Paróquia São José - Desvio Rizzo

Paróquia São José - Desvio Rizzo Paróquia São José, Bairro Desvio Rizzo. Diocese de Caxias do Sul
Praça Pedro Poloni, s/n
95110-610
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📆AGENDA DA SEMANA
07/08/2026

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🕯️CELEBRE CONOSCO
07/08/2026

🕯️CELEBRE CONOSCO

⚜️ COMO SANTO INÁCIO, APRENDER A CONFIAR!Por Pe. Maicon A. MalacarneSanto Inácio de Loyola, que celebramos hoje, ensinou...
01/08/2026

⚜️ COMO SANTO INÁCIO, APRENDER A CONFIAR!
Por Pe. Maicon A. Malacarne

Santo Inácio de Loyola, que celebramos hoje, ensinou, por meio dos Exercícios Espirituais e de outros escritos, o caminho da confiança em Deus. Não é fácil confiar. Trata-se de um aprendizado que exige abertura ao mistério, autenticidade de vida e largueza de coração para buscar Deus e deixar-se encontrar por Ele.

De fato, como nos conta o Evangelho de hoje (Mt 13,54-58), os moradores de Nazaré — vizinhos, amigos e parentes de Jesus — não conseguiam confiar. Por isso, «Jesus não fez ali muitos milagres». Eles tinham dificuldade de perceber a novidade de Deus naquele homem que crescera entre eles: «De onde lhe vêm essa sabedoria e esses milagres? Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria?».

Fechados em decisões já tomadas, aprisionados em certezas que julgavam inquestionáveis, os mais próximos de Jesus não conseguiam abrir espaço para confiar, para reconhecer a novidade de Deus acontecendo diante de seus olhos.

Nazaré nos recorda que a confiança é sempre tecida no cotidiano e habitada pelas relações. A forma como confiamos em Deus precisa estar em harmonia com a maneira como confiamos uns nos outros, como acolhemos as pessoas e como atravessamos a «Nazaré» de cada dia.

Talvez o maior milagre não seja apenas aquilo que rompe o curso das coisas, mas o coração que aprende a confiar. A maturidade da fé nasce justamente no habitual, no simples, naquilo que atravessa silenciosamente os nossos dias. É essa confiança que abre espaço para que Deus realize os seus milagres.

Concluamos rezando uma das mais belas orações de Santo Inácio, expressão de uma confiança sem reservas no Senhor:

“Tomai, Senhor, e recebei toda a minha liberdade, a minha memória, o meu entendimento e toda a minha vontade. Tudo o que tenho e possuo, Vós me destes; a Vós, Senhor, o restituo. Tudo é vosso; disponde de tudo segundo a vossa inteira vontade. Dai-me somente o vosso amor e a vossa graça, que esta me basta” (Exercícios Espirituais, n. 234).

🕯️ CELEBRE CONOSCO
01/08/2026

🕯️ CELEBRE CONOSCO

⚜️ FAZER O BEM! Por Pe. Maicon MalacarnePrimo Levi, em um dos seus mais importantes testemunhos como sobrevivente dos ca...
31/07/2026

⚜️ FAZER O BEM!
Por Pe. Maicon Malacarne

Primo Levi, em um dos seus mais importantes testemunhos como sobrevivente dos campos de concentração, na obra É isto um homem?, recorda-se de Lorenzo, que todos os dias lhe oferecia parte da sua ração de pão: “Creio que foi realmente por causa de Lorenzo que eu estou vivo hoje; e não tanto pela sua ajuda material, mas sobretudo por ter-me lembrado constantemente, através da sua presença, através da sua maneira natural de ser bom... algo difícil de definir, uma possibilidade remota de bem, mas pela qual valeu a pena sobreviver. Graças ao Lorenzo consegui não esquecer que eu mesmo era um homem”.

A nossa vida é cheia de contradições! O que nos salva, o que nos resgata do fundo do poço, é a força do bem. Fazer o bem não é um descarrego de consciência nem uma simples válvula de escape. O bem é a âncora sobre a qual se sustenta a humanidade. É a solidez da ração de pão repartida com o outro no meio do império do “salve-se quem puder”. O bem é repartir até as próprias misérias.

No Evangelho de hoje, Jesus compara o Reino de Deus a uma rede lançada ao mar, que recolhe peixes de toda espécie. Depois, já na praia, os pescadores separam os peixes bons dos ruins. A rede cheia, como a própria vida, está repleta de ambiguidades. Bons e ruins convivem na mesma rede antes da separação (Mt 13,47-53).

Trata-se de resgatar a vocação ao bem que habita o coração humano. Em cada realidade, exterior e interior, o discípulo de Jesus é chamado a ser como o pai de família “que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”: alguém capaz de revelar o bem, reconhecer a novidade da graça e fazê-la florescer, mesmo quando tudo ao redor se assemelha a um campo de concentração.

✔️ "ABRACE A NOSSA CAUSA: ECC"
29/07/2026

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📅 AGENDA DA SEMANA
29/07/2026

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🤲🏼 REUNIÃO DO CONSELHO COMUNITÁRIO DA AÇÃO EVANGELIZADORA
29/07/2026

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⚜️ "ENCONTRAR A NOSSA «BETÂNIA»"Por Pe. Maicon MalacarneEtty Hillesum, em meio à perseguição nazista, escondida em sua c...
29/07/2026

⚜️ "ENCONTRAR A NOSSA «BETÂNIA»"
Por Pe. Maicon Malacarne

Etty Hillesum, em meio à perseguição nazista, escondida em sua casa, buscava algum sossego quando «abria um pedaço da janela para ver o céu». É esse pedaço de janela de que todos nós, um dia ou outro, precisamos. É o pequeno pedaço de céu, carregado de promessa, que não deixa tudo desmoronar. O trabalho, o pão, o dinheiro, a correria, a agenda, os negócios e as reuniões são muito importantes, mas, no fundo, é esse pedaço de janela que nos salva.

Jesus, com frequência, caminhava até a pequena Betânia para encontrar Marta, Maria e Lázaro, três irmãos que, não sabemos exatamente por quê, se tornaram grandes amigos seus. Aquela casa era, para Jesus, o seu pedaço de janela. O sacramento da amizade, sinal sagrado da presença de Deus, é a experiência que nos toma pela mão e nos sustenta.

Em Betânia encontramos alguns dos relatos mais humanos e afetivos da vida de Jesus: sentado à mesa, conversando com Marta e Maria, tendo os pés ungidos, falando sobre a «melhor parte». Betânia é também o lugar onde Jesus chorou diante da morte de Lázaro. Essa casa, mais do que um espaço geográfico, é uma teologia da proximidade, uma experiência de Deus que segura nossa mão e nos devolve o fôlego.

No dia em que celebramos Marta, Maria e Lázaro, celebramos, a partir de Betânia, a amizade, a alegria do encontro, a força dos vínculos e a promessa do futuro. Enquanto houver amigos, enquanto for possível experimentar as nossas «Betânias», haverá sempre uma janela aberta. E, por ela, um pedaço de céu capaz de mudar tudo.

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