas, não podemos abraçar a outra. Particularmente e com muita humildade não consigo aderir ao pensamento de que Deus predestina alguém para a salvação - o que levaria à absurda conclusão de que os não predestinados Ele abandonaria para a perdição. Quando penso sobre a relação entre predestinação e livre-arbítrio, chego à conclusão de que Deus, em Sua soberania, realmente nos dá a capacidade de fazer escolhas significativas. Acredito que a graça de Deus se manifesta a todos, permitindo que cada um de nós responda ao Seu chamado. Isso é algo que vejo refletido em passagens como Tito 2:11, que menciona que a graça de Deus trouxe salvação a todos os homens. A ideia de que todos têm a oportunidade de aceitar essa graça é fundamental para mim. Além disso, percebo que a Bíblia fala muito sobre a responsabilidade humana em escolher o caminho que seguir. Em Deuteronômio 30:19, Deus nos convoca a escolher entre a vida e a morte, sugerindo que temos a liberdade de decidir nosso destino. Para mim, isso é uma afirmação poderosa da capacidade que temos de influenciar nossas vidas através das escolhas que fazemos. Outra questão que me impacta profundamente é a natureza do amor de Deus. O amor verdadeiro não pode ser forçado; ele deve ser uma resposta livre. Quando leio 1 João 4:19, que diz que O amamos porque Ele nos amou primeiro, entendo que Deus deseja um relacionamento autêntico conosco, baseado na liberdade de escolha. Isso ressoa em mim, pois um amor genuíno implica que podemos aceitar ou rejeitar esse amor. Eu também vejo a importância da escolha humana nos ensinamentos de Jesus. Em Mateus 23:37, Ele expressa Seu desejo de reunir Jerusalém, mas reconhece que as pessoas não quiseram. Essa passagem me lembra que nossas escolhas são significativas e que Deus respeita nosso livre-arbítrio, mesmo quando isso significa que podemos nos afastar d'Ele ou até mesmo rejeitá-lo. Finalmente, reflito sobre a justiça de Deus. Se a salvação fosse algo restrito a alguns poucos, isso levantaria sérias questões sobre Sua justiça. Romanos 2:6-11 fala sobre a imparcialidade de Deus, e isso me leva a crer que todos devem ter uma oportunidade justa de responder ao Seu amor. Dessa forma, vejo que a soberana graça de Deus e a liberdade humana não se excluem; na verdade, elas coexistem de maneira harmoniosa, permitindo que cada um de nós faça escolhas que moldam nossas vidas e nosso relacionamento com Ele. Um grande abraço e que, obrigado pela pergunta e que Deus a abençoe!
(Pr. Reinaldo Ribeiro)